Acima, a Estação de Porto das Caixas em belíssimo registro do acervo do Arquivo Nacional. Nele vemos a Casa de Turma e a Caixa d'água.
Nesta foto de 2010 de Daddo Moreira, a Casa de Turma e a Caixa d´água ainda com
os trilhos passando em frente.
Nesta foto de 2022 de Paulo Neiva Pinheiro, a Casa de Turma e a Caixa d'água em ângulo aproximado. Os trilhos já haviam sido removidos.
Neste belíssimo registro do acervo do IBGE podemos ver a antiga Estação de Porto das Caixas; a plataforma principal ao lado da Estação e a antiga bifurcação: à esquerda, acesso a Linha do Cantagalo para
a próxima Estação - Escurial. Nele vemos outra pequena plataforma com cobertura; à direita, acesso a Linha do Litoral para próxima
Estação - Venda das Pedras.
Localização da Estação de Porto das Caixas através de imagem
do Google Maps, mostrando também a bifurcação da Linha.
Antigo e histórico registro fotográfico da Estação de Porto
das Caixas ainda em atividade.

Estação PORTO DAS CAIXAS
Antiga Itaboraí
visconde-de-itaborai
Saída para a Linha do Cantagalo
escurial
Município: Itaboraí–RJ
Linha do Litoral – Km 75,577
Altitude: 7m
Estação inaugurada em: 23 de abril de 1860
Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; Daddo Moreira e Carlos Latuff.
Uso atual: Demolida. Só restaram a Casa de Turma e a Caixa d'água.
Situação Atual – Sem os trilhos, tráfego suspenso.
E.F. Cantagalo (1860-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1996)
FCA (1996...)
HISTÓRICO:
Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”
A ESTAÇÃO:
Ainda não visitei a Estação de Porto das Caixas, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro; Daddo Moreira e Carlos Latuff estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.
Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO PORTO DAS CAIXAS em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...
“A Estação de Porto das Caixas foi construída
em 1860 originalmente para ser a saída da Linha
do Cantagalo. Somente mais tarde, em 1874, passou a ser também
entroncamento com a que viria a ser posteriormente a Linha do Litoral, construída na época pela Cia. Ferro Carril
Niteroiense. A antiga Linha do Cantagalo começava mesmo em Porto das Caixas,
localidade situada às margens do rio Macacu, no "fundo" da baía da
Guanabara. Dali, barcaças transportavam as mercadorias até a cidade do Rio de
Janeiro. No início dos anos 1950, ainda se podia ver algumas delas afundadas ao
lado da ponte ferroviária, então de madeira. Foi um ponto de baldeação muito
movimentado e rico, tendo entrado em decadência com a inauguração do trecho de
linha até Niterói, ainda no século XIX. Com a extinção da Linha do Cantagalo,
Porto das Caixas deixou de ser entroncamento. Segundo os moradores locais, a Estação
foi demolida já em 1980 e dela nada sobrou, a não ser a Casa do Agente Ferroviário, a Caixa
d’água de concreto e as ruínas de dois pontilhões sobre o Rio da Aldeia,
assim como duas escadas (Plataformas) feitas com dormentes que serviam para os
raros passageiros do Trem suburbano que ligava a Itaboraí. Em 2010, mesmo isso
já havia desaparecido e a plataforma de embarque original estava escondida
debaixo de muito mato, também sendo demolida posteriormente. A região é cortada
por outros rios como o Casseribu e o Rio da Aldeia, que é o que fica próximo da
Estação. Um filme Nacional chamado “Porto das Caixas” foi rodado no local em
1962, filmado na localidade quando tudo ainda estava de pé, onde também
aparecem as Linhas do Cantagalo e do Litoral; o Túnel de 1860 e a Estação ainda
de pé. Bem próximo do local da Estação existe uma usina que nunca chegou a ser
inaugurada que extraía álcool da mandioca e também está em estado de ruínas, já
completamente invadida. Na localidade - no sentido Ramal do Cantagalo - ainda
existe parte do 1º túnel ferroviário do Rio de Janeiro e um dos primeiros do Brasil,
pois existe um outro feito no mesmo ano localizado no Cabo de Santo Agostinho,
no Grande Recife-PE, também inaugurado em 1860.”
Após a Estação ser demolida em 1980, os poucos passageiros que
utilizaram os últimos trens da Linha do Litoral embarcavam nestas escadarias/plataforma improvisada, foto de Carlos Latuff, em 2002. Elas também não existem mais...
Aqui ficava a antiga plataforma da Estação. Primeiro demoliram
a Estação, depois retiraram a linha e depois demoliram a Plataforma de
Embarque/Desembarque, ela ficava aqui nessa direção.
Pequena e antiga construção ao lado da Caixa d'água. Gostaria de saber do que se trata, mas não consegui identificar o
que é.
Seria uma casa da Ferrovia? Paulo Neiva acha que tem boas chances de
ser. Além do estilo arquitetônico, ela está bem próxima da Estação.
Não parece, mas por aqui passavam os Trens da Linha do Litoral. Hoje só mato, nem os trilhos ficaram para contar a história.
Grandes pedras achadas próximo ao local. Seriam da antiga plataforma
de Embarque e Desembarque da Estação?
Na sequência abaixo, o que sobrou do pontilhão mais antigo construído pela Leopoldina Railway
sobre o Rio da Aldeia (Rio Cabuçu no Google Maps). O mato está tomando conta, mas é possível ver as cabeceiras da ponte feita
de pedras sobrepostas construída pela Leopoldina Railway com mais de 100 anos de
existência.























































