sábado, 25 de abril de 2026

Estação POSTO TELEGRÁFICO INDAIAÇU - Antiga Parada Ferroviária já demolida.

Acima, era aqui que ficava o Posto Telegráfico Indaiaçu, prédio feito em alvenaria já demolido. 

Abaixo, ainda podemos ver parte da Plataforma da antiga Parada.

Abaixo, um trilho fincado no exato local onde ficava o Posto Telegráfico.


Acima e abaixo, resquícios da antiga Plataforma de Embarque ainda à vista.


Assim está a antiga Linha do Litoral no trecho. Daqui a um tempo ela será somente um nome nos livros de História.


Acima e abaixo, a Caixa d’água de concreto, relativamente próxima ao local da antiga Parada.


Paulo Neiva no local onde ficava o Posto Telegráfico Indaiaçu. 



casimiro-de-abreu


Posto Telegráfico INDAIAÇU


poço-d'anta

juturnaiba


   

Município: Casimiro de Abreu–RJ

Linha do Litoral – Km 162,105

Altitude: 19m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Demolida

Situação Atual – Tráfego suspenso. Trilhos sendo roubados.

 

E. F. do Rio Bonito (1880-1890)

E. F. Leopoldina (1890-1975)

RFFSA (1975-1996)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita ao Posto Telegráfico INDAIAÇU em 2023, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“O Posto Telegráfico Indaiaçu - grafia que consta no livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 - foi construído provavelmente entre 1887 e 1888 pela E. F. Cantagalo junto ao prolongamento do Ramal Rio Bonito á Macaé. Ele também era usado para embarque e desembarque de pessoas e eventualmente de cargas, geralmente produtos agrícolas em geral produzidos pela Fazenda que ainda existe próxima à antiga Parada e por pequenos produtores das redondezas do Posto Telegráfico. O prédio ficava dentro de uma fazenda às margens da BR-101, no município Casimiro de Abreu-RJ. Fazenda essa que geralmente está com as porteiras fechadas com cadeados. Por conta disso foram necessárias diversas tentativas de se acessar o local até conseguir. Próximo de suas ruínas existe uma Caixa d’água para abastecimento das antigas vaporosas feita em concreto que muito lembra as Caixas d’água das Estações de Sambé e Guaxindiba. As Informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960 tiveram a medição feita por mim usando o Google Maps e ambas batem nessa localização. O Posto Telegráfico/Parada também teve os nomes de “Indaiassu” e “Indayassu”. É provável que este Posto Telegráfico tenha sido construído pela E.F Cantagalo durante o prolongamento da linha que ia de Rio Bonito até Macaé, trecho esse inaugurado em 1888. Ele fica atualmente entre as Estações de Poço da Anta e a atual Estação de Casimiro de Abreu. Com fluxo de pessoas na região central de Casimiro de Abreu, foi preciso a Leopoldina Railway construir uma Estação por lá, pois a de Indaiaçu ficava muito afastada da região central, Estação essa que já existia desde 1906 (Segundo a “Revista da Semana” desse mesmo ano). Provavelmente, após a inauguração da Estação Ferroviária de Casimiro de Abreu, que também recebeu o nome de Indayassu e permaneceu com esse nome por algum tempo até o nome ser mudado para Casimiro de Abreu em 1925, este Posto Telegráfico foi então abandonado e posteriormente demolido após 1960, por ter caído em desuso por estar bem afastado do centro, vindo a ser chamada então de Parada Indaiaçu apenas. Não se tem a data exata da construção deste Posto Telegráfico, nem fotografias antigas do mesmo, mas ele está descrito no livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 como um PT, ou seja um Posto Telégrafo. O ‘saque sistemático’ do que sobrou da Linha do Litoral segue ocorrendo, como podemos ver nas fotos feitas por mim em 2023, o que fará da Linha do Litoral em breve apenas um nome nos livros de história.”


Página do livro Guia Geral das Estradas de Ferro, onde aparece a Parada Indaiaçu listada como Posto Telegráfico (PT).

Aqui ficava o Posto Telegráfico Indaiaçu. 

Triste ver os trilhos já arrancados e cortados, prontos para serem levados e vendidos como sucata, um crime a olhos vistos.

Ruínas do Posto Telegráfico Indaiaçu onde ainda podemos perceber a existência de tijolos maciços.


Acima e abaixo, muita pedra espalhada pelo local. Seriam da antiga Plataforma de Embarque?


Assim está a antiga Linha do Litoral no trecho, só restou o lastreamento de pedras.


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2023 mostrando a Caixa d'água que fica próxima ao local do antigo Posto Telegráfico Indaiaçu.





sábado, 18 de abril de 2026

ESTAÇÃO ENGENHOCA - Mais uma Estação abandonada na Linha do Litoral.

O atual prédio da Estação é de 1961 feito com laje de concreto, que deve ter substituído a 'Parada Simples' que havia no local antes da retificação da Linha do Litoral, quando parou de entrar na Lagoa de Juturnaíba.

A Estação está escondida no meio do mato e não é simples de ser encontrada, pois está encoberta pelas árvores.

Essa Estação já é uma construção da RFFSA feita em 1961 e hoje se encontra abandonada.

Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Engenhoca em 2021.



juturnaiba


ENGENHOCA


silva-jardim

   


Município: Silva Jardim–RJ

Linha do Litoral – Km 138,800

Altitude: 14m

Estação inaugurada em: Prédio atual inaugurado em 05 de abril de 1961.

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Abandonada.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO ENGENHOCA em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“Segundo o livro ‘Sistema Ferroviário do Brasil - FFB 82 de 1982’, a Parada de Engenhoca teve sua inauguração no dia 05 de abril de 1961, provavelmente este prédio atual, feito com cobertura de laje de concreto, que substituiu a Parada Simples que devia haver anteriormente no local. A então ‘Parada Engenhoca’ passou de Parada bem simples a ‘Estação’, sendo construído um prédio de linhas compatíveis com a época. No caso de Engenhoca, a mudança de status deveu-se principalmente à retirada dos trilhos para Juturnaíba, o que a tornou a Estação mais próxima para servir à população daquela localidade. Essa Estação é também chamada de KM 65, como descrito no livro ‘Sistema Ferroviário do Brasil -SFB de 1982’. Quando visitei a Estação em 2021 os trilhos ainda estavam lá, mas o prédio estava completamente abandonado, sem portas e janelas.” 


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021 mostrando o que sobrou da Estação de Engenhoca.

Roubaram suas janelas e portas.




Nessa direção a linha segue para a próxima parada, a Estação de Poço das Antas, ou Poço d'Anta.

A PN que existe próxima à Estação.

Seguindo pela estrada de chão chega-se à Lagoa de Juturnaíba.


O Livro - CGT: Guia Geral das Estradas de Ferro e Empresas de Transporte com elas articuladas G-1: Nomenclatura, posição, altitude, data de inauguração, regime de funcionamento, de Estações, Portos e Agências – 1960.

Parte onde aparece a Parada ainda listada como Parada (PE). Para Paulo Neiva, ela virou Estação em 1961.


Acima e abaixo, o Livro Sistema Ferroviário do Brasil - SFB 82 de 1982 onde aparece a data da inauguração do novo prédio também chamado de Quilômetro 65.


terça-feira, 14 de abril de 2026

ESTAÇÃO SILVA JARDIM - Fechada e sem uso aparente.

Acima e na sequência abaixo, belos registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Silva Jardim e seu pátio de manobras.


Acima e abaixo, a Caixa d'água no pátio da Estação de Silva Jardim.


A Estação de Silva Jardim em belíssimo registro do acervo de Hugo Caramuru.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Silva Jardim em 2022.


engenhoca


SILVA JARDIM

Antiga Capivari


cesario-alvim

   


Município: Silva Jardim–RJ

Linha do Litoral – Km 131,494

Altitude: 14m

Estação inaugurada em: 19 de outubro de 1886

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro, Hugo Caramuru, Carlos Latuff, Fernando Marietan e Cleiton Pieruccini.

Uso atual: Em 2022, passava por grande reforma para ser usada pela prefeitura de Silva Jardim com fins turísticos.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

E. F. Cantagalo (1886-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO SILVA JARDIM em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Silva Jardim foi entregue com um prédio provisório em outubro de 1886 pela E. F. Cantagalo, esta comprada pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina, entre 1887 e 1890. Chamava-se inicialmente Capivari. O político Antônio da Silva Jardim (1860-1891) nasceu na cidade, que hoje leva seu nome. Como não era raro na época, o político ainda estava vivo. Em 1891, ele estava na Itália e resolveu visitar o monte Vesúvio. À beira da cratera do vulcão, caiu dentro dela - ou jogou-se, não se sabe - e nunca mais foi visto. Depois da privatização da linha em 1997, a Estação serviu alguns anos como escritórios da FCA. Com o abandono desta linha pela concessionária, por volta de 2014, ela perdeu a função. Em 2021 ela já estava fechada. Estive no local em 2022 e o cenário era de abandono e desolação, tudo continuava parado por lá, uma pena.”



Abaixo, registro de Eliezer Poubel Magliano feito em 2005 mostrando a Estação de Silva Jardim ainda sem a pintura e logo da FCA.

Segue abaixo o relato de Eliezer Magliano sobre sua visita à ESTAÇÃO SILVA JARDIM em 17 de junho de 2005...

“Saindo de Casimiro de Abreu, mais 30 km pela BR-101 em direção ao Rio, mais quatro quilômetros a partir da BR está Silva Jardim. Infelizmente a Estação não tem atrativos. É um prédio meio moderno com telhado de amianto. Seu nome só é legível em uma das extremidades. Há uma garagem para trólei à esquerda e foi construída uma nova, talvez para um auto de linha. O pátio é amplo e estava em obras com troca de trilhos e dormentes. Há muitos dormentes novos com proteção contra rachaduras".


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Silva Jardim.






Abaixo, a Estação de Silva Jardim em registro de Carlos Latuff feito em 2002.


Abaixo, registro de Cleiton Pieruccini feito em setembro de 2009 mostrando a Estação de Silva Jardim já com a pintura da FCA.


Abaixo, registro de Fernando Marietan feito em novembro de 2015 mostrando a Estação de Silva Jardim já com a pintura e a logo da FCA.