Acima, histórico registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda com os trilhos e passageiros aguardando na plataforma. Do acervo de Marcos A. Farias.
Abaixo, a mesma Estação um pouco descaracterizada com o anexo que a transformou em Escola Municipal.
Abaixo, antigo registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda com seu dístico. Foto de Paulo Henrique Thiengo feita em agosto de 1982, quando nela funcionava a Cooperativa de Laticínios.
Nas três fotos abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro sob o olhar de Da Silva Junior.
Da Silva Junior e a Estação de Jerônimo Monteiro.
Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Jerônimo Monteiro.
HISTÓRICO:
Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro visitaram a Estação de Vala do Souza - Jerônimo Monteiro recentemente e em momentos distintos, quando fizeram os registros apresentados nesta matéria.
Segundo
o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht, nossa
referência na história da E. F. Leopoldina... “O Ramal Sul
do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E.
F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e
pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas
adquiridas pela Leopoldina em 1908. A E. F. Caravelas partia de Vitória para
Castelo, de um lado; e para Rive, do outro; bifurcando na Estação de Matosinhos
(Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas
Gerais, na Linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco
anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto
final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi
suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26 de outubro de 1972. O
outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua
erradicação, em 05 de novembro de 1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro
até próximo à Estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das
diversas serrarias dessas pedras que existem na região.”
A ESTAÇÃO:
Para entender melhor sobre a
história da Estação de Vala do Souza –
Jerônimo Monteiro - trazemos o importante relato de Ralph Mennucci Giesbrecht publicado em sua página estacoesferroviarias:
“A história desta Estação se
confunde com a da parada Cristal.
Em 23 de julho de 1894 foi inaugurada uma Estação ferroviária provisória
na Valla do Souza com o nome da localidade.
Porém, antes mesmo de ser inaugurada a referida Estação, Cândido José
Bossois, grande cafeicultor na localidade Cristal (hoje Jerônimo
Monteiro), acompanhado pelo seu genro Antônio Egydio de Souza Lima e
de Francisco Martins arrastavam grandes toras para o leito da
estrada obrigando o Trem a parar, pois precisavam descarregar as mercadorias
que haviam comprado para suas fazendas. Esta parada forçada era feita na sede
da Fazenda Cristal (centro de Jerônimo Monteiro),
onde Cândido José Bossois havia construído uma Estação, para
que o Trem ali parasse. Esta Estação se localizava onde hoje é o Banco Banestes
em Jerônimo Monteiro e não foi reconhecida na época. Esta
parada forçada continuou a ser feita mesmo após a inauguração da Estação
da Valla do Souza. Devido à insistência destes cafeicultores, que
forçavam a parada do Trem na nascente povoação do Cristal, a
Estrada de Ferro Caravellas resolveu reconhecer as duas Estações, assim o Trem
parava na primeira Estação da Valla do Souza - depois Parada
Cristal - e 2 km acima no povoado do Cristal - centro
de Jerônimo Monteiro.
É importante informar que a sede do distrito da Valla do Souza era
onde é hoje o bairro Parada Cristal. No local do atual centro da
cidade de Jerônimo Monteiro, localizava-se o povoado
denominado Sabino Pessoa, nome herdado da Estação de ferro. Antes
da inauguração da Estação de Sabino Pessoa, o povoado tinha a
denominação de Cristal, nome herdado da fazenda fundada por Cândido
José Bossois. Com a substituição dos distritos por Vilas em 1943, foi
suprimido o nome Sabino Pessoa, passando o nome para Vila
da Valla do Souza. Mais tarde o distrito recebeu este mesmo nome. Devido a
estas mudanças de nomes, a Estrada de Ferro Leopoldina resolveu alterar o nome
da primeira parada de trens de Valla do Souza para Parada
Cristal em 10 de maio de 1946 (ver caixa abaixo).
Notar que os dois parágrafos acima (de autoria de Cheyenne Figueiredo
Cotta) são bastante confusos, tentando explicar como se alternaram os nomes
de duas estações deste ramal, uma, a Parada Cristal, outra, Valla
do Souza, além de outros nomes para as mesmas localidades, Jerônimo
Monteiro e Sabino Pessoa. Os nomes que sobrevivem hoje são
o do município de Jerônimo Monteiro e o do bairro de Parada
Cristal. Trens de passageiros circularam por ali até 1967.
Segundo Joseni Gouvêa, depois do fechamento da ferrovia
"a Estação no município de Jerônimo Monteiro foi comprada pela
cooperativa dos produtores de leite da bacia do Itapemirim, aqui conhecida como
Cooperativa SELITA, passando a e abrigar um entreposto comercial da
cooperativa. Foi preservada em parte pela SELITA, a plataforma ainda estava
como era nos tempos da Leopoldina".
A plataforma foi recentemente alterada, as portas foram transformadas em
janelas, além da construção de um muro/parede na cabeceira, ao lado da rampa da
plataforma, como se vê nas fotos abaixo. O dístico teria sido retirado no ano
de 2005, quando nela funcionava uma escola da Prefeitura.
Abaixo, mais um histórico registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda em atividade.
Acima e abaixo, registros da Estação de Jerônimo Monteiro inativa e já sem os trilhos. Do acervo de "ijsn.es.gov".









































