terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ESTAÇÃO RIO DOURADO - Ela passou por uma grande reforma. Mesmo descaracterizada, ficou bonita e preservada.

Acima, a bela Estação de Rio Dourado sob o olhar de Weltter Manhães.


Acima e abaixo, um comparativo "antes & depois" da grande reforma que descaracterizou a Estação de Rio Dourado. Mas o importante é que ela está preservada e, apesar das grandes modificações, ficou bonita. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Weltter Manhães.

Abaixo, mais dois registro da Estação de Rio Dourado sob o olhar de Weltter Manhães.


Na sequência abaixo, registros da Estação de Rio Dourado sob o olhar de Paulo Neiva Pinheiro.

A Caixa d'água, vendo-se a Estação ao fundo.


Antigo e histórico registro do acervo de Hugo Caramuru, onde vemos a Estação de Rio Dourado e os trens em seu pátio ferroviário.


Paulo Neiva Pinheiro na Estação de Rio Dourado antes da grande reforma.



rocha-leao


Estação RIO DOURADO


casimiro-de-abreu

   


Município: Casimiro de Abreu–RJ

Linha do Litoral – Km 183,920

Altitude: 15m

Estação inaugurada em: ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Centro Cultural. Após anos de completo abandono, a Estação foi totalmente reformada e encontra-se bela, apesar de ter sofrido descaracterizações em seu formato original. 

Situação Atual – Tráfego suspenso, com trilhos.

 

E. F. Leopoldina (?-1975)

RFFSA (1975-1996)



HISTÓRICO DA LINHA:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

Chegamos à Estação de Rio Dourado graças às valiosas contribuições dos amigos da página. 

Weltter Manhães visitou a Estação em janeiro de 2025 após a grande reforma trazendo seus belos registros. Além de Weltter, Paulo Neiva Pinheiro também visitou a Estação por duas ocasiões; uma antes e outra após a grande reforma.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre suas visitas à Estação RIO DOURADO em 2021 e em 2024, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“Não sei a data em que a Estação de Rio Dourado foi inaugurada, mas me parece que foi construída pela E.F. Leopoldina, a julgar pela Casa de Turma que fica próxima a ela e que tem o dístico EFL. Em minha primeira visita em 2021, encontrei a Estação completamente abandonada. E teria permanecido abandonada por muitos anos, até que em 2024, finalmente foi feita uma reforma pela Prefeitura de Casimiro de Abreu. Apesar de ter ficado bonita, a Estação acabou completamente descaracterizada com uso de telhado, portas e janelas que não seguiram e não se aproximaram em nada das originais. A casa anexa a Estação que creio ter sido a Casa do Agente também foi descaracterizada. Uma pena... Até a antiga plataforma feita de pedra foi rebocada e colocaram piso sobre ela. A única coisa de original que ficou foram os trilhos de ferro retorcidos que faziam o escoramento da cobertura da plataforma. Por outro lado, a Caixa d’água de concreto e, próximo dela, uma casa da época da ferrovia ainda com a inscrição EFL que creio ter sido uma ‘Casa de Turma de manutenção da via permanente’ continuam originais. Os moradores da casa não permitiram fotografar a mesma, talvez achando que eu fosse algum agente do governo. Isso é algo comum, que sempre acontece.”


Na sequência abaixo, a Estação de Rio Dourado após a grande reforma em belos registros de Weltter Manhães.







Acima e abaixo, portas e janelas completamente diferentes da originais. Muitos irão alegar que são mais bonitas, mas tenho que concordar com Paulo Neiva: realmente descaracterizaram a antiga Estação de Rio Dourado.


Na sequência abaixo, assim estava a Estação de Rio Dourado na primeira visita de Paulo Neiva Pinheiro em 2021.

















A Caixa d'água permanece no pátio da Estação.

Na sequência abaixo, em 2024 encontrei próximo da Caixa d’água, uma casa da época da ferrovia ainda com a inscrição EFL que creio ter sido uma “Casa de Turma de Manutenção da via permanente” continuam originais.










quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ESTAÇÃO ROCHA LEÃO - Belíssimo prédio transformado em Centro Cultural e Museu.

Acima e na sequência abaixo, a belíssima Estação de Rocha Leão sob o olhar de Paulo Neiva Pinheiro.



Na Estação funciona hoje um belo Museu com peças históricas da ferrovia.


Acima e abaixo, dois vagões estacionados bem próximos à Estação.


No pátio da Estação encontramos também uma chave de desvio - acima - e um pontilhão ferroviário - abaixo.

Abaixo, mais três belíssimos registros da Estação de Rocha Leão.


Paulo Neiva Pinheiro admirando toda a beleza da Estação de Rocha Leão.



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Estação ROCHA LEÃO


rio-dourado

   


Município: Rio das Ostras–RJ

Linha do Litoral – Km 192,631

Altitude: 24m

Estação inaugurada em: 04 de novembro de 1888

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Muito bem conservada, sendo usada como Centro Cultural e Museu.

Situação Atual – Tráfego suspenso, com trilhos.

 

Cia. Ferrocarril Niteroiense (1871-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996 - ...)




HISTÓRICO DA LINHA:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação ROCHA LEÃO em 2021 e em 2024, quando fez as fotos aqui apresentadas trazendo seu relato...

“A Estação Ferroviária de Rocha Leão foi inaugurada em 1888, então com o nome de ‘União’. Teria sido erguido por escravos, com paredes de blocos de pedra bruta e cobertura de telhas francesas de Marseille do ano de 1877. Estive por duas vezes no local; uma vez em 2021; outra em 2024 e pouca coisa mudou nesse período. A Estação continua belíssima, sendo uma das mais bem preservadas de toda a linha tronco. A antiga Estação é hoje um Centro Ferroviário de Cultura onde funciona um Museu com belíssimas e históricas peças dos velhos tempos da ferrovia.”


Eliezer Magliano esteve na Estação Rocha Leão em 17 de junho de 2005. Segue seu relato...

"Rocha Leão é um raro e admirável caso de respeito e bom uso com uma Estação. Além disso, é uma bela Estação típica com paredes de pedra. Nela, totalmente restaurada, a prefeitura instalou um pequeno museu, uma biblioteca e uma sala de vídeo/cinema todos utilizados de graça pela população. Há sessões regulares de cinema, sessões infantis e as pessoas podem levar DVD’s e assistir lá."


Na sequência abaixo, a Estação de Rocha Leão em detalhes.
















Na sequência abaixo, as belas e históricas peças encontradas no Museu ferroviário.









Abaixo, detalhes da chave de desvio inglesa dos tempos da Leopoldina Railway.



Abaixo, o pontilhão ferroviário em detalhes.






Também no pátio da Estação encontramos este bueiro feito de trilhos ferroviários.