sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ESTAÇÃO VALA DO SOUZA - Mais conhecida como JERÔNIMO MONTEIRO - nome do Município - no Ramal Sul do Espírito Santo.

Acima, histórico registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda com os trilhos e passageiros aguardando na plataforma. Do acervo de Marcos A. Farias.

Abaixo, a mesma Estação um pouco descaracterizada com o anexo que a transformou em Escola Municipal.


Nas três fotos abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro sob o olhar de Paulo Neiva Pinheiro.


Abaixo, antigo registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda com seu dístico. Foto de Paulo Henrique Thiengo feita em agosto de 1982, quando nela funcionava a Cooperativa de Laticínios.


Nas três fotos abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro sob o olhar de Da Silva Junior.


Da Silva Junior e a Estação de Jerônimo Monteiro.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Jerônimo Monteiro.





Estação VALA DO SOUZA

JERÔNIMO MONTEIRO - Antiga Sabino Pessoa

cristal
flora
pacotuba
sao-joao-da-mata

coutinho



Município - Jerônimo Monteiro-ES
Ramal Sul do Espírito Santo: Km 519,507 (1960).
Altitude: 121m
Estação inaugurada em: 1894.
Visitei a Estação em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro.
Uso atual: Escola Municipal.
Situação Atual – Trecho declarado erradicado, sem trilhos.


E. F. Leopoldina (1894-1972)




HISTÓRICO:

Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro visitaram a Estação de Vala do Souza - Jerônimo Monteiro recentemente e em momentos distintos, quando fizeram os registros apresentados nesta matéria. 

Segundo o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht, nossa referência na história da E. F. Leopoldina... “O Ramal Sul do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E. F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas adquiridas pela Leopoldina em 1908. A E. F. Caravelas partia de Vitória para Castelo, de um lado; e para Rive, do outro; bifurcando na Estação de Matosinhos (Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas Gerais, na Linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26 de outubro de 1972. O outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua erradicação, em 05 de novembro de 1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro até próximo à Estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das diversas serrarias dessas pedras que existem na região.”


A ESTAÇÃO: 

Para entender melhor sobre a história da Estação de Vala do Souza – Jerônimo Monteiro - trazemos o importante relato de Ralph Mennucci Giesbrecht publicado em sua página estacoesferroviarias:

“A história desta Estação se confunde com a da parada Cristal.
Em 23 de julho de 1894 foi inaugurada uma Estação ferroviária provisória na Valla do Souza com o nome da localidade.
Porém, antes mesmo de ser inaugurada a referida Estação, Cândido José Bossois, grande cafeicultor na localidade Cristal (hoje Jerônimo Monteiro), acompanhado pelo seu genro Antônio Egydio de Souza Lima e de Francisco Martins arrastavam grandes toras para o leito da estrada obrigando o Trem a parar, pois precisavam descarregar as mercadorias que haviam comprado para suas fazendas. Esta parada forçada era feita na sede da Fazenda Cristal (centro de Jerônimo Monteiro), onde Cândido José Bossois havia construído uma Estação, para que o Trem ali parasse. Esta Estação se localizava onde hoje é o Banco Banestes em Jerônimo Monteiro e não foi reconhecida na época. Esta parada forçada continuou a ser feita mesmo após a inauguração da Estação da Valla do Souza. Devido à insistência destes cafeicultores, que forçavam a parada do Trem na nascente povoação do Cristal, a Estrada de Ferro Caravellas resolveu reconhecer as duas Estações, assim o Trem parava na primeira Estação da Valla do Souza - depois Parada Cristal - e 2 km acima no povoado do Cristal - centro de Jerônimo Monteiro. 
É importante informar que a sede do distrito da Valla do Souza era onde é hoje o bairro Parada Cristal. No local do atual centro da cidade de Jerônimo Monteiro, localizava-se o povoado denominado Sabino Pessoa, nome herdado da Estação de ferro. Antes da inauguração da Estação de Sabino Pessoa, o povoado tinha a denominação de Cristal, nome herdado da fazenda fundada por Cândido José Bossois. Com a substituição dos distritos por Vilas em 1943, foi suprimido o nome Sabino Pessoa, passando o nome para Vila da Valla do Souza. Mais tarde o distrito recebeu este mesmo nome. Devido a estas mudanças de nomes, a Estrada de Ferro Leopoldina resolveu alterar o nome da primeira parada de trens de Valla do Souza para Parada Cristal em 10 de maio de 1946 (ver caixa abaixo).
Notar que os dois parágrafos acima (de autoria de Cheyenne Figueiredo Cotta) são bastante confusos, tentando explicar como se alternaram os nomes de duas estações deste ramal, uma, a Parada Cristal, outra, Valla do Souza, além de outros nomes para as mesmas localidades, Jerônimo Monteiro e Sabino Pessoa. Os nomes que sobrevivem hoje são o do município de Jerônimo Monteiro e o do bairro de Parada Cristal. Trens de passageiros circularam por ali até 1967.
Segundo Joseni Gouvêa, depois do fechamento da ferrovia "a Estação no município de Jerônimo Monteiro foi comprada pela cooperativa dos produtores de leite da bacia do Itapemirim, aqui conhecida como Cooperativa SELITA, passando a e abrigar um entreposto comercial da cooperativa. Foi preservada em parte pela SELITA, a plataforma ainda estava como era nos tempos da Leopoldina".
A plataforma foi recentemente alterada, as portas foram transformadas em janelas, além da construção de um muro/parede na cabeceira, ao lado da rampa da plataforma, como se vê nas fotos abaixo. O dístico teria sido retirado no ano de 2005, quando nela funcionava uma escola da Prefeitura.


Abaixo, mais um histórico registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda em atividade.


Acima e abaixo, registros da Estação de Jerônimo Monteiro inativa e já sem os trilhos. Do acervo de "ijsn.es.gov".


Abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro em mais três registros de Paulo Neiva Pinheiro.





Abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro em mais três registros de Da Silva Junior.




terça-feira, 6 de outubro de 2026

ESTAÇÃO CASTELO - Ponto final do Ramal de Castelo.

Acima e abaixo, a Estação de Castelo em 1962 em belos e históricos registros da página "Descubra Castelo". Triste pensar que no local não existe mais qualquer recordação, nenhuma marca de que os trens tenham passado por ali um dia. 


Em outro histórico registro, a Locomotiva 272 estacionada próxima à Estação de Castelo. 


Desativada e abandonada, teve início a demolição da Estação nos anos 1970.


 A Estação já demolida nos anos 1970, não restando uma marco sequer da passagem da ferrovia pela cidade.


Na foto abaixo, o Girador de Locomotivas que existia no final da Linha do Ramal em Castelo.




Estação CASTELO


araçui
conduru



Município - Castelo-ES
Ramal de Castelo: Km 21,100 (1920)
Altitude: 107m
Estação inaugurada em: 12 de setembro de 1887.
Visitei a Estação em: Ainda não visitei a Estação. Fotos do acervo de Lauriano Guarnier cedidas por Wanderley Duck e da página "Descubra Castelo" do facebook.
Uso atual: Demolida.
Situação Atual – Ramal erradicado. Sem trilhos.


Cia. Lloyd Brasileiro (1887-1898)
Espírito Santo and Caravellas Ry. Co. Lmtd. (1898-1907)
E. F. Leopoldina (1907-1963)



HISTÓRICO DA LINHA: 

O Ramal de Castelo teve sua construção iniciada pela E. F. de Itapemirim, em 1886 tinha pouco mais de 21 km. Saía da Estação de Matosinhos (Coutinho), na linha Cachoeiro do Itapemirim-Alegre, mais tarde chamada de Ramal Sul do Espírito Santo. O Ramal foi aberto ao público em 1887 pela empresa que administrava a estrada na época, a Cia. Lloyd Brasileiro. Em 1898 a ferrovia foi adquirida pela Espirito Santo and Caravellas Railway Company Limited, e, em 1907, foi adquirida pela Leopoldina. O Ramal foi fechado em 06 de dezembro de 1963.

 

A ESTAÇÃO: 

A Estação de Castelo teve sua construção iniciada junto com o Ramal em 1886, tendo funcionado pelo menos até 1962; o guia Levi de setembro deste ano ainda acusa Trens de passageiros no trecho. Era uma viagem diária, de ida e de volta, em Trens que faziam o trecho Cachoeiro-Coutinho-Castelo em pouco mais de duas horas. O Ramal foi oficialmente erradicado em 06 de dezembro de 1963. 

A cidade de Castelo é mais uma daquelas que não soube preservar uma parte tão importante de sua história – sua Estação Ferroviária.

Um fato que marcou o fim do Ramal foi o de que a ferrovia era o principal meio de transporte e de ligação com as demais cidades da região e a retirada dos trilhos aconteceu sem que a rodovia sequer tivesse sido pavimentada, tendo chegado um intenso período de chuvas que deixou a cidade completamente ilhada. 

Após a erradicação do Ramal Ferroviário, o prédio da Estação ainda foi utilizado por um tempo, mas após um período de abandono, a antiga Estação de Castelo acabou sendo demolida nos anos 1970.


Acima e abaixo, último Trem a chegar à Estação de Castelo, supostamente em 1962. Cessão Jorge Caliman.

Sobre as fotos acima, segue o depoimento publicado na página “Descubra Castelo”:

Essas fotografias registram um dos momentos mais marcantes e dolorosos da história de Castelo, a despedida do último trem que percorreu o Ramal Ferroviário da cidade, no início dos anos 1960. Reunidos ao lado dos vagões, adultos e crianças parecem testemunhar, sem saber ao certo a dimensão daquele instante, o fim de uma era que por décadas fez parte da vida dos castelenses. Para muitos, o trem era muito mais que um meio de transporte, era o elo com outras cidades, o caminho para muitas viagens, das mercadorias, dos encontros e das despedidas. Naquele dia, a Estação e os trilhos carregaram um silêncio diferente, marcado pela tristeza de uma cidade que via partir não apenas uma composição, mas um pedaço de sua própria história. Praticamente não restou nada da história ferroviária em Castelo. Apenas algo que vagamente remete a alguma coisa ligada a trens, mas totalmente desfigurada, que é a Estação de Araçuí, que a qualquer hora desaba e finalmente tudo acaba de vez! 


Abaixo, a Estação de Castelo em mais um belo registro do ano de 1962.


Outro belo registro da Estação de Castelo, da página "Descubra Castelo".

Nas fotos abaixo, no local onde ficava a Estação de Castelo, hoje encontramos a Praça Três Irmãos. Três registros em tempos distintos.



A linha ainda passava pela cidade em 1968.


domingo, 27 de setembro de 2026

Estação PARADA PINDORAMA - Também conhecida como Parada Dona Amélia.

Acima, importante registro da Parada com a pequena placa/dístico "Dona Amélia", ainda com os trilhos da Linha do Cantagalo. Sobre esta foto, segue o relato de Paulo Schwartz: Na foto estão meu pai em pé Simões Schwartz; eu; agachados meus irmãos Mendel Schwartz; Marcus Schwartz e alguns garotos que moravam em nosso terreno, não lembro seus nomes.

Abaixo, importante registro do ano de 2005 em ângulo parecido, onde já vemos a antiga Parada totalmente abandonada.



Abaixo, outro antigo registro da Parada ainda com a pequena placa/dístico "Dona Amélia" e com os trilhos da Linha do Cantagalo. Sobre esta foto, segue o relato de Paulo Schwartz: Na foto estão eu; meu irmão Mendel; minha mãe - de costas - e dois garotos que moraram lá no nosso terreno. 


Graças a mais uma importante contribuição de Gabriel Paulino – da AFMB, foi possível realizar a publicação desta matéria.



nova-friburgo

muri

teodoro-de-oliveira

registro

pena


Estação PARADA PINDORAMA

Também conhecida como Dona Amélia


agente-maia

   


Município: Cachoeiras de Macacu–RJ

Linha do Cantagalo – Km 125,400

Altitude:  ?

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Registros fotográficos de Cleiton Pieruccini; Everton Luiz Schuenckel e do acervo da A F M B.

Uso atual: Não sabemos como ela se encontra atualmente. 

Situação Atual – Linha erradicada, sem trilhos. 

 

E. F. Cantagalo (?/1887)

E. F. Leopoldina (1887-1967)



HISTÓRICO:

A Estação/Parada Pindorama - também conhecida como Dona Amélia - fazia parte da Linha do Cantagalo, que tinha início na Estação de Porto das Caixas e seguia sentido à Nova Friburgo. No trecho entre Porto das Caixas e Cachoeiras de Macacu o Trem seguia nos moldes tradicionais. Para vencer a serra e chegar à Nova Friburgo, ao chegar a Cachoeiras de Macacu, era adotado o sistema Fell até a Estação de Teodoro de Oliveira passando pela Parada Pindorama. 

De Teodoro de Oliveira, o Trem seguia nos moldes tradicionais pela Linha do Cantagalo.

Veio então o triste período da decadência das Ferrovias com o completo desinteresse do governo, reduzindo drasticamente os investimentos - tendência que atingiu todas as ferrovias brasileiras – e a Linha do Cantagalo foi sendo fechada por partes: o trecho entre Cachoeira de Macacu e Portela, passando pela Parada Pindorama, foi desativado em maio de 1964, sendo definitivamente suprimido em 1967; enquanto que o trecho inicial de Porto das Caixas até Cachoeiras foi suprimido em 1973. Mas os Trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo/Portela e em julho de 1964 no trecho Cachoeira de Macacu/Cantagalo.

O trecho entre Porto das Caixas e Cachoeira de Macacu foi o último da já centenária Linha do Cantagalo a ter os Trens de passageiros suspensos, que ocorreu em 1969. No seu período final de atividade, entre 1965 e 1969, ainda trafegavam Trens que vinham de General Dutra e entravam pelo antigo Ramal até Cachoeiras de Macacu.

Em 1973, o trecho foi oficialmente erradicado, acabando de vez com a histórica Linha do Cantagalo.


A ESTAÇÃO:

Contando mais uma vez com as importantes contribuições de Cleiton Pieruccini e Everton Luiz Schuenckel, além das importantes fotos do acervo de Gabriel Paulino - AFMB, a página otremexpresso segue pela Linha do Cantagalo chegando à Parada Pindorama - também conhecida como Dona Amélia. 

Segue o relato de Paulo Schwartz sobre a primeira foto desta matéria: 

“Na verdade é parada D. Amélia, havia uma placa no local com o nome. Na foto estão meu pai em pé Simões Schwartz, eu, agachados meus irmãos @Mendel Schwartz, Marcus Schwartz e alguns garotos que moravam em nosso terreno, não lembro seus nomes. Não lembro quem tirou a foto, talvez, não tenho certeza, minha mãe. A parada deslizou pelo barranco e foi soterrada.”

Mais uma antiga e histórica Estação, a Parada "Dona Amélia" ainda estava lá em 2009, quando Cleiton Pieruccini e Everton Luiz Schuenckel visitaram a localidade. Naquela época, a encontraram perdida no meio da serra entregue ao abandono, soterrada em parte devido ao deslizamento de terra que havia ocorrido.


Acima e abaixo, importantes registros de Everton Luiz Schuenckel e de Cleiton Pieruccini feitos em março de 2009, quando o antigo prédio da Parada havia sido parcialmente soterrado por uma queda de barreira. Não sabemos como o prédio se encontra nos dias de hoje.


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Estação PARADA AGENTE MAIA - Mais um prédio histórico resistindo ao completo abandono.

Acima e abaixo, o que sobrou da Parada Agente Maia, na  Linha do Cantagalo. Registros de Gabriel Paulino-AFMB feitos em 2024. 

Gabriel Paulino-AFMB e a Parada Agente Maia.

Graças a mais uma importante contribuição de Gabriel Paulino – da AFMB, foi possível realizar a publicação desta matéria.





pindorama


Estação PARADA AGENTE MAIA


boca-do-mato

   


Município: Cachoeiras de Macacu–RJ

Linha do Cantagalo – Km 124,800

Altitude:  ?

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Registros fotográficos de Gabriel Paulino e Cleiton Pieruccini.

Uso atual: Abandonada. 

Situação Atual – Linha erradicada, sem trilhos. 

 

E. F. Cantagalo (?/1887)

E. F. Leopoldina (1887-1967)



HISTÓRICO:

A Estação/Agente Maia fazia parte da Linha do Cantagalo, que tinha início na Estação de Porto das Caixas e seguia sentido à Nova Friburgo. No trecho entre Porto das Caixas e Cachoeiras de Macacu o Trem seguia nos moldes tradicionais. Para vencer a serra e chegar à Nova Friburgo, ao chegar a Cachoeiras de Macacu, era adotado o sistema Fell até a Estação de Teodoro de Oliveira passando pela Parada Agente Maia. 

De Teodoro de Oliveira, o Trem seguia nos moldes tradicionais pela Linha do Cantagalo.

Veio então o triste período da decadência das Ferrovias com o completo desinteresse do governo, reduzindo drasticamente os investimentos - tendência que atingiu todas as ferrovias brasileiras – e a Linha do Cantagalo foi sendo fechada por partes: o trecho entre Cachoeira de Macacu e Portela, passando pela Parada Agente Maia, foi desativado em maio de 1964, sendo definitivamente suprimido em 1967; enquanto que o trecho inicial de Porto das Caixas até Cachoeiras foi suprimido em 1973. Mas os Trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo/Portela e em julho de 1964 no trecho Cachoeira de Macacu/Cantagalo.

O trecho entre Porto das Caixas e Cachoeira de Macacu foi o último da já centenária Linha do Cantagalo a ter os Trens de passageiros suspensos, que ocorreu em 1969. No seu período final de atividade, entre 1965 e 1969, ainda trafegavam Trens que vinham de General Dutra e entravam pelo antigo Ramal até Cachoeiras de Macacu.

Em 1973, o trecho foi oficialmente erradicado, acabando de vez com a histórica Linha do Cantagalo.

 

A ESTAÇÃO:

Seguindo pela Linha do Cantagalo a página otremexpresso chega à Parada Agente Maia com as importantes contribuições de Gabriel Paulino e Cleiton Pieruccini. 

A antiga e histórica Estação Parada Agente Maia, na Linha do Cantagalo, ainda está lá, perdida no meio da serra entregue ao abandono. O antigo leito ferroviário que passa em frente a ela foi transformado em uma estradinha de terra.



Nas duas fotos abaixo, a Parada Agente Maia em importantes registros de Cleiton Pieruccini feitos em março de 2009.



Antigo leito ferroviário passando em frente à Parada Agente Maia, do acervo de Gabriel Paulino-AFMB.