domingo, 14 de junho de 2026

ESTAÇÃO CESÁRIO ALVIM - A Plataforma é o que sobrou da antiga Estação.

 Era aqui a Estação Cesário Alvim. Dela só restou a Plataforma.

A Plataforma da Estação de Cesário Alvim, construída de 1886.

Tijolo maciço que pertenceu a Estação. Esse foi para o pequeno "museu ferroviário" particular de Paulo Neiva.

Ruínas da Estação Ferroviária de Cesário Alvim. Alguns trilhos fincados ainda estão no local.


A Estação de Cesário Alvim em 1975. Foto Fernando Marques.


Paulo Neiva Pinheiro nas ruínas da Estação de Cesário Alvim em 2022. Dela só restou a Plataforma.




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Estação CESÁRIO ALVIM


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Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 122,773

Altitude: 31m

Estação inaugurada em: 14 de agosto de 1886

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro, Fernando Marques e Marcelo Cardozo.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga plataforma.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Em 2022 ainda era possível encontrar parte dos trilhos da Linha do Litoral na região.

 

E. F. Cantagalo (1886-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO Cesário Alvim em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Cesário Alvim foi inaugurada em 1886 - ver foto da notícia de jornal. Como era comum na época, seu nome foi uma homenagem a um político que ainda estava vivo. Realmente, a Linha do Litoral foi abandonada pela FCA, atual concessionária, no segundo semestre de 2007. Nas proximidades da Estação ocorreu um grave acidente ferroviário em 1973 com o Trem de passageiros "Expresso Campista" que ligava o Rio a Campos, que deixou doze mortos. Este acidente foi na chamada curva do Caxito, próxima à Estação de Cesário Alvim (VEJA, 7/2/1973). Em uma das fotos antigas podemos ver a linda Estação ainda de pé. Hoje o que sobrou foi muito mato,  as ruínas dela em pedaços de tijolo e sua Plataforma. Nos fundos da Estação existe um “tanque de lavar roupas” centenário, além de um interessante sistema de armazenamento de água que captava água de uma nascente da própria mata Atlântica. Ainda existem construções da época em que a ferrovia ainda cortava a localidade que ficam nas proximidades da antiga Estação, como confirmou um morador ancião do local com quem conversei durante a minha visita ao local no ano de 2022.”


Notícia da inauguração da Estação (A Província de S. Paulo, 14/8/1886).


Como citou Marcelo Cardozo, que visitou a Estação em 19/11/2007.... “Infelizmente a Estação caiu há cerca de dez anos, segundo moradores locais, e só restaram ruínas; é possível notar a ferrugem nos trilhos, pois os últimos Trens de carga que circulavam em nossa região não passam mais por aqui já tem uns três meses". 

Ruínas no local da antiga Estação, em foto de 2007, por Marcelo Cardozo.


Acidente ferroviário em 1973 com o Trem de passageiros "Expresso Campista", que ligava o Rio a Campos e que deixou doze mortos e que ocorreu na chamada curva do Caxito, próxima à Estação de Cesário Alvim (VEJA, 7/2/1973).


Abaixo, muros com placas de cimento e trilhos bem próximos ao local da Estação.


Ruínas da Estação Ferroviária de Cesário Alvim. Pedaços de tijolo foi o que sobrou da antiga Estação.

Pequeno poste de trilho para fixação de placas como as de quilometragem. 


A Cisterna de Água usada para abastecer a Estação de Cesário Alvim e provavelmente a Casa do Agente Ferroviário.

Aqui a Cisterna de Água da Estação que captava água de uma nascente na Mata Atlântica atrás da Estação.


O Centenário tanque de lavar roupas feito de cimento.

O tanque de lavar roupas, igual o existente na Estação de Tanguá. Com certeza centenário.


Aqui, construções da época da ferrovia.


Muitas casas do período áureo da Estação ainda estão lá.


Essa é uma das casas que foi testemunha ocular da passagem dos Trens por Cesário Alvim.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

EM SOBRAL PINTO, BELAS HISTÓRIAS DA E.F.L.

Muito bem acompanhado do Sr. Josa e Dna. Teresinha.

O pequeno, mas belo ferromodelo do Sr. Josa com detalhes bem interessantes.

Uma das belas pinturas em quadro da artista local Madalena, retratando as ferramentas de trabalho do Sr. Josa.


E a página otremexpresso continua a me proporcionar grandes e históricos momentos.

No dia 09 de junho estive mais uma vez na agradável comunidade de Sobral Pinto, localidade que possui uma bela, preservada e bem cuidada Estação da antiga E.F.L.

Objetivo: um encontro com o ferroviário aposentado Josá Emiliano Soares, mais conhecido como Sr. Josa.

Tudo teve início em minha visita à Estação Parada Nadir em agosto de 2025. Ao encontrar a Parada, encontrei também o casal Sr. Josa e Dna. Teresinha, proprietários de um sítio nas imediações da mesma. Foi o Sr. Josa que me mostrou a Parada Nadir, contando também um pouco de suas histórias como ferroviário, tendo trabalhado na conservação da linha férrea em grandes trechos da E. F. Leopoldina. Foi um breve encontro, de onde veio o convite para uma visita a sua residência em Sobral Pinto.

Passados 10 meses, finalmente tive a oportunidade de visita-lo. E que visita, meus amigos!!!

Momento de conhecer sua família e suas histórias sendo muito bem recebido pelo Sr. Josa, sua esposa Dna. Teresinha, seu filho José Carlos – o Sobral – e por Márcia. Muita conversa boa, muitas histórias, oportunidade de conhecer seu acervo de antigas ferramentas de trabalho, um pequeno ferromodelo com detalhes bem interessantes, antigas ferramentas e outras peças. Enfim, uma tarde extremamente agradável!

Sr. Josa guarda com cuidado as antigas "ferramentas de trabalho" que usava na manutenção dos trechos ferroviários por onde passou, tendo trabalhado muito tempo na manutenção do trecho de Cataguases a Ubá, do qual Sobral Pinto faz parte. Lembranças de momentos de manutenção na linha em noites frias e de chuva, quando tinha que percorrer todo o trecho para identificar os problemas e realizar a devida manutenção usando os lampiões de carbureto – as famosas Cambonas e os Gasômetros – destacando: “elas iluminavam pra caramba!!!”.

Oportunidade de conhecer a bela coleção de pinturas em quadros da artista local Madalena, retratando exatamente as ferramentas e demais instrumentos de trabalho do Sr. Josa.

Oportunidade também de conhecer a belíssima coleção de antigas peças de louça de Dna. Teresinha; seu belo oratório de Nossa Senhora; o “Carro de Boi” idealizado e trabalhado por ela e pelo Sr. Josa.

Enfim, momentos que só a página otremexpresso pode me proporcionar.


Homenagem recebida pelo Sr. Josa em evento festivo tendo como tema a importância histórica da ferrovia para a comunidade.


Entre as peças históricas destaco, à esquerda na foto, o “Gasômetro” - tipo de lampião de carbureto que os operários usavam nos trabalhos noturnos.


O ferromodelo do Sr. Josa com algumas peças expostas. Entre elas, o capacete e o lampião.


Pinturas em quadros da artista local Madalena retratando as ferramentas e demais instrumentos de trabalho do Sr. Josa.



Ao lado do ferromodelo, o “Carro de Boi” idealizado e trabalhado por Dna. Teresinha e pelo Sr. Josa.


Belíssimo trabalho em madeira talhada de José Carlos – o Sobral.


A também belíssima coleção de antigas peças de louça de Dna. Teresinha.


Devota de Nossa Senhora, Dna. Teresinha mantém um belo oratório com todas as imagens sacras que recebeu ao longo de sua vida.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Estação PARADA BANDEIRANTES - Sua Plataforma ainda resiste ao abandono.

Acima e na sequência abaixo, a plataforma foi o que restou da Parada Bandeirantes. Fotos Paulo Neiva Pinheiro.

A antiga Parada fica atrás do Posto Shell, beirando a BR-101. O acabamento da Plataforma ainda resiste. 

A Parada Bandeirantes e a Linha do Litoral. A estrutura da Plataforma ainda preservada no local.

Paulo Neiva Pinheiro sobre a plataforma da antiga Parada Bandeirantes.



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Parada BANDEIRANTES


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Município: Itaboraí–RJ

Linha do Litoral – Km 91,196

Altitude: 24m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga Plataforma.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1874-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a PARADA BANDEIRANTES, mas o amigo e grande colaborador de nossa página Paulo Neiva Pinheiro  esteve lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à PARADA BANDEIRANTES em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Bandeirantes era usada para embarque e desembarque de pessoas e eventualmente de cargas, geralmente produtos agrícolas em geral produzidos nas redondezas da localidade. A Parada fica às margens da BR-101 no município de Tanguá-RJ, atrás de um posto de gasolina da Shell - Posto Retiro dos Bandeirantes. Mesmo totalmente abandonada, as ruínas de sua plataforma ainda estão lá, mostrando a qualidade das antigas construções ferroviárias. Uma longa e estreita plataforma que, pelo visto, era mais usada para cargas do que para passageiros. Ali devia haver alguma fábrica que usava a Parada para escoar sua produção, pois a região já era bem povoada na época dos Trens na Linha do Litoral. Desconfio ter sido essa Parada construída pela Cia. Ferro Carril Niteroiense em 1874, mas não tenho certeza. Ela seria umas das Paradas existentes no trecho Niterói x Rio Bonito. Fica localizada no bairro Bandeirantes, em Tanguá-RJ. Uma das poucas Paradas com sinais visíveis de sua existência. Encontrei a Parada Bandeirantes através de informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960 - onde podemos vê-la listada no KM 91.196 - e medição feita por mim usando o Google Maps. Não encontrei a data de sua construção.”


A Parada Bandeirantes listada no livro e sua quilometragem grifada em vermelho por Paulo Neiva.


A Plataforma de pedra da antiga Parada ainda existia em outubro de 2022. Repare nas fotos a linha do Trem, desativada há muito, e na foto da direita o posto da Shell junto à linha - o posto tem a forma quadrada com a concha da Shell, minúscula neste caso. (Fotos Edson Vander Teixeira e Google Maps).

Não sabemos até quando estará lá, por isso a importância de se registrar.

O acabamento feito na rampa da Plataforma de embarque ainda no lugar.

A Parada com sua longa e estreita Plataforma de Embarque.

A antiga Parada fica atrás do Posto Shell, beirando a BR-101.

Raridade! Poucas ainda estão assim, com sua plataforma ainda preservada. São pouquíssimas mesmo! A maioria já foi demolida.

Quem puder ir registrar que o faça. Restam poucos vestígios de PE’s como essa.