quinta-feira, 11 de junho de 2026

EM SOBRAL PINTO, BELAS HISTÓRIAS DA E.F.L.

Muito bem acompanhado do Sr. Josa e Dna. Teresinha.

O pequeno, mas belo ferromodelo do Sr. Josa com detalhes bem interessantes.

Uma das belas pinturas em quadro da artista local Madalena, retratando as ferramentas de trabalho do Sr. Josa.


E a página otremexpresso continua a me proporcionar grandes e históricos momentos.

No dia 09 de junho estive mais uma vez na agradável comunidade de Sobral Pinto, localidade que possui uma bela, preservada e bem cuidada Estação da antiga E.F.L.

Objetivo: um encontro com o ferroviário aposentado Josá Emiliano Soares, mais conhecido como Sr. Josa.

Tudo teve início em minha visita à Estação Parada Nadir em agosto de 2025. Ao encontrar a Parada, encontrei também o casal Sr. Josa e Dna. Teresinha, proprietários de um sítio nas imediações da mesma. Foi o Sr. Josa que me mostrou a Parada Nadir, contando também um pouco de suas histórias como ferroviário, tendo trabalhado na conservação da linha férrea em grandes trechos da E. F. Leopoldina. Foi um breve encontro, de onde veio o convite para uma visita a sua residência em Sobral Pinto.

Passados 10 meses, finalmente tive a oportunidade de visita-lo. E que visita, meus amigos!!!

Momento de conhecer sua família e suas histórias sendo muito bem recebido pelo Sr. Josa, sua esposa Dna. Teresinha, seu filho José Carlos – o Sobral – e por Márcia. Muita conversa boa, muitas histórias, oportunidade de conhecer seu acervo de antigas ferramentas de trabalho, um pequeno ferromodelo com detalhes bem interessantes, antigas ferramentas e outras peças. Enfim, uma tarde extremamente agradável!

Sr. Josa guarda com cuidado as antigas "ferramentas de trabalho" que usava na manutenção dos trechos ferroviários por onde passou, tendo trabalhado muito tempo na manutenção do trecho de Cataguases a Ubá, do qual Sobral Pinto faz parte. Lembranças de momentos de manutenção na linha em noites frias e de chuva, quando tinha que percorrer todo o trecho para identificar os problemas e realizar a devida manutenção usando os lampiões de carbureto – as famosas Cambonas e os Gasômetros – destacando: “elas iluminavam pra caramba!!!”.

Oportunidade de conhecer a bela coleção de pinturas em quadros da artista local Madalena, retratando exatamente as ferramentas e demais instrumentos de trabalho do Sr. Josa.

Oportunidade também de conhecer a belíssima coleção de antigas peças de louça de Dna. Teresinha; seu belo oratório de Nossa Senhora; o “Carro de Boi” idealizado e trabalhado por ela e pelo Sr. Josa.

Enfim, momentos que só a página otremexpresso pode me proporcionar.


Homenagem recebida pelo Sr. Josa em evento festivo tendo como tema a importância histórica da ferrovia para a comunidade.


Entre as peças históricas destaco, à esquerda na foto, o “Gasômetro” - tipo de lampião de carbureto que os operários usavam nos trabalhos noturnos.


O ferromodelo do Sr. Josa com algumas peças expostas. Entre elas, o capacete e o lampião.


Pinturas em quadros da artista local Madalena retratando as ferramentas e demais instrumentos de trabalho do Sr. Josa.



Ao lado do ferromodelo, o “Carro de Boi” idealizado e trabalhado por Dna. Teresinha e pelo Sr. Josa.


Belíssimo trabalho em madeira talhada de José Carlos – o Sobral.


A também belíssima coleção de antigas peças de louça de Dna. Teresinha.


Devota de Nossa Senhora, Dna. Teresinha mantém um belo oratório com todas as imagens sacras que recebeu ao longo de sua vida.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Estação PARADA BANDEIRANTES - Sua Plataforma ainda resiste ao abandono.

Acima e na sequência abaixo, a plataforma foi o que restou da Parada Bandeirantes. Fotos Paulo Neiva Pinheiro.

A antiga Parada fica atrás do Posto Shell, beirando a BR-101. O acabamento da Plataforma ainda resiste. 

A Parada Bandeirantes e a Linha do Litoral. A estrutura da Plataforma ainda preservada no local.

Paulo Neiva Pinheiro sobre a plataforma da antiga Parada Bandeirantes.



tangua


Parada BANDEIRANTES


duque


venda-das-pedras

   


Município: Itaboraí–RJ

Linha do Litoral – Km 91,196

Altitude: 24m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga Plataforma.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1874-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a PARADA BANDEIRANTES, mas o amigo e grande colaborador de nossa página Paulo Neiva Pinheiro  esteve lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à PARADA BANDEIRANTES em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Bandeirantes era usada para embarque e desembarque de pessoas e eventualmente de cargas, geralmente produtos agrícolas em geral produzidos nas redondezas da localidade. A Parada fica às margens da BR-101 no município de Tanguá-RJ, atrás de um posto de gasolina da Shell - Posto Retiro dos Bandeirantes. Mesmo totalmente abandonada, as ruínas de sua plataforma ainda estão lá, mostrando a qualidade das antigas construções ferroviárias. Uma longa e estreita plataforma que, pelo visto, era mais usada para cargas do que para passageiros. Ali devia haver alguma fábrica que usava a Parada para escoar sua produção, pois a região já era bem povoada na época dos Trens na Linha do Litoral. Desconfio ter sido essa Parada construída pela Cia. Ferro Carril Niteroiense em 1874, mas não tenho certeza. Ela seria umas das Paradas existentes no trecho Niterói x Rio Bonito. Fica localizada no bairro Bandeirantes, em Tanguá-RJ. Uma das poucas Paradas com sinais visíveis de sua existência. Encontrei a Parada Bandeirantes através de informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960 - onde podemos vê-la listada no KM 91.196 - e medição feita por mim usando o Google Maps. Não encontrei a data de sua construção.”


A Parada Bandeirantes listada no livro e sua quilometragem grifada em vermelho por Paulo Neiva.


A Plataforma de pedra da antiga Parada ainda existia em outubro de 2022. Repare nas fotos a linha do Trem, desativada há muito, e na foto da direita o posto da Shell junto à linha - o posto tem a forma quadrada com a concha da Shell, minúscula neste caso. (Fotos Edson Vander Teixeira e Google Maps).

Não sabemos até quando estará lá, por isso a importância de se registrar.

O acabamento feito na rampa da Plataforma de embarque ainda no lugar.

A Parada com sua longa e estreita Plataforma de Embarque.

A antiga Parada fica atrás do Posto Shell, beirando a BR-101.

Raridade! Poucas ainda estão assim, com sua plataforma ainda preservada. São pouquíssimas mesmo! A maioria já foi demolida.

Quem puder ir registrar que o faça. Restam poucos vestígios de PE’s como essa.


sábado, 30 de maio de 2026

ESTAÇÃO RIO DOS ÍNDIOS - À beira da BR-101, dela só restou a Plataforma.

Paulo Neiva Pinheiro já havia visitado o local anteriormente, mas na época estava completamente tomado pelo mato. Mas em 2024, o mato estava queimado, sendo possível ver os detalhes das ruínas da antiga Estação Ferroviária de Rio dos Índios.

O angulo de subida/descida da plataforma, toda construída com pedras de cantaria. Um capricho enorme, coisa de construção de época.


Acima e abaixo, a plataforma foi o que restou da Estação de Rio dos Índios.  Fotos feitas por Marcelo Cardozo em 2007.


A Linha do Litoral ainda visível. Aqui não houve o roubo, pois muito próximo daqui tem um posto da PRF.

A plataforma da Estação de Rio dos Índios. Ao fundo a pista da BR-101.

Desse ângulo, pelo tamanho da plataforma dá para ver que a Estação de Rio dos Índios devia ser grande.

Paulo Neiva Pinheiro em frente ao local da antiga Estação de Rio dos Índios. Dela só restou a Plataforma.



rio-bonito


dona-ana-cesar

mourao


Estação RIO DOS ÍNDIOS


tangua

   


Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 93,346

Altitude: 34m

Estação inaugurada em: 21 de junho de 1879

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Marcelo Cardozo

Uso atual: Demolida. Só restou a sua plataforma.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1879-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Rio dos Índios, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro e Marcelo Cardozo estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO RIO DOS ÍNDIOS em 2024, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Rio dos Índios foi entregue em 1879, pela Cia. Ferro Carril Niteroiense. A data, única referência encontrada, está numa notícia de jornal deste ano (ver caixa na última foto). Esta ferrovia foi comprada depois pela E. F. Cantagalo; esta pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina, em 1887. A Estação foi demolida ainda nos anos 1970, de acordo com Marcelo Cardozo. Já havia o local anteriormente, mas na época ele estava completamente tomado pelo mato, sendo impossível de se fazer um bom registro de suas ruínas. Mas passando pela BR-101 em agosto de 2024, vi que o mato foi queimado e as ruínas voltaram a ficar à mostra, o que me encorajou de ir no locar fazer os registros atuais.”


Mesmo com muito mato no local, podemos ver claramente o contorno da antiga plataforma de embarque.

Plataforma de 1879, linda toda feita com pedras de cantaria. Para termos uma vaga ideia, essa Estação foi construída 9 anos antes da Abolição da Escravatura.


Notícia da inauguração da Estação de Rio dos Índios - O Fluminense, 25/6/1879.


Pelo que podemos ver era uma Estação grande, devia ser linda.

A parte dos fundos da Estação, ainda tem trilhos fincados por lá.

Construída com tijolinhos maciços, uma relíquia.



E essa estrutura arredondada feita com tijolos maciços?


Acima e abaixo, o Poço que atendia à Estação e ao Agente da Estação, que devia morar na própria Estação mesmo.


Viatura estacionada para registrar o que sobrou da antiga Estação.