quarta-feira, 27 de maio de 2026

ESTAÇÃO POÇO D'ANTA - Desativada para a criação de uma Reserva Biológica.

Acima, a Estação de Poço D'Anta em 2022 já "dominada" pela mata Atlântica. Foto de Paulo Neiva Pinheiro.

Na foto abaixo, um registro mais antigo da Estação de Poço D'Anta onde podemos vê-la de forma mais nítida. A mata ainda não tinha dominado todo o cenário, sendo possível ver também a linha limpa.

Na sequência abaixo, a Estação de Poço D'Anta em 2022 já "dominada" pela mata Atlântica. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

O prédio construído na década de 1960.

A Caixa d’água de concreto perdida na mata.

Área administrativa da reserva, onde Paulo Neiva conseguiu a autorização para visitar as ruínas da Estação.

Para entrar na reserva tem que ter autorização prévia.

O caminho para a Estação é realmente muito bonito.

Olha a Linha do Litoral aí! Ela cortava toda a reserva.

Paulo Neiva Pinheiro e a antiga Estação de Poço D'Anta, encravada no meio da mata Atlântica.



indaiacu


Estação POÇO D'ANTA


juturnaiba



Município: Silva Jardim–RJ

Linha do Litoral – Km 151,640

Altitude: 12m

Estação inaugurada em: ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: O antigo prédio da Estação está sem uso e tomado pela mata dentro de uma Reserva Biológica. 

Situação Atual – Localizada dentro da Reserva Biológica REBIO de Poço das Antas, o trecho está desativado, mas ainda encontramos os trilhos por lá. 

 

E. F. Leopoldina ( ? -1975)

RFFSA (1975-1996)





HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO POÇO D'ANTA em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

A atual Estação de Poço D’Anta seria na verdade a segunda Estação, que teria sido construída no início da década de 1960. Não encontrei informações sobre a data de inauguração da antiga e primeira Estação. Também não sei qual das companhias ferroviárias que operaram o trecho construiu o prédio atual, que está em completo estado de abandono dentro de uma reserva biológica. Creio que ela tenha sido construída em 1961, quando houve a retificação da Linha do Litoral pelo local, não passando mais o Trem pela Lagoa de Juturnaíba, economizando com isso aproximadamente 4 quilômetros de traçado. Estive nas ruínas da Estação em 2022. Ela está dentro da Reserva Biológica, a REBIO de Poço das Antas. Para chegar até ela é preciso autorização prévia, o que faz dessa Estação a mais difícil de ser acessada de todas as existentes na Linha do Litoral da antiga Leopoldina. A linha ainda existe, mas está completamente tomada pela mata Atlântica e a Estação está também sendo tomada pela floresta no interessante processo chamado de ‘sucessão ecológica’, onde a mata vai aos poucos tomando de volta tudo aquilo que foi seu um dia. O local é um deserto verde total. Segundo o responsável pela reserva, há muitos anos atrás existiam algumas moradias no local que, com a criação da reserva, seus moradores foram desapropriados. 



Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando as ruínas da antiga Estação de Poço D'Anta sendo literalmente tomada pela mata Atlântica dentro da reserva biológica.



A antiga Estação de Poço D'Anta está encravada no meio da mata Atlântica.


Pé de limão galego na antiga plataforma da Estação.


A floresta invadindo a antiga Estação - olha onde essa árvore foi crescer. Rente à parede da Estação.






Antiga escada de acesso à Estação.




Aqui existia um portão de cargas que foi tampado com tijolos.


Aqui ficava o dístico que até alguns anos poderia se ler escrito "Poço d’Anta".

Abaixo, antigos beliches de funcionários, um ainda com o estrado.



Uma porta que pertencia à Estação.


Estação vista de longe.

Olha aí a Linha do Litoral que cortava toda a reserva, hoje escondida pela mata.

Muro antes da Estação com estrutura feita de trilhos.


Passagem de Nível dentro da reserva. Dela podemos ver a Linha do Litoral.

O caminho para a Estação é muito bonito.

Placa dentro da reserva.

Placa da reserva biológica na entrada.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

PRESENTES HISTÓRICOS. PEQUENAS PEÇAS EM GRANDE E BELÍSSIMA SURPRESA.

Acima, as belíssimas e históricas peças, maravilhoso presente que recebi de meu primo Cláudio Venturelli.

Abaixo, visitantes ilustres e autoridades no SENAI de Bicas admirando peças apresentadas em quadro de exposição. São ferramentas e miniaturas de peças - como as peças que recebi de presente.


Abaixo, Professores de SENAI de Bicas em foto histórica nos últimos tempos de funcionamento do Centro de Formação Profissional, no início da década de 1970. Meu tio José Venturelli é o primeiro à esquerda.


A vida segue me reservando grandes e belas surpresas!

Neste mês de maio, fui surpreendido e realmente agraciado por meu primo Claudio José Venturelli com presentes de valor emocional e histórico incalculável. Belíssimas peças que foram confeccionadas no SENAI de Bicas lá pelo início da década de 1970, quando seu Pai, meu tio José Venturelli (in memoriam) era Professor daquele Centro de Formação Profissional, profissão em que ele trabalhou até sua aposentadoria, já em Além Paraíba.

Trata-se de peças em miniatura de objetos e instrumentos de trabalho usados pelos ferroviários: uma belíssima Cambona; um também belíssimo Trole, também conhecido como Troller; um pequeno e belíssimo Sino; um pequeno e muito bem elaborado Cinzeiro e dois pequenos Pesos de Balança, todas as peças confeccionadas em metal com acabamento e perfeição incríveis! Essas miniaturas eram normalmente confeccionadas para homenagear as autoridades em visita à Escola e em eventos oficiais como as formaturas.

Cabe destacar que Claudio José Venturelli também é ex-aluno do SENAI de Além Paraíba, tendo feito seu estágio nas Oficinas daquela cidade. Trabalhou 12 anos na Oficina de Pontes em Governador Portela, Miguel Pereira-RJ.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a você, Claudio!

Essas peças com certeza irão abrilhantar ainda mais as exposições que faço em eventos culturais resgatando a história da ferrovia em Bicas.

Nas fotos abaixo, cada peça apresentada em detalhe, mostrando toda a beleza e perfeição na confecção de cada uma delas. 


O Trole ou Troller, pequeno Veículo Leve projetado para circular diretamente sobre os trilhos. Era muito utilizado pelas equipes de manutenção, de inspeção e resgate.




A Cambona, modelo de Lampião que usava carbureto como combustível. Também usada pelas equipes de manutenção, de inspeção e resgate.



O pequeno e belo Sino.


O pequeno e muito bem elaborado Cinzeiro.


Dois pequenos Pesos de balança.