quinta-feira, 18 de junho de 2026

Estação PARADA SANTA TERESINHA - Sua Plataforma resiste ao abandono.

Parada Santa Teresinha. Aqui o Trem da Linha do Litoral parava eventualmente.

A antiga Plataforma foi o que restou da Parada Santa Teresinha.

Mesmo coberta por muito mato, a Plataforma da Parada ainda está inteira e permanece no local.

Parada Ferroviária Santa Teresinha.

Paulo Neiva Pinheiro nas ruínas da antiga Parada Santa Teresinha.





cesario-alvim


Parada SANTA TERESINHA


sambe


rio-bonito



Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 116,700

Altitude: 41m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga plataforma.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Com trilhos.

 

E. F. Cantagalo (1882-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à Parada Santa Teresinha em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Ferroviária Santa Teresinha era usada para embarque não só de pessoas, mas também de produtos agrícolas produzidos na localidade, em especial, pela fazenda de mesmo nome. Ela fica às margens da BR-101 entre os KM 250 e 251, no Município de Rio Bonito-RJ. Uma das poucas PE’s com a sua Plataforma ainda intacta. Em geral foram todas demolidas. A Linha do Litoral também ainda está preservada no trecho. Ela fica próxima da localidade de Caixito, entre as ruínas das antigas Estações de Sambê e Cesário Alvim, ambas já demolidas. Não se tem a data da construção dessa Parada Ferroviária, nem a informação de qual das companhias que operaram o trecho a construiu. Ela está descrita no livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil 1960 listada no KM 116.700. Também não encontrei fotos antigas da Parada Ferroviária na Internet. Cheguei até ela com as informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 e medição feita por mim usando o Google Maps.”



A Parada listada no livro e sua quilometragem grifada em vermelho por Paulo Neiva.

A Parada Ferroviária às margens da BR-101.

A rampa da antiga Plataforma.

Para Paulo Neiva, foi muito legal ter encontrado esta relíquia ferroviária.

Mesmo desgastada pelo tempo, a antiga Plataforma da Parada está praticamente intacta.

A linha também ainda está preservada no trecho.

Placa com a quilometragem do trecho.



Acima e abaixo, trilhos fincados próximo à antiga parada. Esses trilhos geralmente sinalizavam a proximidade de uma Parada Ferroviária.

A PN que leva até a Parada Ferroviária de Santa Teresinha.


domingo, 14 de junho de 2026

ESTAÇÃO CESÁRIO ALVIM - A Plataforma é o que sobrou da antiga Estação.

 Era aqui a Estação Cesário Alvim. Dela só restou a Plataforma.

A Plataforma da Estação de Cesário Alvim, construída de 1886.

Tijolo maciço que pertenceu a Estação. Esse foi para o pequeno "museu ferroviário" particular de Paulo Neiva.

Ruínas da Estação Ferroviária de Cesário Alvim. Alguns trilhos fincados ainda estão no local.


A Estação de Cesário Alvim em 1975. Foto Fernando Marques.


Paulo Neiva Pinheiro nas ruínas da Estação de Cesário Alvim em 2022. Dela só restou a Plataforma.




silva-jardim


Estação CESÁRIO ALVIM


santa-teresinha



Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 122,773

Altitude: 31m

Estação inaugurada em: 14 de agosto de 1886

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro, Fernando Marques e Marcelo Cardozo.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga plataforma.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Em 2022 ainda era possível encontrar parte dos trilhos da Linha do Litoral na região.

 

E. F. Cantagalo (1886-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO Cesário Alvim em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Cesário Alvim foi inaugurada em 1886 - ver foto da notícia de jornal. Como era comum na época, seu nome foi uma homenagem a um político que ainda estava vivo. Realmente, a Linha do Litoral foi abandonada pela FCA, atual concessionária, no segundo semestre de 2007. Nas proximidades da Estação ocorreu um grave acidente ferroviário em 1973 com o Trem de passageiros "Expresso Campista" que ligava o Rio a Campos, que deixou doze mortos. Este acidente foi na chamada curva do Caxito, próxima à Estação de Cesário Alvim (VEJA, 7/2/1973). Em uma das fotos antigas podemos ver a linda Estação ainda de pé. Hoje o que sobrou foi muito mato,  as ruínas dela em pedaços de tijolo e sua Plataforma. Nos fundos da Estação existe um “tanque de lavar roupas” centenário, além de um interessante sistema de armazenamento de água que captava água de uma nascente da própria mata Atlântica. Ainda existem construções da época em que a ferrovia ainda cortava a localidade que ficam nas proximidades da antiga Estação, como confirmou um morador ancião do local com quem conversei durante a minha visita ao local no ano de 2022.”


Notícia da inauguração da Estação (A Província de S. Paulo, 14/8/1886).


Como citou Marcelo Cardozo, que visitou a Estação em 19/11/2007.... “Infelizmente a Estação caiu há cerca de dez anos, segundo moradores locais, e só restaram ruínas; é possível notar a ferrugem nos trilhos, pois os últimos Trens de carga que circulavam em nossa região não passam mais por aqui já tem uns três meses". 

Ruínas no local da antiga Estação, em foto de 2007, por Marcelo Cardozo.


Acidente ferroviário em 1973 com o Trem de passageiros "Expresso Campista", que ligava o Rio a Campos e que deixou doze mortos e que ocorreu na chamada curva do Caxito, próxima à Estação de Cesário Alvim (VEJA, 7/2/1973).


Abaixo, muros com placas de cimento e trilhos bem próximos ao local da Estação.


Ruínas da Estação Ferroviária de Cesário Alvim. Pedaços de tijolo foi o que sobrou da antiga Estação.

Pequeno poste de trilho para fixação de placas como as de quilometragem. 


A Cisterna de Água usada para abastecer a Estação de Cesário Alvim e provavelmente a Casa do Agente Ferroviário.

Aqui a Cisterna de Água da Estação que captava água de uma nascente na Mata Atlântica atrás da Estação.


O Centenário tanque de lavar roupas feito de cimento.

O tanque de lavar roupas, igual o existente na Estação de Tanguá. Com certeza centenário.


Aqui, construções da época da ferrovia.


Muitas casas do período áureo da Estação ainda estão lá.


Essa é uma das casas que foi testemunha ocular da passagem dos Trens por Cesário Alvim.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

EM SOBRAL PINTO, BELAS HISTÓRIAS DA E.F.L.

Muito bem acompanhado do Sr. Josa e Dna. Teresinha.

O pequeno, mas belo ferromodelo do Sr. Josa com detalhes bem interessantes.

Uma das belas pinturas em quadro da artista local Madalena, retratando as ferramentas de trabalho do Sr. Josa.


E a página otremexpresso continua a me proporcionar grandes e históricos momentos.

No dia 09 de junho estive mais uma vez na agradável comunidade de Sobral Pinto, localidade que possui uma bela, preservada e bem cuidada Estação da antiga E.F.L.

Objetivo: um encontro com o ferroviário aposentado Josá Emiliano Soares, mais conhecido como Sr. Josa.

Tudo teve início em minha visita à Estação Parada Nadir em agosto de 2025. Ao encontrar a Parada, encontrei também o casal Sr. Josa e Dna. Teresinha, proprietários de um sítio nas imediações da mesma. Foi o Sr. Josa que me mostrou a Parada Nadir, contando também um pouco de suas histórias como ferroviário, tendo trabalhado na conservação da linha férrea em grandes trechos da E. F. Leopoldina. Foi um breve encontro, de onde veio o convite para uma visita a sua residência em Sobral Pinto.

Passados 10 meses, finalmente tive a oportunidade de visita-lo. E que visita, meus amigos!!!

Momento de conhecer sua família e suas histórias sendo muito bem recebido pelo Sr. Josa, sua esposa Dna. Teresinha, seu filho José Carlos – o Sobral – e por Márcia. Muita conversa boa, muitas histórias, oportunidade de conhecer seu acervo de antigas ferramentas de trabalho, um pequeno ferromodelo com detalhes bem interessantes, antigas ferramentas e outras peças. Enfim, uma tarde extremamente agradável!

Sr. Josa guarda com cuidado as antigas "ferramentas de trabalho" que usava na manutenção dos trechos ferroviários por onde passou, tendo trabalhado muito tempo na manutenção do trecho de Cataguases a Ubá, do qual Sobral Pinto faz parte. Lembranças de momentos de manutenção na linha em noites frias e de chuva, quando tinha que percorrer todo o trecho para identificar os problemas e realizar a devida manutenção usando os lampiões de carbureto – as famosas Cambonas e os Gasômetros – destacando: “elas iluminavam pra caramba!!!”.

Oportunidade de conhecer a bela coleção de pinturas em quadros da artista local Madalena, retratando exatamente as ferramentas e demais instrumentos de trabalho do Sr. Josa.

Oportunidade também de conhecer a belíssima coleção de antigas peças de louça de Dna. Teresinha; seu belo oratório de Nossa Senhora; o “Carro de Boi” idealizado e trabalhado por ela e pelo Sr. Josa.

Enfim, momentos que só a página otremexpresso pode me proporcionar.


Homenagem recebida pelo Sr. Josa em evento festivo tendo como tema a importância histórica da ferrovia para a comunidade.


Entre as peças históricas destaco, à esquerda na foto, o “Gasômetro” - tipo de lampião de carbureto que os operários usavam nos trabalhos noturnos.


O ferromodelo do Sr. Josa com algumas peças expostas. Entre elas, o capacete e o lampião.


Pinturas em quadros da artista local Madalena retratando as ferramentas e demais instrumentos de trabalho do Sr. Josa.



Ao lado do ferromodelo, o “Carro de Boi” idealizado e trabalhado por Dna. Teresinha e pelo Sr. Josa.


Belíssimo trabalho em madeira talhada de José Carlos – o Sobral.


A também belíssima coleção de antigas peças de louça de Dna. Teresinha.


Devota de Nossa Senhora, Dna. Teresinha mantém um belo oratório com todas as imagens sacras que recebeu ao longo de sua vida.