terça-feira, 25 de agosto de 2026

ROCHEDO DE MINAS - Mais uma bela e histórica descoberta: a segunda Ponte Ferroviária.

Acima e abaixo, a belíssima Ponte Ferroviária construída pela Leopoldina Railway em 1884/85 ainda resiste com suas cabeceiras de grandes pedras em perfeitas condições mais de 40 anos após o fim da ferrovia na região.


As letras LR gravadas em alto relevo se destacam em uma das cabeceiras.


Os “guias” Gabriel Samuel, que me levaram até a verdadeira “obra de arte” da Leopoldina Railway em Rochedo de Minas.


No dia 20 de agosto sai para um passeio despretensioso, quando resolvi entrar em Rochedo de Minas. Nem imaginava as grandes surpresas que me aguardavam.

Ao chegar à Estação, a primeira bela e gratificante surpresa! Encontrei o belíssimo prédio passando por obras de restauração. A lateral oposta à plataforma já está praticamente pronta. Conversei com uma profissional da secretaria de cultura, que funciona numa das salas da Estação, que confirmou todo o trabalho que está sendo feito, dizendo que haverá um evento festivo na reinauguração do prédio ao final das obras.

Muito feliz com a novidade, parti então para a Ponte Ferroviária que existe ainda na área urbana de Rochedo seguindo em direção a Roça Grande, ponte que havia visitado apenas uma vez em junho de 2013, que já foi tema de postagem aqui na página.

Mesmo já tendo passado tanto tempo, encontrei a Ponte ainda nas mesmas condições, apesar de perceber o crescimento da área urbana naquela região. Enquanto fazia as fotos da Ponte, conversei com Josimar, morador vizinho da mesma. E nesta conversa, veio a segunda grande surpresa do dia: A informação de que existe outra Ponte Ferroviária na área rural, do outro lado de Rochedo, vindo de Bicas, mas já bem próxima da área urbana. Após as fotos, segui então para tentar encontrar mais esta relíquia.

Seguindo a rua pelo antigo leito da ferrovia no outro extremo da cidade, já quase no final do calçamento, encontrei uma família à sombra de uma árvore. Parei para pedir informações e acabei conhecendo mais dois jovens “historiadores ferroviários”, os meninos Gabriel e Samuel – primos - que rapidamente confirmaram a existência da ponte, colocando-se à disposição para me levar ao local. Na caminhada, foram me falando dos detalhes da ponte, como as letras LR em alto relevo que tinha numa das cabeceiras e nomes também em alto relevo na outra cabeceira. A curiosidade ia aumentando à medida que seguíamos em caminhada, com os meninos mostrando que todo o trajeto da caminhada era na verdade o antigo leito ferroviário - já coberto pelo mato.

Após uma curva, eis que surge um riacho com muitas árvores ao redor e, lá no meio, escondida nas sombras das árvores, a “belíssima” e muito bem estruturada Ponte Ferroviária com suas Cabeceiras em grandes pedras em perfeitas condições, construída por volta de 1884/85 pela Leopoldina Railway. A qualidade de sua construção fica evidenciada quando pensamos que os Trens deixaram de passar por ali a mais de 40 anos, uma obra de valor histórico incalculável literalmente esquecida.

As fotos comprovam a beleza e a qualidade de sua estrutura e do projeto como um todo.

Ou seja: um passeio despretensioso transformou-se numa tarde de grandes descobertas!


Detalhes da bela Ponte Ferroviária.




Na outra cabeceira da Ponte, outros nomes em alto relevo. 


Não consegui uma leitura completa, mas é possível ler “...DICKSON” na linha de cima e “...MAGALHAES” na linha de baixo. Pode ser o nome do engenheiro responsável pela obra.

As letras LR gravadas em alto relevo se destacam em uma das cabeceiras.



Acompanhado de meus “guias” Gabriel – acima – e Samuel – abaixo – conheci mais uma “obra de arte” da Leopoldina Railway em Rochedo de Minas.

domingo, 16 de agosto de 2026

Estação ALCÂNTARA - Ela ainda está lá, descaracterizada servindo de moradia.

Acima e abaixo, a Estação de Alcântara em dois tempos. Acima, a Estação em 2009, quando ainda era possível identificá-la com clareza, bem como ver dos trilhos da Linha do Litoral - Foto Cleiton Pieruccini.

Abaixo, a Estação pouco tempo depois, em 2010, já com o mato começando a tomar conta de tudo - Foto de Carlos Latuff.


Paulo Neiva esteve na Estação de Alcântara em 2022: "Esta é a parte de trás da Estação. Não tive acesso ao outro lado para que pudesse ver a plataforma."

O dístico escrito “Lampadosa” está ali, mas não consegui o ângulo ideal para fotografar.

Prédio construído em 1927, a Estação estava servindo de moradia em 2022.

Fizeram um puxadinho na antiga Estação.


A Estação de Alcântara, em 09/2004. Foto Carlos Latuff.


A foto de Carlos Latuff em 2010 já mostrava a situação precária da Estação.


A Estação em 1934. O prédio era diferente do atual. Ou teria sido reformado e diminuído? Revista da Semana, 14/4/1934.


Ao lado tem uma oficina mecânica. Como era domingo, não consegui entrar para umas fotos mais nítidas do dístico com o nome “Lampadosa”. Gostaria muito de ter acessado o outro lado, onde fica a plataforma e sua cobertura.




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guaxindiba

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Estação ALCÂNTARA

Antiga Pedro de Alcântara e Lampadosa


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Município: São Gonçalo–RJ

Linha do Litoral – Km 92,843

Altitude: ?

Estação inaugurada em: 09 de julho de 1927

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; Cleiton Pieruccini e Carlos Latuff.

Uso atual: Servido de moradia.

Situação Atual – Sem os trilhos, tráfego suspenso. 

 

E. F. Leopoldina (1927-1975)

RFFSA (1975-1984)

CBTU (1984-1994)

Flumitrens (1994-1998)

CENTRAL (1998-2007)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia consttuído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 1980 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. Em 2007 desapareceram os trens que ainda ligavam Niterói a Visconde de Itaboraí.”

 

A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Alcântara, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro; Cleiton Pieruccini e Carlos Latuff enriqueceram esta matéria com belas fotos

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO ALCÂNTARA em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Pedro de Alcântara foi inaugurada em 1927. Depois se tornou somente “Alcântara”. Também chegou a se chamar “Lampadosa”. Em 2022 visitei o local da Estação que serve hoje como moradia. Só se consegue acessar a parte de trás da Estação; a parte onde tem a plataforma e a cobertura de um lado muraram e do outro lado está completamente tomada pelo mato. Eu cheguei ir bem próximo a ela, mas chegou um ponto que era impossível prosseguir, pois o mato estava muito alto e havia lama em um ponto. Foi o que me fez voltar de onde tinha vindo, um pontilhão sobre o Rio Alcântara no qual tive de passar e ainda passar por cercas de arame farpado. É isso mesmo, cercaram o antigo leito ferroviário com arame de um lado e fizeram um muro do outro! Eu consegui visualizar o antigo nome “Lampadosa” no dístico, mas infelizmente não tive como fotografar pois o ângulo não permitia.”



Prédio histórico, que já poderia ter sido tombado pelo IPHAN, segue recebendo descaracterizações.

Quando cheguei à Estação já era fim da tarde.

As luzes já estão acendendo, o dia está terminando e essa missão foi cumprida.


Aqui, um pontilhão sobre Rio Alcântara, tomado de esgoto.

Restos de dormentes do antigo leito ferroviário. Os trilhos já foram todos arrancados.

Na sequência abaixo, seguindo pelo antigo leito ferroviário já sem os trilhos.



Fim da linha - Daqui para frente foi impossível prosseguir, pois a região aqui é pantanosa e eu teria de andar por dentro da lama. Daí, decidi retornar.

Por essas ruas passavam os trilhos, já arrancados.



quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Estação PAPUCAIA - O antigo e histórico prédio resiste ao tempo, sendo usado como moradia.

Acima e nas três fotos abaixo, registros do Google Maps feitos em abril de 2026 mostrando que a Estação de Papucaia ainda está lá, servindo como moradia.




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Estação PAPUCAIA


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Município: Cachoeiras de Macacu–RJ

Linha do Cantagalo – Km 95,884

Altitude:  ?

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos do Google Maps; de Cleiton Pieruccini; Edson Vander e Fábio Paixão.

Uso atual: Moradia. 

Situação Atual – Linha erradicada, sem trilhos. 

 

E. F. Leopoldina ( ? -1973)



HISTÓRICO:

Estação de Papucaia fazia parte da Linha do Cantagalo, que tinha início na Estação de Porto das Caixas e seguia sentido à Nova Friburgo. No trecho entre Porto das Caixas e Cachoeiras de Macacu o Trem seguia nos moldes tradicionais passando por Papucaia. Para vencer a serra e chegar a Nova Friburgo, ao chegar a Cachoeiras de Macacu, era adotado o sistema Fell até a Estação de Teodoro de Oliveira. De lá, o Trem seguia nos moldes tradicionais pela Linha do Cantagalo.

Veio então o triste período da decadência das Ferrovias com o completo desinteresse do governo, reduzindo drasticamente os investimentos - tendência que atingiu todas as ferrovias brasileiras – e a Linha do Cantagalo foi sendo fechada por partes: o trecho entre Cachoeira de Macacu e Portela foi desativado em maio de 1964, sendo definitivamente suprimido em 1967; enquanto que o trecho inicial de Porto das Caixas até Cachoeiras, passando por Papucaia, foi suprimido em 1973. Mas os Trens de passageiros acabaram antes: entre 1962 e 1963 no trecho Cantagalo/Portela e em julho de 1964 no trecho Cachoeira de Macacu/Cantagalo.

O trecho entre Porto das Caixas e Cachoeira de Macacu foi o último da já centenária Linha do Cantagalo a ter os Trens de passageiros suspensos, que ocorreu em 1969. No seu período final de atividade, entre 1965 e 1969, ainda trafegavam Trens que vinham de General Dutra e entravam pelo antigo Ramal até Cachoeiras de Macacu.

Em 1973, o trecho foi oficialmente erradicado, acabando de vez com a histórica Linha do Cantagalo.

 

A ESTAÇÃO:

Existem poucas informações sobre a Estação de Papucaia, na Linha do Cantagalo. Também não sabemos a data de sua abertura. Atualmente o antigo prédio da Estação é usado como moradia, resistindo e mantendo viva a história da Linha do Cantagalo na localidade. 

Graças à importante contribuição do Google Maps, foi possível localizá-la em registros feitos em abril de 2026.


Abaixo, a Estação de Papucaia em agosto de 2023. Foto de Fábio Paixão.


Abaixo, a Estação de Papucaia em agosto de 2006. Foto de Cleiton Pieruccini.


Abaixo, a Estação de Papucaia em 2010 em registros de Edosn Vander.





Abaixo, mais dois registros do Google Maps feitos em novembro de 2011 mostrando a Estação de Papucaia.