sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

SÉRIE DOCUMENTOS HISTÓRICOS - Uma preciosidade: Mapa completo das linhas da LEOPOLDINA RAILWAY.


Trago aos amigos leitores um dos mais antigos e completos mapas das linhas da antiga LEOPOLDINA RAILWAY, antes de ser criada a Estrada de Ferro Leopoldina, presente de meu grande amigo Nem Cunha, também ferroviário e grande amante da ferrovia. 
Quando Nem me ligou dizendo ter uma surpresa para mim, não imaginava que fosse um documento de tão grande valor histórico, agora disponível a todos os interessados na história da Leopoldina.
Interessante observar as propagandas de época, bem como notar a grafia de alguns nomes como Nictheroy, Macahé, Santa Maria Magdalena, Muriahé e Victória, entre outros.
Para uma leitura mais detalhada, click sobre o mapa para ampliá-lo.
Após publicá-lo aqui, Nem Cunha manifestou seu desejo de doar o mapa original para o Museu Ferroviário aqui de Bicas, preservando-o para a história. 

Uma raridade, presente do grande amigo Nem Cunha! O mais completo mapa que já vi das linhas da LEOPOLDINA RAILWAY, posteriormente Estrada de Ferro Leopoldina.






sábado, 11 de janeiro de 2014

ESTAÇÃO SANTANA DE CATAGUASES - Mais um ramal da Estrada de Ferro Leopoldina.

Pintura do artista santanense Jerus da Fonseca Santos.



Quadro de horários publicado em jornal da época.




Estação de Santana de Cataguases.


 





Estação Santana de Cataguases

Estive na Estação: janeiro de 2014

Inaugurada em: 14 de abril de 1895

Ramal de Cataguases  -  Km 369,984 (1960)









Após conhecer a cidade de Leopoldina, o local da antiga estação, o acervo fotográfico de Luiz Otávio e as belas obras de arte de Luciano Meneghite, parti para a última visita do dia na primeira viajem de pesquisas de 2014. Destino: Santana de Cataguases.
Diferente de Leopoldina, a cidade de Santana de Cataguases, já denominada João Pinheiro, nos recebe com sua antiga Estação Ferroviária logo na chegada, na praça de entrada da cidade.
Encontrei-a em reformas, com as telhas da cobertura da antiga plataforma agrupadas no chão. Segundo informações, há a necessidade de trocar o madeiramento do telhado por medidas de segurança. No local vinha funcionando um escritório da EMATER antes de iniciarem a reforma.
Segui então para mais uma seção de fotos e busquei mais algumas informações sobre ela em um posto de saúde localizado bem em frente.
Mais uma vez a sorte estava do meu lado! Fui super bem recebido pela agente de saúde Sra. Eduvirges Milane que ficou feliz com o objetivo da minha visita. Veio então mais uma surpresa quando ela pediu que aguardasse e ligou para seu filho Ernane Machado Milane e depois me disse: “olha, meu filho tem uma bela pintura de um artista local que retrata a chegada do trem aqui na estação, tenho certeza que irá gostar!”.
Com as coordenadas de Dna. Eduvirges segui para o centro da pequena, mas agradável cidade e facilmente encontrei a casa de Ernane, que já me aguardava com mais informações sobre a passagem do trem na cidade. Apresentou-me a página da cidade no facebook “Memória Santanense” com um belíssimo e histórico acervo onde encontramos mais registros fotográficos da ferrovia na cidade.
Em seguida, trouxe duas belíssimas telas, obras do artista local Jerus da Fonseca Santos, uma retratando a praça principal da cidade destacando a Igreja Matriz e a segunda, aquela que Dna. Eduvirges havia me indicado, a chegada do trem na Estação de Santana de Cataguases.
Dali retornei para a praça da estação para continuar a seção de fotos aqui apresentadas. Além delas, trago outras fotos da estação também apresentadas no facebook “Memória Santanense”, destacando duas mostrando que a Câmara Municipal de Santana de Cataguases já funcionou ali.










Maria-Fumaça parada na estação de João Pinheiro em Santana de Cataguases.



Segue um breve histórico de Gilmar de Oliviera Costa, também de Santana de Cataguases:
A estação de João Pinheiro foi inaugurada em 1895 pela E. F. Cataguazes. Ela era a estação terminal do ramal de Cataguazes. O Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960 dá como data de inauguração da estação o ano de 1903, o que pode ser, na verdade, apenas a data de incorporação pela Leopoldina, que adquiriu o ramal nesse ano. Nos anos 1940 passou a se chamar Santana de Cataguazes. Foi fechada com o ramal, em 10/04/1965. Para se ir com o trem para lá, em 1962, havia que se embarcar em Cataguazes às 17:25 e descer em Sereno às 17:52, onde se baldeava, às 18:20, para Santana de Cataguazes, onde se chegava às 18:55. Para voltar, o trem saía para Sereno, no percurso contrário, às 7:35 da manhã do dia seguinte. (Fontes: Guias Levi, 1932-1970; Guia Geral das Estradas de Ferro, 1960; Edmundo Siqueira, Resumo Histórico da The Leopoldina Rwy. Co. Ltd., 1938) HISTÓRICO DA LINHA: Os dois ramais, o de Miraí, que partia de Cataguazes, e de Santana de Cataguazes, que partia de Sereno, no primeiro ramal, foram abertos em 1895, pela E. F. Cataguazes, empresa que foi incorporada à Leopoldina em 26/03/1903. O ramal de Cataguazes foi suprimido em 10/04/1965 e o de Mirai, em 31/03/1967. 

Foto: Gordinho KTA - Memória Santanense.



Foto de Vinícios de Souza Oliveira - Memória Santanense.

Restaurada por Amarildo Mayrink
















 A Praça da Matriz, em mais uma pintura do artista santanense Jerus da Fonseca Santos.


Foto: Juliana Nogueira - Memória Santanense.



Na antiga estação funcionou também a Câmara Municipal de Santana de Cataguases, como pode se visto nas três fotos acima.





quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ESTAÇÃO LEOPOLDINA - A origem de tudo.

O belíssimo trabalho em óleo sobre tela de Luciano Bahia Meneghite na foto acima abre a matéria sobre a histórica Estação de Leopoldina. 



Foto belíssima do acervo de Hugo Caramuru, com a imponente Locomotiva 220X conduzindo a composição.


Na foto acima, uma composição ao lado da Estação de Leopoldina. 
Abaixo, a mesma foto em óleo sobre tela de Luciano Bahia Meneghite.
Acervo Memória Leopoldinense, site  www.leopoldinense.com.br




Na manhã de 07 de janeiro, parti para minha primeira viajem de pesquisas no ano de 2014. Destino: Leopoldina e Santana de Cataguases.
Primeira parada, Município de Leopoldina. Chegando ao centro da cidade fiquei perdido, já que a Estação de Leopoldina já não existe mais, nem qualquer “trilhozinho, dormente ou brita” como lembrança de que um dia a ferrovia passou por ali. Estacionei próximo ao ponto de taxis em frente à agência da Caixa. Quando se está “perdido” nada melhor do que perguntar a um taxista, certo? O melhor foi a resposta: você está exatamente onde era a antiga estação ferroviária de Leopoldina!
Dali em diante foi um bom e descontraído bate-papo, informações valiosas e aproveitar a ocasião para fazer algumas fotos do local, marco importante daquele que um dia foi o destino final da Leopoldina Railway, nome concedido não em homenagem à Imperatriz Leopoldina como muitos pensam, mas ao próprio Município.
Retornando ao ponto de taxi, recebi a valiosíssima recomendação de que procurasse Luiz Otávio Meneghite, Diretor e Editor do Jornal Leopoldinense, grande conhecedor da história da cidade e possuidor de um belo acervo fotográfico digitalizado.
Como historiador (ferroviário) em início de caminhada confesso que foi um daqueles grandes e importantes encontros. Muito atencioso Luiz Otavio não só contou algumas passagens da história da ferrovia no Município como me apresentou as fotos maravilhosas que compartilho com os amigos leitores nesta matéria. Além delas, um grande e importante e bem organizado arquivo histórico fotográfico da cidade Leopoldina criado por ele graças à contribuição de inúmeros cidadãos leopoldinenses e exposto publicamente no quadro “Memória Leopoldinense” no site www.leopoldinense.com.br do Jornal Leopoldinense.
Após conhecer este trabalho, Luiz Otávio me apresentou seu filho Luciano Bahia Meneghite, que apresentou belíssimas pinturas em óleo sobre tela retratando a importância histórica da Estrada de Ferro Leopoldina para a vida da cidade, também expostas nesta matéria.
Se nada encontrei em termos materiais como prédios ou outras referências ferroviárias, tenho que confessar que esta foi a mais gratificante visita a cidade que um dia foi contemplada e atendida pelos trens da Leopoldina.



O triângulo situado na localidade de Vista Alegre era o início do pequeno ramal para Leopoldina.







Estação Leopoldina

Estive no local da antiga Estação em: janeiro de 2014

Inaugurada em: julho de 1877

Linha do Centro - km 341,950 (1960)












Acima, a estação ferroviária de Leopoldina, vista na década de 1950. Construída em 1877, foi demolida em 1965 - Acervo Aldo Pace.

Abaixo, a mesma foto em óleo sobre tela, de Luciano Bahia Meneghite.

Abaixo, o mesmo local em foto recente no mesmo ângulo - Foto Memorial Leopoldinense.





Na foto acima de 07 de janeiro de 2014, vemos no centro ao fundo, a praça e o prédio onde funciona a agência da Caixa no mesmo local onde um dia existiu a estação ferroviária de Leopoldina - foto de Amarildo Mayrink.




Acima a Estação de Leopoldina, em 1952 - acervo Memória Leopoldinense.  

Abaixo, o mesmo local em 07 de janeiro de 2014 - foto Amarildo Mayrink.




A Estação de Leopoldina, vendo-se ao fundo o Banco Ribeiro Junqueira. 

Foto cedida por Rodrigo Gesualdi ao Memoria Leopoldinense.



Foto de 1961, uma das mais bonitas e reproduzidas fotos da Estação - Acervo de Horst Wolff.




Estação de Leopoldina - Acervo Memória Leopoldinense.




Estação, vendo-se ao fundo o Hospital - Acervo Memória Leopoldinense.




Villa Arminda, cinco casas que ficavam ao lado da estação ferroviária - hoje Praça João XXIII - originalmente eram armazens para estocagem de café, transformadas em residências pelo portugues Raphael Domingues após a crise do café, recebeu o nome de Villa Arminda - Arminda Gomes Domingues, filha de Raphael. Acervo Memória Leopoldinense.




Jogadores e torcedores do Ribeiro Junqueira na Estação de Leopoldina - Acervo Memória Leopoldinense.




1958 - Propagandas políticas nas praças próximas à estação ferroviária -Acervo Memoria Leopoldinense.