quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

ESTAÇÃO GLICÉRIO - Prédio histórico que resiste ao abandono merece uma bela restauração.

Acima, histórico registro fotográfico apresentado por Bruno Tavares onde vemos a Estação ainda sob seu primeiro nome "Crubixais". Interessante observar o prédio na extrema direita da foto.

Abaixo, a antiga Estação nos dias de hoje em foto de Paulo Neiva Pinheiro num ângulo aproximado ao da foto antiga.

Na foto abaixo vemos o prédio amarelo em destaque, o mesmo prédio da foto antiga, que ainda resiste ao tempo.



Acima e abaixo, fotos feitas em 2024 do que sobrou da antiga Estação de Glicério resistindo ao tempo. Ainda é possível preservar a história... 



Acima e abaixo, a antiga Estação de Glicério em 2021.  



Acima e abaixo, mais um "ontem & hoje" da Estação de Glicério. 



Acima e abaixo, bela escultura em homenagem as corredeiras do Rio São Pedro e a prática de canoagem.

Para Paulo Neiva, este prédio deve ter sido um Armazém de Cargas no período da ferrovia. Logicamente já foi bem descaracterizado com o passar do tempo, mas pelo seu tamanho e proximidade tudo indica ter sido..

Caixa d’água de fabricação inglesa que está próxima da antiga Estação e que hoje serve de chuveiro para o pessoal se refrescar no verão.


Abaixo, Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Glicério em 2024. 



Estação GLICÉRIO

Antiga Crubixais


mundeus


macae


Município: Macaé–RJ

Ramal de Glicério – Km 264,685

Altitude:  79m

Estação inaugurada em: 07 de abril de 1891.

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Hugo Caramuru.

Uso atual: Abandonada.

Situação Atual – Ramal extinto. Sem trilhos.


E. F. Leopoldina (c.1891-1963)

 


HISTÓRICO: 

O Ramal de Glicério foi aberto em 1891 partindo da Estação de Macaé, na Linha do Litoral. Curto, com apenas duas Estações, ele foi desativado em 2 de novembro de 1961 e extinto oficialmente em 22 agosto de 1963.


A ESTAÇÃO:

O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação GLICÉRIO em 2021 e em 2024, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“A Estação de Glicério foi aberta como ponta do Ramal do mesmo nome em 1891. Durante o projeto da linha, a futura Estação iria se chamar Saudade. Ela foi inaugurada oficialmente em 7 de abril de 1891 com uma viagem de 2 horas de duração entre Macaé e Glicério, sendo entregue para a Leopoldina de 9 de maio de 1898 através do decreto 2.896. Sua extensão total era de 42 km e 700 metros. Várias fontes dão como razão da existência desse Ramal uma possível ligação com a cidade de Nova Friburgo, fato que jamais se realizou. Durante algum tempo a Estação chamou-se Crubixais, voltando depois ao seu nome original. Foi desativada com o Ramal em 1961 sob muitos protestos e até ações de violência. Depois da desativação da ferrovia, o prédio da antiga Estação foi usado em festas locais e como Casa de Cultura. Foi reformado no final de 2004, mas atualmente está novamente abandonado. Em minha última visita à Estação em 2024, encontrava-se em avançado processo de deterioração correndo grande risco de virar um monte de ruínas muito em breve, perdendo assim a referência de única Estação ainda de pé desse Ramal, pois a de Mundéus já não existem mais. O Ramal passava pela ponte metálica da Severina, um dos poucos resquícios desse Ramal que ainda resiste ao tempo, assim como uma Caixa d’água de fabricação inglesa importada, que está próxima da antiga Estação e que serve de chuveiro para o pessoal se refrescar no verão. Se a prefeitura de Macaé ou o Iphan não tomarem providências, esse enorme patrimônio histórico corre o risco de virar um monte de ruínas muito em breve devido aos ventos, sol e chuva constantes.”


Na sequência abaixo, a antiga Estação de Glicério em detalhes. Fotos feitas por Paulo Neiva Pinheiro em 2024.  















A CAIXA D’ÁGUA:

Caixa D’água metálica Importada da Inglaterra - Ramal de Glicério - Macaé-RJ – Por Paulo Neiva Pinheiro.

“Próximo à Estação de Glicério ainda existe uma Caixa d’água que era usada para o abastecimento das Locomotivas à Vapor do Ramal. Na época de sua instalação, 1891, não tínhamos fundições preparadas para construir esse tipo de caixa d’água, tornando-se necessário a sua importação, que na maioria das vezes vinham de países do Reino Unido que tinham passado recentemente pela Revolução Industrial. Essa por exemplo, não tem nenhuma inscrição nela que possamos identificar sua origem, mas é muito provável que tenha vindo de navio da Inglaterra, subindo a serra sendo transportada pelo próprio Trem do Ramal. Hoje serve como chuveiro para os moradores locais se refrescarem no verão. Não tenho certeza, mas me parece que ela foi removida do seu lugar original e foi instalada nesse novo local. Originalmente ela ficava mais alta também, creio eu. A Caixa d’água metálica é um dos poucos remanescentes do Ramal de Glicério que ainda existe. Pouca coisa sobrou desse Ramal, que foi operado pela Cia Leopoldina Railway Company, de capital Inglês.”

Na sequência abaixo, a Caixa d’água de fabricação inglesa que fica próxima da antiga Estação.






Na sequência abaixo, a antiga Estação de Glicério em fotos feitas por Paulo Neiva Pinheiro em 2021.  











Acima, histórico registro do acervo de Hugo Caramuru onde vemos o Trem em frente à Casa de Turma de manutenção para algum possível reparo.

Abaixo, esta é a antiga Casa de Turma de Manutenção da extinta Cia. Leopoldina Railway.


Abaixo, a bela escultura em homenagem as corredeiras do Rio São Pedro e a prática de canoagem. A escultura fica na cabeceira de um grande galpão, que para Paulo Neiva, deve ter sido um armazém de cargas nos tempos da ferrovia.


E essa casinha que fica próxima à Estação, teria sido uma Casa de Turma ou do Agente Ferroviário? Para Paulo Neiva, seu estilo indica que sim.





Abaixo, a Igreja Matriz cuja torre é vista na foto antiga que abre esta matéria, dos tempos em que a Estação se chamava Crubixais.