quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ESTAÇÃO PORTO NOVO - Belíssimo patrimônio histórico merece mais atenção, antes que seja tarde demais.

Foto do acervo de André Martins Borges 
Restauração: Amarildo Mayrink







Foto do acervo de Mauro Senra.





Linha do Centro 240,108 km

Inaugurada em 1871

Uso atual: em ruínas





Fazendo parte de minhas visitas às estações da região de Além Paraíba, trago registros da ESTAÇÃO PORTO NOVO com prédios imponetes que infelizmente se encontram bastante deteriorados pela ação do tempo e pelo abandono, o que verifiquei acompanhado do amigo Valério Bagule.
Segundo relata Ralph Mennucci Giesbrecht em seu site www.estacoesferroviarias.com.br a estação recebeu este nome por estar próxima ao porto das barcas que faziam a travessia do Paraíba.
A Estação de Porto Novo do Cunha teve seu nome simplificado posteriormente para Porto Novo e pertencia originalmente à E. F. Dom Pedro II (Central do Brasil a partir de 1910), sendo a estação terminal do ramal de Porto Novo. Este ramal adotava bitola de 1m60, mas com a chegada da Leopoldina Railway por Além Paraíba, o ramal passou ao seu controle e a bitola foi reduzida para bitola métrica em 1911 sendo incorporado à Linha Auxiliar ligando-se a Entre Rios.
O complexo da estação de Porto Novo era formado por dois belíssimos prédios onde funcionavam hotel, restaurante e armazéns. Os dois prédios estão em péssimo estado de conservação, um deles em ruínas, um cenário que contrasta a beleza da arquitetura com revolta por tamanho abandono.
É realmente triste vermos o descaso com o patrimônio histórico, principalmente se levarmos em conta que a única rotunda de bitola métrica do país localizada bem próximo dali está desabando, sinalizando o fim da história da primeira ferrovia em solo mineiro.


Vista aérea do pátio de manobras da estação de Porto Novo. 










 Foto do acervo de Hugo Caramuru.



Arquivo JBr



Abaixo, Porto Novo pelas lentes de Claudio Gil Rocha.








Vista aérea da rotunda e oficinas.



Acima e abaixo, fotos do acervo de Valério Bagule