sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ESTAÇÃO ARACUÍ - O único marco da ferrovia em Castelo está ruínas, mas ainda há tempo de restaurá-la.

Acima e nas três fotos abaixo, a Estação de Aracuí em 2021, já com parte de sua cobertura com telhas de amianto desabando. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.




Nas duas fotos abaixo, a Estação de Aracuí em 2026, já com parte de seu telhado e parte da parede de uma de suas cabeceiras desabando. A única e importante página da história da ferrovia em Castelo pede socorro. Fotos extraídas do Google Maps.


Abaixo, a Estação de Aracuí em 2005 ainda em boas condições, importante registro de Marcos A. Farias.


Abaixo, Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Aracuí em 2021. Ela já pedia atenção, mas ainda estava em condições de uma boa reforma. 




castelo


Estação ARACUÍ
Antiga Santo André

conduru



Município - Castelo-ES
Ramal de Castelo: Km 16.600 (aproximado)
Altitude: ?
Estação inaugurada em: 15 de setembro de 1887.
Visitei a Estação em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; do Google Maps e de Marcos A. Farias.
Uso atual: Fechada e desabando.
Situação Atual – Ramal erradicado. Sem trilhos.


Cia. Lloyd Brasileiro (1887-1898)
Espírito Santo and Caravellas Ry. Co. Lmtd. (1898-1907)
E. F. Leopoldina (1907-1963)



HISTÓRICO DA LINHA: 

O Ramal de Castelo teve sua construção iniciada pela E. F. de Itapemirim, em 1886 tinha pouco mais de 21 km. Saía da Estação de Matosinhos (Coutinho), na linha Cachoeiro do Itapemirim-Alegre, mais tarde chamada de Ramal Sul do Espírito Santo. O Ramal foi aberto ao público em 1887 pela empresa que administrava a estrada na época, a Cia. Lloyd Brasileiro. Em 1898 a ferrovia foi adquirida pela Espirito Santo and Caravellas Railway Company Limited, e, em 1907, foi adquirida pela Leopoldina. O Ramal foi fechado em 06 de dezembro de 1963.

 

A ESTAÇÃO: 

Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação de Aracuí em 2021, quando fez os registros apresentados nesta matéria. 

A Estação de Santo André e o Ramal, ligando a Estação de Matosinhos (Coutinho) a Castelo, tiveram a construção iniciada pela E. F. de Itapemirim, em 1886. Nos anos 1940 a Estação teve o nome alterado para Estação Aracuí. O Ramal funcionou pelo menos até 1962. O Guia Levi de setembro deste ano ainda acusa trens de passageiros no trecho. Era uma viagem diária, de ida e de volta, em Trens que faziam o trecho Cachoeiro-Coutinho-Castelo em pouco mais de duas horas. A linha foi oficialmente suprimida em 06 de dezembro de 1963. Aracuí fica a 4 quilômetros e meio de Castelo. A Estação se encontra em estado de abandono, já tendo desabado parte de seu telhado e parte da parede de uma de suas cabeceiras.

Como foi citado em depoimento na página do Facebook “Descubra Castelo”... “Praticamente não restou nada da história ferroviária em Castelo. Apenas algo que vagamente remete a alguma coisa ligada a trens, mas totalmente desfigurada, é a Estação de Aracuí, que a qualquer hora desaba e finalmente tudo acaba de vez!”


Nas três fotos abaixo extraídas do Google Maps, a Estação de Aracuí em 2026, já com parte de seu telhado e parte da parede de uma de suas cabeceiras desabando. Única e importante página da história da ferrovia em Castelo merece ser preservada.





Na sequência abaixo, a Estação de Aracuí em detalhes. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro, que visitou a Estação em 2021.








Nas duas fotos abaixo, a Estação de Aracuí em 2005 ainda em boas condições de uma boa reforma, importantes registros de Marcos A. Farias.



Abaixo, duas fotos da Estação de Aracuí em 2024 já pedindo atenção, mas ainda estava em condições de uma boa reforma. Foto extraída do Google Maps.



Abaixo, prédios dos tempos da ferrovia localizados próximos à antiga Estação que despertaram a atenção de Paulo Neiva Pinheiro.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Estação POSTO TELEGRÁFICO PENA - Parada estratégica na serra para Nova Friburgo.

Acima, mais um Histórico e Belíssimo registro fotográfico enviado pelos amigos do IPHAN destacando o antigo prédio do Posto Telegráfico Pena.

Abaixo, belo e antigo registro do acervo da AFMB, onde vemos o pátio do Posto Telegráfico Pena e a Caixa d'água, existente até os dias de hoje.


Abaixo, registro de Cleiton Pieruccini feito em março 2009, onde vemos a Caixa d'água, existente até os dias de hoje.


Abaixo, o trecho por onde passava o leito ferroviário, vendo-se ao fundo, a antiga Casa de Turma. Do acervo da AFMB.


Abaixo, em destaque, a antiga Casa de Turma. Do acervo da AFMB.



nova-friburgo

muri

teodoro-de-oliveira

registro


Estação POSTO TELEGRÁFICO PENA


pindorama


   

Município: Cachoeiras de Macacu–RJ

Linha do Cantagalo – Km 127,911

Altitude:  ?

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Registros fotográficos de Cleiton Pieruccini; do IPHAN e do acervo da A F M B.

Uso atual: Sua antiga Casa de Turma serve de moradia. 

Situação Atual – Linha erradicada, sem trilhos. 

 

E. F. Cantagalo (?/1887)

E. F. Leopoldina (1887-1967)



HISTÓRICO:

O Posto Telegráfico Pena fazia parte da Linha do Cantagalo, que tinha início na Estação de Porto das Caixas e seguia sentido à Nova Friburgo. No trecho entre Porto das Caixas e Cachoeiras de Macacu o Trem seguia nos moldes tradicionais. Para vencer a serra e chegar à Nova Friburgo, ao chegar a Cachoeiras de Macacu, era adotado o sistema Fell até a Estação de Teodoro de Oliveira passando pelo Posto Telegráfico Pena. 

De Teodoro de Oliveira, o Trem seguia nos moldes tradicionais pela Linha do Cantagalo.

Veio então o triste período da decadência das Ferrovias com o completo desinteresse do governo, reduzindo drasticamente os investimentos - tendência que atingiu todas as ferrovias brasileiras – e a Linha do Cantagalo foi sendo fechada por partes: o trecho entre Cachoeira de Macacu e Portela, passando pelo Posto Telegráfico Pena, foi desativado em maio de 1964, sendo definitivamente suprimido em 1967; enquanto que o trecho inicial de Porto das Caixas até Cachoeiras foi suprimido em 1973. Mas os Trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo/Portela e em julho de 1964 no trecho Cachoeira de Macacu/Cantagalo.

O trecho entre Porto das Caixas e Cachoeira de Macacu foi o último da já centenária Linha do Cantagalo a ter os Trens de passageiros suspensos, que ocorreu em 1969. No seu período final de atividade, entre 1965 e 1969, ainda trafegavam Trens que vinham de General Dutra e entravam pelo antigo Ramal até Cachoeiras de Macacu.

Em 1973, o trecho foi oficialmente erradicado, acabando de vez com a histórica Linha do Cantagalo.

 

A ESTAÇÃO:

O Posto Telegráfico Pena não tem data de inauguração conhecida. Dele sobrou apenas a antiga Casa de Turma - hoje servindo de moradia - e a Caixa dágua. 

Cleiton Pieruccini visitou a Estação em março de 2009, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato: "Depois de uma caminhada quase ininterrupta, avistamos algumas construções. É o PT Pena. Há algum tempo estive lendo sobre essa localidade onde dizia ser um lugar muito procurado pelos turistas. E com absoluta razão, o local é muito bonito e parece que o tempo não passou ali. Ainda não há energia elétrica nessa localidade. Paramos para bater uma foto da caixa d'água que deveria ter pertencido ao posto e poucos metros à frente avistamos um casarão com a inscrição EFL-RFFSA".


Abaixo, em destaque, a antiga Casa de Turma em março de 2009. Do acervo de Cleiton Pieruccini.

A antiga Casa de Turma em março de 2009 vista pelo lado oposto. Do acervo de Cleiton Pieruccini.


A antiga Caixa d'água em março de 2009 vista pelo lado oposto ao da primeira foto apresentada. Do acervo de Cleiton Pieruccini.


A antiga Casa de Turma em 1975. Foto de José Alves Vasconcelos.



Abaixo, mais um registro da antiga Casa de Turma. Do acervo da AFMB.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ESTAÇÃO VALA DO SOUZA - Mais conhecida como JERÔNIMO MONTEIRO - nome do Município - no Ramal Sul do Espírito Santo.

Acima, histórico registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda com os trilhos e passageiros aguardando na plataforma. Do acervo de Marcos A. Farias.

Abaixo, a mesma Estação um pouco descaracterizada com o anexo que a transformou em Escola Municipal.


Nas três fotos abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro sob o olhar de Paulo Neiva Pinheiro.


Abaixo, antigo registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda com seu dístico. Foto de Paulo Henrique Thiengo feita em agosto de 1982, quando nela funcionava a Cooperativa de Laticínios.


Nas três fotos abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro sob o olhar de Da Silva Junior.


Da Silva Junior e a Estação de Jerônimo Monteiro.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Jerônimo Monteiro.





Estação VALA DO SOUZA

JERÔNIMO MONTEIRO - Antiga Sabino Pessoa

cristal
flora
pacotuba
sao-joao-da-mata

coutinho



Município - Jerônimo Monteiro-ES
Ramal Sul do Espírito Santo: Km 519,507 (1960).
Altitude: 121m
Estação inaugurada em: 1894.
Visitei a Estação em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro.
Uso atual: Escola Municipal.
Situação Atual – Trecho declarado erradicado, sem trilhos.


E. F. Leopoldina (1894-1972)




HISTÓRICO:

Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro visitaram a Estação de Vala do Souza - Jerônimo Monteiro recentemente e em momentos distintos, quando fizeram os registros apresentados nesta matéria. 

Segundo o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht, nossa referência na história da E. F. Leopoldina... “O Ramal Sul do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E. F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas adquiridas pela Leopoldina em 1908. A E. F. Caravelas partia de Vitória para Castelo, de um lado; e para Rive, do outro; bifurcando na Estação de Matosinhos (Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas Gerais, na Linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26 de outubro de 1972. O outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua erradicação, em 05 de novembro de 1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro até próximo à Estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das diversas serrarias dessas pedras que existem na região.”


A ESTAÇÃO: 

Para entender melhor sobre a história da Estação de Vala do Souza – Jerônimo Monteiro - trazemos o importante relato de Ralph Mennucci Giesbrecht publicado em sua página estacoesferroviarias:

“A história desta Estação se confunde com a da parada Cristal.
Em 23 de julho de 1894 foi inaugurada uma Estação ferroviária provisória na Valla do Souza com o nome da localidade.
Porém, antes mesmo de ser inaugurada a referida Estação, Cândido José Bossois, grande cafeicultor na localidade Cristal (hoje Jerônimo Monteiro), acompanhado pelo seu genro Antônio Egydio de Souza Lima e de Francisco Martins arrastavam grandes toras para o leito da estrada obrigando o Trem a parar, pois precisavam descarregar as mercadorias que haviam comprado para suas fazendas. Esta parada forçada era feita na sede da Fazenda Cristal (centro de Jerônimo Monteiro), onde Cândido José Bossois havia construído uma Estação, para que o Trem ali parasse. Esta Estação se localizava onde hoje é o Banco Banestes em Jerônimo Monteiro e não foi reconhecida na época. Esta parada forçada continuou a ser feita mesmo após a inauguração da Estação da Valla do Souza. Devido à insistência destes cafeicultores, que forçavam a parada do Trem na nascente povoação do Cristal, a Estrada de Ferro Caravellas resolveu reconhecer as duas Estações, assim o Trem parava na primeira Estação da Valla do Souza - depois Parada Cristal - e 2 km acima no povoado do Cristal - centro de Jerônimo Monteiro. 
É importante informar que a sede do distrito da Valla do Souza era onde é hoje o bairro Parada Cristal. No local do atual centro da cidade de Jerônimo Monteiro, localizava-se o povoado denominado Sabino Pessoa, nome herdado da Estação de ferro. Antes da inauguração da Estação de Sabino Pessoa, o povoado tinha a denominação de Cristal, nome herdado da fazenda fundada por Cândido José Bossois. Com a substituição dos distritos por Vilas em 1943, foi suprimido o nome Sabino Pessoa, passando o nome para Vila da Valla do Souza. Mais tarde o distrito recebeu este mesmo nome. Devido a estas mudanças de nomes, a Estrada de Ferro Leopoldina resolveu alterar o nome da primeira parada de trens de Valla do Souza para Parada Cristal em 10 de maio de 1946 (ver caixa abaixo).
Notar que os dois parágrafos acima (de autoria de Cheyenne Figueiredo Cotta) são bastante confusos, tentando explicar como se alternaram os nomes de duas estações deste ramal, uma, a Parada Cristal, outra, Valla do Souza, além de outros nomes para as mesmas localidades, Jerônimo Monteiro e Sabino Pessoa. Os nomes que sobrevivem hoje são o do município de Jerônimo Monteiro e o do bairro de Parada Cristal. Trens de passageiros circularam por ali até 1967.
Segundo Joseni Gouvêa, depois do fechamento da ferrovia "a Estação no município de Jerônimo Monteiro foi comprada pela cooperativa dos produtores de leite da bacia do Itapemirim, aqui conhecida como Cooperativa SELITA, passando a e abrigar um entreposto comercial da cooperativa. Foi preservada em parte pela SELITA, a plataforma ainda estava como era nos tempos da Leopoldina".
A plataforma foi recentemente alterada, as portas foram transformadas em janelas, além da construção de um muro/parede na cabeceira, ao lado da rampa da plataforma, como se vê nas fotos abaixo. O dístico teria sido retirado no ano de 2005, quando nela funcionava uma escola da Prefeitura.


Abaixo, mais um histórico registro da Estação de Jerônimo Monteiro ainda em atividade.


Acima e abaixo, registros da Estação de Jerônimo Monteiro inativa e já sem os trilhos. Do acervo de "ijsn.es.gov".


Abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro em mais três registros de Paulo Neiva Pinheiro.





Abaixo, a Estação de Jerônimo Monteiro em mais três registros de Da Silva Junior.