quinta-feira, 5 de março de 2026

Estação PARADA PROFESSOR SOUZA - Dela só restaram ruínas de seu alicerce.

Acima e nas três fotos abaixo, o que sobrou da Parada Professor Souza foram somente ruínas.



Paulo Neiva Pinheiro junto ao que sobrou da Parada Professor Souza.




rio-dourado


Estação PARADA PROFESSOR SOUZA


santa-edelvira

   


Município: Casimiro de Abreu–RJ

Linha do Litoral – Km 176,606

Altitude: 16m

Estação inaugurada em: ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Demolida. Só restaram vestígios da plataforma.

Situação Atual – Tráfego suspenso, com trilhos.

 

E. F. Leopoldina (?-1975)

RFFSA (1975-1996)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à PARADA PROFESSOR SOUZA em 2023, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Ferroviária Professor Souza era usada para embarque e desembarque de pessoas e eventualmente de cargas, geralmente produtos agrícolas em geral produzidos pelas fazendas e pequenos produtores das redondezas. Fica dentro de um pequeno povoado às margens da BR-101 no município Casimiro de Abreu-RJ. Segundo um dos moradores com quem conversei procurando algo sobre a Parada, foi logo me desencorajando afirmando ser perda de tempo e não haver mais vestígio algum da antiga Parada Ferroviária. Mas como diz o velho ditado “quem procura acha”, sai para ‘patrulhar’ e encontrei as ruínas da antiga Parada! O que certamente me deixou muito feliz! As Informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 tiveram as medições feitas por mim usando o Google Maps e ambas batem nessa localização. Não se tem a data da construção dessa Parada Ferroviária, nem de sua demolição, tampouco fotografias antigas da mesma, mas ela está listada no livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960. No local, um morador que mora próximo confirmou ser mesmo ali o local da antiga Parada Ferroviária que foi desativada já há muitos anos, sobrando somente as ruínas de sua antiga plataforma. Seria um PT (Posto Telégrafo) ou uma Simples PA (Parada Esporádica)? Não consegui saber, pois o livro não menciona. Mas minha opinião era de que existia um prédio feito em alvenaria no local, se existia um telégrafo e um operador aí já são outros quinhentos.  No Livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 podemos ver ela listada no KM 176.606.”


A página do livro no qual aparece a Parada Professor Souza e sua quilometragem, grifadas em vermelho por Paulo Neiva.

Localização exata da Parada Professor Souza. O alicerce de pedras ainda está lá para confirmar o que o livro nos diz.

O morador da casa verde à esquerda confirmou que era ali mesmo o local e disse a Paulo Neiva se tratar de uma Estação... ou seja provavelmente feita em alvenaria.

A quilometragem fornecida pelo livro bate aqui mesmo.

Na sequência abaixo, o que sobrou da Parada Professor Souza em vários ângulos.





quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

ESTAÇÃO GLICÉRIO - Prédio histórico que resiste ao abandono merece uma bela restauração.

Acima, histórico registro fotográfico apresentado por Bruno Tavares onde vemos a Estação ainda sob seu primeiro nome "Crubixais". Interessante observar o prédio na extrema direita da foto.

Abaixo, a antiga Estação nos dias de hoje em foto de Paulo Neiva Pinheiro num ângulo aproximado ao da foto antiga.

Na foto abaixo vemos o prédio amarelo em destaque, o mesmo prédio da foto antiga, que ainda resiste ao tempo.



Acima e abaixo, fotos feitas em 2024 do que sobrou da antiga Estação de Glicério resistindo ao tempo. Ainda é possível preservar a história... 



Acima e abaixo, a antiga Estação de Glicério em 2021.  



Acima e abaixo, mais um "ontem & hoje" da Estação de Glicério. 



Acima e abaixo, bela escultura em homenagem as corredeiras do Rio São Pedro e a prática de canoagem.

Para Paulo Neiva, este prédio deve ter sido um Armazém de Cargas no período da ferrovia. Logicamente já foi bem descaracterizado com o passar do tempo, mas pelo seu tamanho e proximidade tudo indica ter sido..

Caixa d’água de fabricação inglesa que está próxima da antiga Estação e que hoje serve de chuveiro para o pessoal se refrescar no verão.


Abaixo, Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Glicério em 2024. 



Estação GLICÉRIO

Antiga Crubixais


mundeus


macae


Município: Macaé–RJ

Ramal de Glicério – Km 264,685

Altitude:  79m

Estação inaugurada em: 07 de abril de 1891.

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Hugo Caramuru.

Uso atual: Abandonada.

Situação Atual – Ramal extinto. Sem trilhos.


E. F. Leopoldina (c.1891-1963)

 


HISTÓRICO: 

O Ramal de Glicério foi aberto em 1891 partindo da Estação de Macaé, na Linha do Litoral. Curto, com apenas duas Estações, ele foi desativado em 2 de novembro de 1961 e extinto oficialmente em 22 agosto de 1963.


A ESTAÇÃO:

O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação GLICÉRIO em 2021 e em 2024, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“A Estação de Glicério foi aberta como ponta do Ramal do mesmo nome em 1891. Durante o projeto da linha, a futura Estação iria se chamar Saudade. Ela foi inaugurada oficialmente em 7 de abril de 1891 com uma viagem de 2 horas de duração entre Macaé e Glicério, sendo entregue para a Leopoldina de 9 de maio de 1898 através do decreto 2.896. Sua extensão total era de 42 km e 700 metros. Várias fontes dão como razão da existência desse Ramal uma possível ligação com a cidade de Nova Friburgo, fato que jamais se realizou. Durante algum tempo a Estação chamou-se Crubixais, voltando depois ao seu nome original. Foi desativada com o Ramal em 1961 sob muitos protestos e até ações de violência. Depois da desativação da ferrovia, o prédio da antiga Estação foi usado em festas locais e como Casa de Cultura. Foi reformado no final de 2004, mas atualmente está novamente abandonado. Em minha última visita à Estação em 2024, encontrava-se em avançado processo de deterioração correndo grande risco de virar um monte de ruínas muito em breve, perdendo assim a referência de única Estação ainda de pé desse Ramal, pois a de Mundéus já não existem mais. O Ramal passava pela ponte metálica da Severina, um dos poucos resquícios desse Ramal que ainda resiste ao tempo, assim como uma Caixa d’água de fabricação inglesa importada, que está próxima da antiga Estação e que serve de chuveiro para o pessoal se refrescar no verão. Se a prefeitura de Macaé ou o Iphan não tomarem providências, esse enorme patrimônio histórico corre o risco de virar um monte de ruínas muito em breve devido aos ventos, sol e chuva constantes.”


Na sequência abaixo, a antiga Estação de Glicério em detalhes. Fotos feitas por Paulo Neiva Pinheiro em 2024.  















A CAIXA D’ÁGUA:

Caixa D’água metálica Importada da Inglaterra - Ramal de Glicério - Macaé-RJ – Por Paulo Neiva Pinheiro.

“Próximo à Estação de Glicério ainda existe uma Caixa d’água que era usada para o abastecimento das Locomotivas à Vapor do Ramal. Na época de sua instalação, 1891, não tínhamos fundições preparadas para construir esse tipo de caixa d’água, tornando-se necessário a sua importação, que na maioria das vezes vinham de países do Reino Unido que tinham passado recentemente pela Revolução Industrial. Essa por exemplo, não tem nenhuma inscrição nela que possamos identificar sua origem, mas é muito provável que tenha vindo de navio da Inglaterra, subindo a serra sendo transportada pelo próprio Trem do Ramal. Hoje serve como chuveiro para os moradores locais se refrescarem no verão. Não tenho certeza, mas me parece que ela foi removida do seu lugar original e foi instalada nesse novo local. Originalmente ela ficava mais alta também, creio eu. A Caixa d’água metálica é um dos poucos remanescentes do Ramal de Glicério que ainda existe. Pouca coisa sobrou desse Ramal, que foi operado pela Cia Leopoldina Railway Company, de capital Inglês.”

Na sequência abaixo, a Caixa d’água de fabricação inglesa que fica próxima da antiga Estação.






Na sequência abaixo, a antiga Estação de Glicério em fotos feitas por Paulo Neiva Pinheiro em 2021.  











Acima, histórico registro do acervo de Hugo Caramuru onde vemos o Trem em frente à Casa de Turma de manutenção para algum possível reparo.

Abaixo, esta é a antiga Casa de Turma de Manutenção da extinta Cia. Leopoldina Railway.


Abaixo, a bela escultura em homenagem as corredeiras do Rio São Pedro e a prática de canoagem. A escultura fica na cabeceira de um grande galpão, que para Paulo Neiva, deve ter sido um armazém de cargas nos tempos da ferrovia.


E essa casinha que fica próxima à Estação, teria sido uma Casa de Turma ou do Agente Ferroviário? Para Paulo Neiva, seu estilo indica que sim.





Abaixo, a Igreja Matriz cuja torre é vista na foto antiga que abre esta matéria, dos tempos em que a Estação se chamava Crubixais.