segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ESTAÇÃO TOCANTINS - Localizada no prolongamento da linha que uniria a estação de Guarani à de Ubá.






Estive na Estação em julho de 2012

Inaugurada em 18 de julho de 1886

Linha Caratinga - km 286,287 (1960)




Estive na Estação de Tocantins em julho de 2012, quando foram tiradas as fotos aqui apresentadas.
Após visitar a estação de Ligação - já publicada aqui no blog - segui por estrada de terra até encontrar a estação numa pequena localidade rural e bem afastada da sede da cidade de mesmo nome.
No prédio funciona atualmente um pequeno estabelecimento comercial. O telhado da antiga estação já não é mais de telha francesa, sendo coberta atualmente com telhas de amianto.
Ao que tudo indica, a estação era composta de dois módulos - como podemos ver nas fotos – mas apenas o módulo principal com a plataforma está de pé, sendo possível perceber a existência de um segundo módulo através de uma das cabeceiras da estação, pois a parede de tijolos ainda está erguida e com o mesmo desenho do módulo principal.
Dentro da antiga estação, o atual usuário do prédio me apresentou um quadro, uma grande foto emoldurada onde vemos um menino ao lado da locomotiva 32. Por sinal, trata-se da mesma foto que Milton Rodrigues Palhares apresenta no site estações ferroviárias, de Ralph Mennucci Giesbrecht, através do link http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_tresrios_caratinga/tocantins.htm onde ele apresenta o seguinte relato:

"Na foto abaixo, tirada em 1957, aparece no desvio o trem misto com a locomotiva 32, então sediada no depósito de Bicas. Nessa foto eu estava aguardando o outro trem, o expresso prefixo 22 de Ponte Nova a Barão de Mauá".


Segundo este mesmo site, que é minha principal referência em dados sobre as estações ferroviárias da Zona da Mata mineira, "a Estação de Tocantins foi inaugurada em 1886 pela E. F. Leopoldina, no prolongamento da linha que uniria a estação de Guarani à de Ubá. Na linha que passava por Tocantins rodaram trens de passageiros até a primeira metade dos anos 70, e foi suprimida oficialmente somente em 1994, depois de anos sem uso."









As fotos acima e abaixo mostram que a estação era composta de dois módulos, mas apenas o módulo principal com a plataforma está de pé, sendo possível perceber a existência de um segundo módulo através de uma das cabeceiras da estação, pois a parede de tijolos ainda está erguida e com o mesmo desenho do módulo principal.









sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

"ARQUEÓLOGOS FERROVIÁRIOS" no Posto Telegráfico de Telhas.




Carlos Latuff (à esquerda na foto) e Eu na "plataforma da estação".




Fiel ao pensamento de que nada acontece por acaso, estava eu saindo de um supermercado em Bicas no domingo, dia 23 de dezembro de 2012, quando atravessa a rua apressadamente meu amigo “Jeremias do taxi” acompanhado de mais duas pessoas até ali desconhecidas. Mal sabia eu que se tratava de mais um grande pesquisador ferroviário, o cartunista Carlos Latuff – que conhecia da net através de seu blog ferroviasdobrasil.blogspot.com.br - acompanhado de seu primo Francisco Costa Jr.
Procurava algum vestígio do antigo Posto Telegráfico de Telhas, pequena estação localizada num dos mais belos cenários da região, a serra de Bicas em direção à Rochedo de Minas.
Uma hora depois, nos encontramos e partimos para mais uma verdadeira “pesquisa arqueológica” ferroviária.
No caminho, o velho pontilhão numa cena bucólica, com um belo rebanho a pastar calmamente.
Havia estado em Telhas em 2009 e foi muito bom chegarmos até o local do antigo posto telegráfico e encontrar tudo bem cuidado. A antiga Casa de Turma toda reformada, procurando manter as características originais, apenas com algumas pequenas mudanças.  
Melhor ainda foi conhecer pessoalmente e contribuir com Carlos Latuff, saber que não estou só nesta luta pela preservação da história ferroviária.
Leia mais sobre o Posto Telegráfico de Telhas no link abaixo:
http://otremexpresso.blogspot.com.br/2016/06/estacao-telhas-misterio-desvendado.html 



No caminho, uma visão bucólica e o velho pontilhão.












Mais uma obra de Latuff. A velha Casa de Turma.



O melhor ainda estava por vir! Ao apreciarmos a bela paisagem da serra, vendo ao fundo o antigo leito da ferrovia, disse ao Latuff: "imagina a beleza de podermos apreciar daqui a velha Maria Fumaça e seus vagões descendo a serra!"
Prontamente, Latuff sacou papel e caneta e pôs-se a desenhar numa velocidade e com uma aparente facilidade - dom que só os grandes artistas possuem – tornando meus pensamentos uma bela “realidade” retratada num pequeno pedaço de papel, um grande presente de Natal.


O artista em ação.




Presente de Natal do amigo Latuff.