segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ESTAÇÃO AREAL - Ela já fez parte da E. F. Grão Pará, a primeira ferrovia do Brasil.



Vista parcial de Areal, vendo a Ilha em destaque.



Estação de Areal ainda em atividade. Acervo página do facebook Areal Antiga.



Ponte do Gaby, uma das belas pontes ferroviárias da região.


Túnel abandonado no antigo leito da ferrovia que passava por Areal, na foto de Márcio Sette. Veja mais fotos do túnel no final da matéria.




Estação Areal
Estive na Estação em: 06 de janeiro de 2017
Inaugurada em: 01 de maio de 1886
Ramal: Linha do Norte – Km 99,462 (1960)

Situação Atual – Obra de restauração paralisada, hoje em estado de abandono.






Outro registro da Estação de Areal ainda em atividade. Acervo página do facebook Areal Antiga.





Acima e abaixo, ontem & hoje, em destaque o Novo Hotel, onde hoje funcionam repartições da prefeitura de Areal.




Na foto de Carlos Latuff, a ponte de extensão da ferrovia para Três Rios, vendo-se sobre a coluna central o telhado da estação de Areal do outro lado do rio.


Inaugurada ainda pela Estrada de Ferro Príncipe Grão Pará, inicialmente fazia parte do Ramal de São José do Rio Preto. Com a criação da E. F. Leopoldina, diante das dificuldades para transpor um paredão de pedras na Serra do Sossego, a mesma preferiu dar prosseguimento à extensão da linha para Minas Gerais passando por Três Rios. A partir de então, dali saía o ramal para São José do Rio Preto.
Com a construção da barragem no Rio Preto por volta de 1940, o antigo ramal de São José do Vale do Rio Preto foi extinto. Areal passou a ser passagem para a Linha do Norte.
Em meados da década de 1960 a Leopoldina resolveu suprimir o trecho que vinha do Rio de Janeiro passando por Petrópolis, encerrando assim as atividades da ferrovia pelos municípios cortados por ela, sendo a estação fechada em 1965.






Próximo a Areal, a ferrovia margeando a Estrada União Indústria.



Notícia de um acidente da ferrovia.


A Estação:
Fechada deste 1965, muitas foram as vezes em que comentou-se pela cidade sobre sua transformação em um prédio cultural, mas foi em 2011 que isso esteve prestes a acontecer através do investimento de recursos estaduais para obras de restauração da velha estação. 
Infelizmente o sonho não se realizou, a obra foi paralisada e pelo que vi está tudo abandonado. Aparentemente todo o trabalho foi perdido e o que se espera é que a nova administração do município encontre uma solução e retome as obras.  









Em frente à Estação  a residência de Jéssica Freitas. Nos fundos, no alto, uma grande caixa d’água que abastecia a estação e as locomotivas.


Minha visita:
Ao chegar a Areal, logo ao estacionar em frente ao antigo “Novo Hotel” onde hoje funciona repartições da prefeitura da cidade, encontrei-me com Dna. Maria Francisca Souza Almeida. Quando me apresentei e lhe falei sobre a ferrovia e a estação de Areal, Dna. Francisca relembrou de sua chegada a Areal. Me disse que havia nascido bem pertinho da minha cidade de origem – Bicas. 
Em 1950, aos 10 anos de idade, deixou sua terra natal – Taruaçu, São João Nepomuceno – acompanhando sua família e vindo morar em Areal. Relembrou momentos da bela viagem de trem, do momento em que todos saltaram exatamente ali pertinho da gente, na então movimentada Estação de Areal.  Conversamos por mais algum tempo e ela se foi.
Continuei minha “expedição” caminhado até a estação para as primeiras fotos. Bem em frente à estação, encontrei Jéssica Freitas que possui um comércio bem próximo. Conversamos por um bom tempo e ela me falou da luta de todos na busca da preservação da Estação, de seu grande valor histórico para toda a cidade. Levou-me até o terraço, de onde pude fazer as fotos da estação vista de cima. Mostrou também a caixa d’água localizada no alto, nos fundos de sua casa. Era ela que abastecia a estação e as locomotivas.
Dali saí para a seção de fotos da ponte e da ilha.


Na foto de 2008 de Carlos Latuff já se percebia o abandono.













Na seqüência abaixo novos registros da ponte do Gaby, ponte em curva na saída de Areal com destino a Pedro do Rio.







Em junho de 2016 o amigo e também historiador ferroviário Márcio Sette visitou o túnel de Areal e realizou belos registros fotográficos que passamos a apresentar.








Um comentário:

  1. Um trabalho que deve ser valorizado, manter viva a história através da narrativa e das imagens.

    ResponderExcluir