domingo, 9 de agosto de 2026

Estação SAMBAITIBA - Ela resistia de pé até 2006, sendo demolida nos anos seguintes.

Acima, a Estação de Sambaitiba, ainda ativa nos anos 1950. Cessão Marcos Augusto.

Abaixo, a antiga Estação de Sambaitiba pelo lado da plataforma, em 27 de maio de 2006. Foto Cleiton L. L. Pieruccini.


Em agosto de 2008 o povoado de Sambaitiba ainda estava de pé, bucólico e calmo, apesar da demolição da velha Estação. Foto Cleiton L. L. Pieruccini.





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papucaia


Parada SAMBAITIBA


escurial

   


Município: Itaboraí–RJ

Linha do Cantagalo – Km 86,392

Altitude:  ?

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Cleiton Pieruccini, Marcos Augusto, Ruhan Silveira Carlito.

Uso atual: Demolida. 

Situação Atual – Linha erradicada, sem trilhos. 

 

E. F. Leopoldina ( ? -1973)





HISTÓRICO:

Estação de Samabaitiba fazia parte da Linha do Cantagalo, que tinha início na Estação de Porto das Caixas e seguia sentido à Nova Friburgo. No trecho entre Porto das Caixas e Cachoeiras de Macacu o Trem seguia nos moldes tradicionaispassando por Sambaitiba. Para vencer a serra e chegar a Nova Friburgo, ao chegar a Cachoeiras de Macacu, era adotado o sistema Fell até a Estação de Teodoro de Oliveira. De lá, o Trem seguia nos moldes tradicionais pela Linha do Cantagalo.

Veio então o triste período da decadência das Ferrovias com o completo desinteresse do governo, reduzindo drasticamente os investimentos - tendência que atingiu todas as ferrovias brasileiras – e a Linha do Cantagalo foi sendo fechada por partes: o trecho entre Cachoeira de Macacu e Portela foi desativado em maio de 1964, sendo definitivamente suprimido em 1967; enquanto que o trecho inicial de Porto das Caixas até Cachoeiras, passando por Sambaitiba , foi suprimido em 1973. Mas os Trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo/Portela e em julho de 1964 no trecho Cachoeira de Macacu/Cantagalo.

O trecho entre Porto das Caixas e Cachoeira de Macacu foi o último da já centenária Linha do Cantagalo a ter os Trens de passageiros suspensos, que ocorreu em 1969. No seu período final de atividade, entre 1965 e 1969, ainda trafegavam Trens que vinham de General Dutra e entravam pelo antigo Ramal até Cachoeiras de Macacu.

Em 1973, o trecho foi oficialmente erradicado, acabando de vez com a histórica Linha do Cantagalo.


A ESTAÇÃO:

Existem poucas informações técnicas sobre a Estação de Sambaitiba, na Linha do Cantagalo. Também não sabemos a data de sua abertura. Segundo o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht, a única referência sobre ela já funcionando foi feita pelos engenheiros Arthur Pereira de Castilho e Fernando Olyntho Beltrão Castilho, em seu trabalho Humanização da vida dos ferroviários brasileiros, em 1940: "Sambaitiba, com 66 m2 de área, acanhada e conservação deficiente".

A Estação ainda existia em 2006. Devido às obras de terraplanagem do futuro Complexo Petroquímico em Itaboraí, que encampou parte das terras por onde passava a antiga E. F. Cantagalo, ela acabou sendo demolida. Ela estava servindo como moradia e já se encontrava bastante deteriorada. Além disso, havia uma casa com dezenas de anos nos fundos da Estação que também foi posta abaixo. Nesta época, a única construção que ainda existia era uma capela construída sobre o leito da ferrovia, que os moradores da localidade tentavam chegar a um acordo para mantê-la no mesmo local. Uma tubulação de água da Cedae seguia pelo antigo leito, descendo da serra em direção a uma estação de tratamento em Porto das Caixas, nas proximidades da antiga Estação que lá existia. Em algumas partes também era possível encontrar postes telegráficos e pontilhões que pertenciam à linha. Não sabemos como está nos dias de hoje.



Acima e abaixo, a antiga Estação de Sambaitiba em 27 de maio de 2006. Foto Cleiton L. L. Pieruccini.

Pontilhão da Linha do Cantagalo existente próximo à localidade de Sambaitiba. Foto de Ruhan Silveira Carlito.


Estrutura de outro Pontilhão da Linha do Cantagalo existente próximo à localidade de Sambaitiba. Foto de Ruhan Silveira Carlito.


terça-feira, 4 de agosto de 2026

PARADA MOURÃO - Na Linha do Litoral, outra Parada Ferroviária desconhecida por muitos, já demolida.

Acima e nas duas fotos abaixo, a localização da antiga Parada Ferroviária Mourão através das informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960 onde ela está listada no Km 101.001.


Paulo Neiva no local onde ficava a antiga Parada Ferroviária Mourão.





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Parada MOURÃO


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Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 101,001

Altitude: 38m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro

Uso atual: Demolida.

Situação Atual – Com trilhos,tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1874-1887) ?

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Parada Mourão, mas o amigo e grande colaborador de nossa página Paulo Neiva Pinheiro esteve lá em novembro de 2022 trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à PARADA MOURÃO em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Ferroviária era usada para embarque e desembarque de pessoas e eventualmente de cargas, geralmente produtos agrícolas em geral produzidos nas redondezas da Parada. Fica às margens da BR-101 no município de Rio Bonito-RJ. Não se tem a data da construção dessa Parada Ferroviária, nem demolição e não tenho informações se ela foi construída pela Estrada de Ferro Carril Niteroiense; se foi a Estrada de Ferro Macaé-Campos ou pela Leopoldina Railway após encampar a linha em 1887. Infelizmente o mato tomou conta do local e não foi possível encontrar a antiga plataforma, somente alguns cascalhos que poderiam ter pertencido ou não a ela. Encontrei também um trilho fincado que poderia sinalizar a proximidade da Parada Ferroviária Mourão. Tem muito mato na linha e a Prefeitura de Rio Bonito infelizmente não gosta de limpar. Foi muito difícil achar as ruínas da antiga Estação de Rio dos Índios também, que fica próxima a esta Parada. Cheguei até ela através das informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960, onde ela está ela listada no Km 101.001 e medição feita por mim usando o Google Maps. Também não encontrei fotos antigas dessa Parada na Internet.”



Abaixo, a Parada Ferroviária Mourão e sua quilometragem, grifadas de vermelho por Paulo Neiva Pinheiro.


A placa com o km 101 local exato onde ficava a Parada Ferroviária Mourão já demolida.


Muito mato no local. À direita podemos ver o trilho da Linha do Litoral.


Essa é a vista do outrora leito ferroviário.


Trilho fincado no local da antiga Parada Mourão que possivelmente sinalizava a sua proximidade.


Paulo Neiva encontrou esse material nas proximidades: ...poderiam sim ter pertencido à antiga Parara Mourão, principalmente por ter no reboco as cores preta e branca, muito usadas pela Leopoldina Railway nas suas Estações, Paradas Ferroviárias, Casas de Bombas e etc...



segunda-feira, 27 de julho de 2026

Parada DONA ANA CÉSAR - Na Linha do Litoral, mais uma Parada Ferroviária desconhecida por muitos, já demolida.

Acima, a Parada Dona Ana César - descrita no Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 - ficava onde estão estes arbustos.

Abaixo, a Linha do Litoral e o local da antiga PE à direita.

Abaixo, Paulo Neiva Pinheiro no local onde ficava a antiga Parada Dona Ana César, já completamente destruída.




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Parada DONA ANA CÉSAR


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Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 102,572

Altitude: 43m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro

Uso atual: Demolida.

Situação Atual – Com trilhos,tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1880-1887) ?

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)


HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Parada Dona Ana César, mas o amigo e grande colaborador de nossa página Paulo Neiva Pinheiro esteve lá em novembro de 2022 trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à PARADA DONA ANA CÉSAR em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Ferroviária Dona Ana César era usada para embarque e desembarque de pessoas e eventualmente de cargas, geralmente produtos agrícolas em geral. Ela ficava às margens da BR-101 no município de Rio Bonito-RJ. Não tenho informação da dada de abertura, data de demolição e nem se essa Parada foi aberta pela Cia Estrada de Ferro Carril Niteroiense; ou pela Estrada Ferro Macaé – Campos; ou se foi aberta pela Leopoldina Railway, após adquirir a linha em 1887. Infelizmente a Parada e a sua Plataforma foram demolidas, mas as pedras da Plataforma estão espalhadas próximas do seu local original, um verdadeiro crime contra o Patrimônio Histórico Ferroviário. Suas ruínas ficam próximas ao Green Valley de Rio Bonito. Encontrei vestígios dela através de informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 - onde a Parada Ferroviária está listada no KM 102.572 - e medição feita por mim usando o Google Maps. Não encontrei fotos antigas dela na internet.”


Abaixo, a Parada Ferroviária e sua quilometragem, grifadas de vermelho por Paulo Neiva Pinheiro.


Muitas pedras no local indicado pelo Guia Geral das Estradas de Ferro e pelo Google Maps como o local da antiga Parada.

Com toda certeza esse material era da antiga Plataforma da Parada Dona Ana Cesar.

Só sobraram as pedras da antiga Plataforma demolida.

As ruínas da Plataforma estão espalhadas pelo local.

Ruínas da antiga Plataforma de concreto.

Um verdadeiro crime contra a nossa história ferroviária.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

ESTAÇÃO ITAMBI - Na Linha do Litoral sentido a Niterói, mais um prédio histórico em ruínas.

Acima, antigo registro da Estação ainda em boas condições, onde é possível ler no dístico Itamby, com "y".

Na sequência abaixo, o que sobrou da antiga Estação de Itambi, outrora movimentada comunidade nos tempos da ferrovia.

Paulo Neiva e o que sobrou da Estação de Itambi. Como ele disse: “’só sobraram ruínas”.



visconde-de-itaborai

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Estação ITAMBI

Antiga VILA NOVA


guaxindiba

   

Município: Itaboraí-RJ

Linha Do Litoral - Km 80,404 (1960)

Altitude: 3 m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em:  Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro feitas em 2022.

Uso atual: Abandonada, em ruínas.

Situação Atual – Trecho desativado e abandonado desde 2007. Sem trilhos. 


C. F. C. Niteroiense (1874-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

Flumitrens/CENTRAL (1996-2007)



HISTÓRICO:

O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. A linha ainda funcionou com cargueiros operados pela FCA à partir de 1996, tráfego também suspenso. 


A ESTAÇÃO:

O amigo e "desbravador ferroviário" Paulo Neiva Pinheiro visitou o que sobrou da Estação Itambi em 2022. Segue seu relato... 

"A Estação de Itambi, antiga Vila Nova, fica a poucos quilômetros da Parada Amaral e logo após o cruzamento da rodovia Mage-Manilha (BR-493). A Estação, inaugurada em 1866, serviu como Estação inicial da Linha do Cantagalo até a construção da extensão para Niterói e foi construída no local devido a existência de um porto mais próximo e com melhores condições do que o que havia em Porto das Caixas. De todas as Estações e Paradas que estão próximas, essa é a que tem mais aparência de construção antiga. Infelizmente, está completamente abandonada e em ruínas, servindo em parte como moradia. No local, existia também uma Caixa d'água de ferro (já roubada e vendida como sucata) e um desvio. Segundo relatos, em 2014 a Estação já estava em ruínas. Em 2022 quando estive no local o mato estava tão alto que nem deu para entrar e tirar fotos ou filmar o seu interior. Infelizmente a Prefeitura de Itaboraí não dá muita atenção a este prédio de 156 anos…"


Na sequência abaixo, mais registros do que sobrou da antiga Estação de Itambi, outrora movimentada comunidade nos tempos da ferrovia.

Pelos prédios antigos nos arredores da Estação podemos perceber que havia prosperidade um comércio forte no local.






Os prédios antigos próximos à Estação demonstram também que o local era bastante movimentado. Infelizmente todos abandonados.