terça-feira, 14 de abril de 2026

ESTAÇÃO SILVA JARDIM - Fechada e sem uso aparente.

Acima e na sequência abaixo, belos registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Silva Jardim e seu pátio de manobras.


Acima e abaixo, a Caixa d'água no pátio da Estação de Silva Jardim.


A Estação de Silva Jardim em belíssimo registro do acervo de Hugo Caramuru.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Silva Jardim em 2022.




juturnaiba


engenhoca


SILVA JARDIM

Antiga Capivari


cesario-alvim

   


Município: Silva Jardim–RJ

Linha do Litoral – Km 131,494

Altitude: 14m

Estação inaugurada em: 19 de outubro de 1886

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro, Hugo Caramuru, Carlos Latuff, Fernando Marietan e Cleiton Pieruccini.

Uso atual: Em 2022, passava por grande reforma para ser usada pela prefeitura de Silva Jardim com fins turísticos.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

E. F. Cantagalo (1886-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO SILVA JARDIM em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Silva Jardim foi entregue com um prédio provisório em outubro de 1886 pela E. F. Cantagalo, esta comprada pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina, entre 1887 e 1890. Chamava-se inicialmente Capivari. O político Antônio da Silva Jardim (1860-1891) nasceu na cidade, que hoje leva seu nome. Como não era raro na época, o político ainda estava vivo. Em 1891, ele estava na Itália e resolveu visitar o monte Vesúvio. À beira da cratera do vulcão, caiu dentro dela - ou jogou-se, não se sabe - e nunca mais foi visto. Depois da privatização da linha em 1997, a Estação serviu alguns anos como escritórios da FCA. Com o abandono desta linha pela concessionária, por volta de 2014, ela perdeu a função. Em 2021 ela já estava fechada. Estive no local em 2022 e o cenário era de abandono e desolação, tudo continuava parado por lá, uma pena.”



Abaixo, registro de Eliezer Poubel Magliano feito em 2005 mostrando a Estação de Silva Jardim ainda sem a pintura e logo da FCA.

Segue abaixo o relato de Eliezer Magliano sobre sua visita à ESTAÇÃO SILVA JARDIM em 17 de junho de 2005...

“Saindo de Casimiro de Abreu, mais 30 km pela BR-101 em direção ao Rio, mais quatro quilômetros a partir da BR está Silva Jardim. Infelizmente a Estação não tem atrativos. É um prédio meio moderno com telhado de amianto. Seu nome só é legível em uma das extremidades. Há uma garagem para trólei à esquerda e foi construída uma nova, talvez para um auto de linha. O pátio é amplo e estava em obras com troca de trilhos e dormentes. Há muitos dormentes novos com proteção contra rachaduras".


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Silva Jardim.






Abaixo, a Estação de Silva Jardim em registro de Carlos Latuff feito em 2002.


Abaixo, registro de Cleiton Pieruccini feito em setembro de 2009 mostrando a Estação de Silva Jardim já com a pintura da FCA.


Abaixo, registro de Fernando Marietan feito em novembro de 2015 mostrando a Estação de Silva Jardim já com a pintura e a logo da FCA.

segunda-feira, 23 de março de 2026

ESTAÇÃO JUTURNAÍBA - Desativada nos anos 1960, ela resistiu ao tempo e em 2022 estava sendo reformada para fins turísticos.

Acima e na sequência abaixo, belos registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Juturnaíba passando por reformas para ser usada com fins turísticos.

Placa registrando a reforma da Estação de Juturnaíba para fins turísticos.

Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Juturnaíba em 2022.



casimiro-de-abreu


indaiaçu

poço-d'anta


JUTURNAÍBA


engenhoca


silva-jardim

   


Município: Silva Jardim–RJ

Linha do Litoral – Km 141,882

Altitude: 10m

Estação inaugurada em: ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Cleiton Pieruccini.

Uso atual: Em 2022, passava por grande reforma para ser usada pela prefeitura de Silva Jardim com fins turísticos.

Situação Atual – Sem trilhos. Este trecho da Linha do Litoral foi desativado para a construção da barragem de Juturnaíba.

 

E. F. Leopoldina ( ? -1975)

RFFSA (1975-1996)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO JUTURNAÍBA em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Juturnaíba deve ter sido inaugurada no início da década de 1880, pois em 1882 foi inaugurado o trecho que ia de Rio Bonito a Juturnaíba pela E.F Cantagalo. Podemos ver no velho dístico da Estação que a grafia do seu nome era Juturnahyba, hoje mudado para Juturnaíba. A Estação provavelmente servia para escoar os pescados provenientes da Lagoa de mesmo nome, pois nos fundos dela existia um pequeno ancoradouro para embarcações, que também deviam trazer passageiros do outro lado da Lagoa (Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia etc...) para viajarem para Rio, Niterói, Macaé, Campos e etc... Em 2016, o prédio continuava servindo como depósito e muito deteriorado. É que, no início dos anos 60 (1961), o traçado da ferrovia sofreu uma modificação e os Trens deixaram de passar pela beira da Lagoa, ficando esta Estação desativada e abandonada, não pertencendo mais à Linha do Litoral desse ano em diante. Posteriormente os trilhos desse antigo traçado que foi retificado foram todos removidos não existindo mais vestígios deles. Essa retificação deu uma diferença de 4 quilômetros a menos de linha para a operadora, na época a RFFSA. Na década de 1980 foi construída a Represa de Juturnaíba. Após esta retificação da Linha do Litoral, foi então construída uma Estação mais à frente, sentido Silva Jardim, que antes era uma Parada Ferroviária simples, próxima a Fazenda Engenhoca, vindo a Estação a receber este mesmo nome - Estação Engenhoca. Quando estive no local em 2022, a Estação de “Juturnahyba” estava sendo reformada pelo Governo Federal, que pretendia revitalizar a área que estava abandonada anteriormente visando sua exploração turística. Aproveitei para deliciar um saboroso peixe num restaurante que fica às suas margens.”



Em 29 de outubro de 2009, Cleiton Pieruccini, visitou a ESTAÇÃO JUTURNAÍBA quando fez a foto apresentada acima. Segue abaixo seu relato sobre esta visita:

"Estive recentemente na Estação de Juturnaíba. Os únicos meios de se alcançar a Estação são de carro ou a pé. Não há mais transporte coletivo para o lugarejo. Contei com os serviços de um táxi para poder chegar até lá. A estrada é feita de barro batido e a paisagem na sua quase totalidade é formada por pastagens (...) Chegando ao centro do povoado após 12 kms de estrada, lá está a velha Estação de 'Juturnahyba' às margens da represa de mesmo nome. A primeira constatação que se faz é que não há trilhos. Pelo menos os últimos 2 km do caminho pertenciam ao velho leito. Depois de algumas pesquisas conclui-se que essa retificação foi feita em meados dos anos 1960. Através do Google Maps é possível observar que o velho traçado foi invadido em alguns pontos pelas águas da represa de Juturnaíba. Como curiosidade, esta represa teve seu enchimento entre 1982 e 1984 e é responsável pelo abastecimento de água da Região dos Lagos. A velha Estação, apesar de mal conservada, continua de pé e ao que parece servindo de depósito à população local"



Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Juturnaíba passando por reformas.




Nas quatro fotos abaixo, a base da antiga Caixa d'água que atendia às Locomotivas na Estação de Juturnaíba.




Na sequência abaixo, registros da grande reforma por que passava a Estação de Juturnaíba em 2022.









Outra placa registrando as reformas para fins turísticos.


sábado, 21 de março de 2026

CASA DE TURMA DO RAMAL DE GLICÉRIO - Fica na localidade conhecida como Óleo, bem próxima a Glicério.

Acima e sequência abaixo, a antiga Casa de Turma de Manutenção da extinta Cia. Leopoldina Railway.

Aqui passava a linha férrea do Ramal de Glicério indo para a Estação Final.

Foram feitas modificações na casa. Essa varanda eu acho que é uma delas.

Abaixo, Paulo Neiva Pinheiro e o que restou da antiga Casa de Turma do Ramal de Glicério em 2024. 

HISTÓRICO: 

Ramal de Glicério foi aberto em 1891 partindo da Estação de Macaé, na Linha do Litoral. Curto, com apenas duas Estações, ele foi desativado em 2 de novembro de 1961 e extinto oficialmente em 22 agosto de 1963.


Casa de Turma de Manutenção do antigo Ramal de Glicério - Macaé-RJ:

Ao visitar a Estação GLICÉRIO em 2021 e em 2024, o amigo Paulo Neiva Pinheiro esteve também à procura de algum vestígio da Estação de Mundéos e de outros possíveis prédios ferroviários quando, já bem próximo de Glicério, encontrou a Casa de Turma na localidade de Óleo, casa que atendia ao Ramal. Aproveitou a oportunidade para fazer as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“Localizada na localidade conhecida como Óleo, bem próxima à Glicério, a antiga Casa de Turma, que já sofreu muitas modificações da sua estrutura original, ficava e ainda permanece rente à Linha do antigo Ramal que foi construído em 1891. A casa histórica está abandonada e teve suas portas e janelas roubadas. Aparentemente ela serviu de escola na região, pois em um de seus cômodos ainda existe um quadro negro na parede, que também poderia ter sido onde se anotavam as manutenções programadas nas Locomotivas do Ramal. Também é uma possibilidade! Não tive como saber. O nome da localidade ‘Óleo’ parece ter muito a ver com esta casa. Parece que a casa, por ser moradia de uma Turma de Manutenção, tinha seu piso sempre sujo com óleo e graxa usada nas Locomotivas à Vapor da Cia Leopoldina Railway, que parece ter sido a construtora da casa. Daí o local acabou ficando conhecido assim por conta dessa peculiaridade. Não sei informar a data exata da construção da casa, mas o nome Óleo acabou pegando mesmo e até hoje a localidade é conhecida por esse nome. Ela fica relativamente perto da Estação de Glicério - 2,8 Km. A casa é mais um Patrimônio Histórico de Macaé abandonado às traças, assim como a própria Estação Ferroviária de Glicério que é de 1891 e ameaça ruir a qualquer momento.”


Na sequência abaixo, detalhes da antiga Casa de Turma do Ramal de Glicério. Fotos feitas por Paulo Neiva Pinheiro em 2024.  



Acima e abaixo, o antigo leito ferroviário transformado em estrada rural.







Na foto abaixo, esse quadro negro muito me intrigou. Teria a casa servido como escola algum tempo depois do fechamento do Ramal (1961/1963) ou o quadro era usado pela turma de manutenção para programar as manutenções que ocorreriam nos dias seguintes? Difícil saber.

Poço ou fossa séptica da Casa de Turma no quintal da casa.

Fogão de lenha onde os funcionários de manutenção da antiga Leopoldina Railway preparavam sua alimentação.

Muito triste o cenário, ninguém respeita a história, talvez nem a conheçam em sua ignorância.