terça-feira, 19 de maio de 2026

ESTAÇÃO RIO BONITO - As últimas informações são de que ela passava por reformas.

Paulo Neiva Pinheiro esteve em Rio Bonito em 2022. Acima e abaixo, suas fotos e comentários.

Acredite: essa era a Estação Ferroviária de Rio Bonito em 2022. O prédio estava bem deteriorado por conta de um incêndio ocorrido em 2011.

O pátio abandonado da Estação Ferroviária de Rio Bonito.

Algumas letras de seu dístico já caíram.


Abaixo, dois belíssimos registros da primeira Estação de Rio Bonito, vista pelo lado oposto ao da plataforma, provavelmente anos 1960. Acervo Lívia Louzada.


Abaixo, a Estação atual em foto de Eliezer Magliano, em 16 de junho de 2005.


A Caixa d’água Metálica importada da Inglaterra nos tempos de Leopoldina Railway. Ela é da época da Estação primitiva, que foi demolida para dar lugar ao prédio atual, de linhas mais modernas.

Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Rio Bonito em 2022. 



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sambe


Estação RIO BONITO


dona-ana-cesar

mourao

rio-dos-indios


tangua

   


Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 104,830

Altitude: 51m

Estação inaugurada em: 18 de setembro de 1880

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; Eliezer Poubel Magliano; Carlos Latuff; Flávio de Azevedo; Marcelo Cardozo e Lívia Louzada. 

Uso atual: Em 2022 estava em estado de abandono após incêndio. As últimas informações são de ela estaria sendo reformada.

Situação Atual – Com trilhos,tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1880-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)


HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Rio Bonito, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro e Eliezer Poubel Magliano estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO RIO BONITO em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Rio Bonito foi entregue em 1880 pela Cia. Ferro Carril Niteroiense; comprada depois pela E. F. Cantagalo; esta pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina em 1887. A Estação era ponto de partida também da E. F. Rio Bonito a Juturnaíba, ferrovia inaugurada em 8 de janeiro de 1882, mas somente num trecho de 8,5 quilômetros até Posse, onde ficava a Estação Ferroviária do Sambé, já demolida. A Estação hoje existente não é a mesma que aparece nas fotos em preto e branco que possivelmente são dos anos 1960. Essa foi demolida dando lugar a um prédio mais moderno. As fotos mais recentes mostram uma Estação bem diferente daquela antiga que demoliram. Em 22 de fevereiro de 2011, a Estação sofreu um incêndio, pouco depois de ter sido adquirida pela Prefeitura. A Estação foi toda tamponada, colocaram paredes de tijolos onde ficavam suas portas, talvez para evitar que moradores de rua e viciados em drogas fizessem dela moradia ou abrigo. O fogo destruiu o telhado da Estação e desde então ele não foi reposto, nem o prédio reformado. O dístico com o nome ‘Rio Bonito’ resiste bravamente ao tempo, embora algumas letras já tenham caído.”


Em 2025 veio a notícia do início das obras de restauração do prédio da antiga Estação para sua transformação em espaço para a realização de eventos culturais, mas não encontrei informações sobre a conclusão das mesmas. Fico na torcida para que essas obras tenham sido concluídas e que a antiga Estação esteja preservada.


A primeira Estação de Rio Bonito, vista pelo lado da plataforma, provavelmente anos 1960. Acervo Marcelo Cardozo.

Nas duas fotos abaixo, a primeira Estação de Rio Bonito vista pelo lado oposto. Acervo Marcelo Cardozo.


Na sequência abaixo, a Estação de Rio Bonito em mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022. O antigo pátio servia para estacionamento.

A Estação e as marcas visíveis do incêndio de 2011.


Muro bem deteriorado com as cores da FCA, a última operadora do ramal.



Os isoladores elétricos de porcelana ainda estavam lá.


Incêndio na Estação no dia 22 de fevereiro de 2011, ocorrido apenas alguns dias depois de a Prefeitura da cidade haver adquirido o imóvel da União. Foto Flávio de Azevedo.


Vestígios do incêndio de 2011.


Ainda era possível ver os azulejos usados na Estação.

Toda feita com tijolinhos, esse prédio é o único em toda a Linha do Litoral nesses moldes. Não existe nenhum outro com essa mesma arquitetura.


A Estação em 2002. Foto Carlos Latuff.



Segue abaixo o relato de Eliezer Poubel Magliano sobre sua visita à ESTAÇÃO RIO BONITO em 2005, quando fez as fotos aqui apresentadas...

"Entrei na cidade de Rio Bonito e fui em direção à ferrovia, achei, comecei a seguir, dei duas voltas e não achei nada parecido com uma Estação. Aí parei perto de dois senhores idosos que conversavam na calçada - essa gente sabe de tudo - e perguntei pela Estação. Ele me mostrou um rodoviária e me disse que ficava ao lado, que havia virado uma loja de artesanato, lamentou o fim dos Trens de passageiros, disse que o governo não devia ter feito isso, que desempregou muita gente e reclamou que hoje só sobrou o barulho dos cargueiros em frente à casa dele. Parei o carro e fui a pé procurar a Estação. Sabia que tinha achado pela Caixa d’água de ferro importada da Inglaterra e usada em muitas outras Estações da Linha do Litoral, que parece que furou, pois colocaram uma de plástico em cima dela. E ai vi a Estação por fora. Deve ser nova, pois me pareceu meio incompatível com a Caixa d’água de ferro antiga. As paredes são de tijolinho, que foram pintados de verde por fora e de tijolo para a linha"


A Estação em 2005, lado da plataforma, por Eliezer Magliano.


A Estação, vista pelo outro lado. Foto Eliezer Magliano em 16 de junho de 2005.

A Caixa d’água Inglesa.

A Estação em outubro de 2009. Foto Julio Cesar da Silva.


A Estação fica bem próxima da atual rodoviária local, o passado e o presente convivendo lado a lado.


quarta-feira, 13 de maio de 2026

ESTAÇÃO VENDA DAS PEDRAS - Mesmo estando bem descaracterizada, ela ainda está lá.

Acima e na sequência abaixo, a Estação de Venda das Pedras vista em ângulo aproximado em quatro tempos distintos. Fotos: IBGE; Cleiton Pieruccini; Paulo Neiva Pinheiro e Fábio Paixão. 



Abaixo, a Estação de Venda das Pedras vista pelo lado oposto. Acervo AENFER - Trem de Dados.


Abaixo, o pátio da Estação com o Trem estacionado em frente a ela. Foto IBGE.

O nome Itaboraí - como também foi chamada essa Estação -
ainda aparece por baixo da pintura.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Venda das Pedras em 2022. 




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bandeirantes

duque


Estação VENDA DAS PEDRAS

Antiga Itaboraí


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Município: Itaboraí–RJ

Linha do Litoral – Km 81,840

Altitude: 29m

Estação inaugurada em: 01 de dezembro de 1874

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; Cleiton Pieruccini; Fábio Paixão; IBGE e Trem de Dados.

Uso atual: Moradia.

Situação Atual – Sem os trilhos, tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1874-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)








HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Venda das Pedras, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro; Cleiton Pieruccini e Fábio Paixão estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO VENDA DAS PEDRAS em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...


“A Estação de Venda das Pedras foi entregue em 1874 pela Cia. Ferro Carril Niteroiense, comprada depois pela E. F. Cantagalo, esta pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina, em 1887. Quando lá estive em 2022 pude constatar que fizeram um muro em cima da plataforma de embarque aproveitando seu cimentado. O telhado da plataforma e seu escoramento também já não existem mais. A linha que passa em frente à Estação está em sua maioria coberta pelo mato e pela lama e a antiga Estação continua servindo de moradia. Em seu dístico a tinta do antigo nome - ‘Itaboraí' - resistiu e ainda aparece em destaque. O nome atual – ‘Venda das Pedras’ – está bem apagado, mas se observarmos com atenção é possível vê-lo.”



Acima e abaixo, a Estação de Venda das Pedras em dois recentes registros de Fábio Paixão.


Na sequência abaixo, a Estação de Venda das Pedras em registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022.
Acima e abaixo, fizeram essa rua enlameada onde passava a linha. Os trilhos já foram roubados. Foi construído um muro de alvenaria sobre a antiga plataforma de embarque.



A antiga Estação já bem deteriorada e descaracterizada. As escoras da cobertura da plataforma, assim como seu telhado original, foram removidos e foi colocado telhas de amianto.


A placa fixada na Estação com horários de Trens que iam de Visconde de Itaboraí x Rio Bonito ainda estão no lugar, assim como seu valor - 7 Cruzeiros.


É uma pena o que foi feito com a Estação de Venda das Pedras.


Uma Placa com as iniciais LR - Leopoldina Railway.

A Estação em 2002. Foto Carlos Latuff.


quinta-feira, 30 de abril de 2026

ESTAÇÃO TANGUÁ - Hoje, um belo Centro Cultural.

Acima e na sequência abaixo, a Estação de Tanguá em registros de Edson Vander feitos em fevereiro de 2025, já com as novas cores alaranjada e bege.

A Bela Estação Ferroviária de 1878.



Edson Vander encontrou esta pintura relembrando os bons tempos da ferrovia em uma parede próxima à Estação.



 Na sequência abaixo, a Estação de Tanguá em registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021, quando ela ainda tinha as cores azul e branca. 

O dístico da Estação em auto relevo.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Tanguá em 2021. 

Edson Vander e a Estação de Tanguá em fevereiro de  2025. 



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dona-ana-cesar

mourao

rio-dos-indios


Estação TANGUÁ


bandeirantes

duque


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Município: Tanguá–RJ

Linha do Litoral – Km 94,464

Altitude: 27m

Estação inaugurada em: 17 de março de 1878

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander.

Uso atual: Centro Cultural.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1878-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Tanguá, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO TANGUÁ em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Tanguá foi entregue em 1878 pela Cia. Ferro Carril Niteroiense; comprada depois pela E. F. Cantagalo; esta pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina em 1887. A Estação atendia à usina do mesmo nome, se não me engano essa Usina é hoje onde estão as instalações da CIBRAN, atualmente em ruínas. Bem próxima do lugar do acidente ocorrido em 1950. Havia uma ferrovia particular na usina, não sei se com ligação direta com a Leopoldina ou não. Em 6 de Abril de 1950, ocorreu por ali um grave acidente ferroviário de grandes proporções, com mais de cem vítimas fatais. O 4º pior acidente com números de vítimas fatais da história do Brasil e o 3° do Estado do Rio de Janeiro. A causa apontada para tal evento foi a seguinte: as águas do rio foram desviadas do seu leito natural, ficando muito próximas da cabeceira da ponte, provocando assim a erosão da mesma. O trem conhecido como "Noturno Campista", com cinco vagões e uma locomotiva, caiu no Rio Tanguá, após o aterro da cabeceira da ponte ferroviária ter ruído pela força da correnteza das águas do rio após forte chuva no local. O acontecimento fatídico, de forte apelo visual, ainda foi exibido pelas telas de cinema na época. A Estação passou por reforma recebendo nova pintura por volta de 2015/16. Quando estive lá em 2021 ela seguia na cor branca e azul, estando relativamente bem conservada.”


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021 mostrando a Estação de Tanguá nas cores azul e branca.

Estação, Plataforma e Trilhos ainda no lugar. Embora um pouco descaracterizada, ela ainda está lá resistindo ao tempo.

Infelizmente a cobertura da plataforma não é mais a original. As telhas foram trocadas.


Portão de Cargas da Estação, seria original?

O antigo tanque de lavar roupas. Seria original da Estação, de 1878? 


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Edson Vander feitos em 2025 mostrando a Estação de Tanguá já com as novas cores alaranjada e bege.