segunda-feira, 23 de março de 2026

ESTAÇÃO JUTURNAÍBA - Desativada nos anos 1960, ela resistiu ao tempo e em 2022 estava sendo reformada para fins turísticos.

Acima e na sequência abaixo, belos registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Juturnaíba passando por reformas para ser usada com fins turísticos.

Placa registrando a reforma da Estação de Juturnaíba para fins turísticos.

Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Juturnaíba em 2022.



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indaiaçu

poço-d'anta


JUTURNAÍBA


engenhoca

   


Município: Silva Jardim–RJ

Linha do Litoral – Km 141,882

Altitude: 10m

Estação inaugurada em: ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Cleiton Pieruccini.

Uso atual: Em 2022, passava por grande reforma para ser usada pela prefeitura de Silva Jardim com fins turísticos.

Situação Atual – Sem trilhos. Este trecho da Linha do Litoral foi desativado para a construção da barragem de Juturnaíba.

 

E. F. Leopoldina ( ? -1975)

RFFSA (1975-1996)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO JUTURNAÍBA em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Juturnaíba deve ter sido inaugurada no início da década de 1880, pois em 1882 foi inaugurado o trecho que ia de Rio Bonito a Juturnaíba pela E.F Cantagalo. Podemos ver no velho dístico da Estação que a grafia do seu nome era Juturnahyba, hoje mudado para Juturnaíba. A Estação provavelmente servia para escoar os pescados provenientes da Lagoa de mesmo nome, pois nos fundos dela existia um pequeno ancoradouro para embarcações, que também deviam trazer passageiros do outro lado da Lagoa (Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia etc...) para viajarem para Rio, Niterói, Macaé, Campos e etc... Em 2016, o prédio continuava servindo como depósito e muito deteriorado. É que, no início dos anos 60 (1961), o traçado da ferrovia sofreu uma modificação e os Trens deixaram de passar pela beira da Lagoa, ficando esta Estação desativada e abandonada, não pertencendo mais à Linha do Litoral desse ano em diante. Posteriormente os trilhos desse antigo traçado que foi retificado foram todos removidos não existindo mais vestígios deles. Essa retificação deu uma diferença de 4 quilômetros a menos de linha para a operadora, na época a RFFSA. Na década de 1980 foi construída a Represa de Juturnaíba. Após esta retificação da Linha do Litoral, foi então construída uma Estação mais à frente, sentido Silva Jardim, que antes era uma Parada Ferroviária simples, próxima a Fazenda Engenhoca, vindo a Estação a receber este mesmo nome - Estação Engenhoca. Quando estive no local em 2022, a Estação de “Juturnahyba” estava sendo reformada pelo Governo Federal, que pretendia revitalizar a área que estava abandonada anteriormente visando sua exploração turística. Aproveitei para deliciar um saboroso peixe num restaurante que fica às suas margens.”



Em 29 de outubro de 2009, Cleiton Pieruccini, visitou a ESTAÇÃO JUTURNAÍBA quando fez a foto apresentada acima. Segue abaixo seu relato sobre esta visita:

"Estive recentemente na Estação de Juturnaíba. Os únicos meios de se alcançar a Estação são de carro ou a pé. Não há mais transporte coletivo para o lugarejo. Contei com os serviços de um táxi para poder chegar até lá. A estrada é feita de barro batido e a paisagem na sua quase totalidade é formada por pastagens (...) Chegando ao centro do povoado após 12 kms de estrada, lá está a velha Estação de 'Juturnahyba' às margens da represa de mesmo nome. A primeira constatação que se faz é que não há trilhos. Pelo menos os últimos 2 km do caminho pertenciam ao velho leito. Depois de algumas pesquisas conclui-se que essa retificação foi feita em meados dos anos 1960. Através do Google Maps é possível observar que o velho traçado foi invadido em alguns pontos pelas águas da represa de Juturnaíba. Como curiosidade, esta represa teve seu enchimento entre 1982 e 1984 e é responsável pelo abastecimento de água da Região dos Lagos. A velha Estação, apesar de mal conservada, continua de pé e ao que parece servindo de depósito à população local"



Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2022 mostrando a Estação de Juturnaíba passando por reformas.




Nas quatro fotos abaixo, a base da antiga Caixa d'água que atendia às Locomotivas na Estação de Juturnaíba.




Na sequência abaixo, registros da grande reforma por que passava a Estação de Juturnaíba em 2022.









Outra placa registrando as reformas para fins turísticos.


sábado, 21 de março de 2026

CASA DE TURMA DO RAMAL DE GLICÉRIO - Fica na localidade conhecida como Óleo, bem próxima a Glicério.

Acima e sequência abaixo, a antiga Casa de Turma de Manutenção da extinta Cia. Leopoldina Railway.

Aqui passava a linha férrea do Ramal de Glicério indo para a Estação Final.

Foram feitas modificações na casa. Essa varanda eu acho que é uma delas.

Abaixo, Paulo Neiva Pinheiro e o que restou da antiga Casa de Turma do Ramal de Glicério em 2024. 

HISTÓRICO: 

Ramal de Glicério foi aberto em 1891 partindo da Estação de Macaé, na Linha do Litoral. Curto, com apenas duas Estações, ele foi desativado em 2 de novembro de 1961 e extinto oficialmente em 22 agosto de 1963.


Casa de Turma de Manutenção do antigo Ramal de Glicério - Macaé-RJ:

Ao visitar a Estação GLICÉRIO em 2021 e em 2024, o amigo Paulo Neiva Pinheiro esteve também à procura de algum vestígio da Estação de Mundéos e de outros possíveis prédios ferroviários quando, já bem próximo de Glicério, encontrou a Casa de Turma na localidade de Óleo, casa que atendia ao Ramal. Aproveitou a oportunidade para fazer as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“Localizada na localidade conhecida como Óleo, bem próxima à Glicério, a antiga Casa de Turma, que já sofreu muitas modificações da sua estrutura original, ficava e ainda permanece rente à Linha do antigo Ramal que foi construído em 1891. A casa histórica está abandonada e teve suas portas e janelas roubadas. Aparentemente ela serviu de escola na região, pois em um de seus cômodos ainda existe um quadro negro na parede, que também poderia ter sido onde se anotavam as manutenções programadas nas Locomotivas do Ramal. Também é uma possibilidade! Não tive como saber. O nome da localidade ‘Óleo’ parece ter muito a ver com esta casa. Parece que a casa, por ser moradia de uma Turma de Manutenção, tinha seu piso sempre sujo com óleo e graxa usada nas Locomotivas à Vapor da Cia Leopoldina Railway, que parece ter sido a construtora da casa. Daí o local acabou ficando conhecido assim por conta dessa peculiaridade. Não sei informar a data exata da construção da casa, mas o nome Óleo acabou pegando mesmo e até hoje a localidade é conhecida por esse nome. Ela fica relativamente perto da Estação de Glicério - 2,8 Km. A casa é mais um Patrimônio Histórico de Macaé abandonado às traças, assim como a própria Estação Ferroviária de Glicério que é de 1891 e ameaça ruir a qualquer momento.”


Na sequência abaixo, detalhes da antiga Casa de Turma do Ramal de Glicério. Fotos feitas por Paulo Neiva Pinheiro em 2024.  



Acima e abaixo, o antigo leito ferroviário transformado em estrada rural.







Na foto abaixo, esse quadro negro muito me intrigou. Teria a casa servido como escola algum tempo depois do fechamento do Ramal (1961/1963) ou o quadro era usado pela turma de manutenção para programar as manutenções que ocorreriam nos dias seguintes? Difícil saber.

Poço ou fossa séptica da Casa de Turma no quintal da casa.

Fogão de lenha onde os funcionários de manutenção da antiga Leopoldina Railway preparavam sua alimentação.

Muito triste o cenário, ninguém respeita a história, talvez nem a conheçam em sua ignorância.


sábado, 14 de março de 2026

ESTAÇÃO CASIMIRO DE ABREU - Hoje, uma Casa de Cultura com belíssimas peças expostas no Museu Ferroviário.

Acima e na sequência abaixo, registros de Weltter Manhães feitos em 2025. Na Estação hoje funciona a Casa de Cultura Casimiro de Abreu e um Museu Ferroviário com belíssimo acervo.




Na sequência abaixo, os também belíssimos registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021, onde vemos a Estação de Casimiro de Abreu antes da última reforma.


A bela Estação e seus antigos portões de cargas.



A Estação nos anos 1980, com uma Locomotiva U12C da RFFFSA estacionada em frente. Do acervo de Camila Garcia.


A Estação de Casimiro de Abreu em belo registro de Maria Clara Volpato.

Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Casimiro de Abreu em 2021.




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CASIMIRO DE ABREU


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poço-d'anta


juturnaiba

   


Município: Casimiro de Abreu–RJ

Linha do Litoral – Km 168,048

Altitude: 17m

Estação inaugurada em: 1880

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Weltter Manhães.

Uso atual: Centro Cultural abrigando um belo Museu Ferroviário.

Situação Atual – Tráfego suspenso, com trilhos.

 

E. F. do Rio Bonito (1880-1890)

E. F. Leopoldina (1890-1975)

RFFSA (1975-1996)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

Paulo Neiva Pinheiro e Weltter Manhães visitaram a Estação de Casimiro de Abreu em datas distintas: Paulo Neiva em 2021 e Weltter em 2025.

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO CASIMIRO DE ABREU em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“O prédio atual da Estação de Casimiro de Abreu consta, no Guia Geral das Estradas de Ferro de 1960, sem data de inauguração. Creio que ela foi construída no começo do século XX pela Cia Leopoldina Railway a julgar pela arquitetura do seu prédio todo feito com tijolinhos, muito comum em prédios feitos pela L.R. No ano de 1906 ela já existia, pois aparece numa fotografia da “Revista da Semana”. Mas em 1889 já existia uma Estação que se chamava Indayassu, construída pela E.F. Cantagalo e que servia ao ramal E. F. Rio Bonito a Macaé, Estação esta bem afastada do centro de Casimiro de Abreu, o que se fez necessário a construção de uma outra Estação na região central da cidade para embarque e desembarque de pessoal, Estação essa construída pela L.R. e que também usou o nome de Indayassu até 1925, quando passou então a ser chamada de Casimiro de Abreu. Houve, segundo a narrativa do IBGE, uma série de alterações de nomes do município e dos dois distritos que o compunham entre Barra de São João e Indayassu até 1925, data em que o distrito de Indayassu e a Estação passaram a se chamar Casimiro de Abreu. Depois, em 1938, o município em si, que se chamava então Barra de São João tendo Casimiro de Abreu como um de seus dois distritos, passou a ser o deste último, Casimiro de Abreu. Muito confuso... Em 2021 - ano em que lá estive – a Estação continuava em bom estado, funcionando como Casa da Cultura Casimiro de Abreu. Nele funciona um belíssimo Museu Ferroviário, tendo o prédio sido reformado e pintado recentemente.”


Na sequência abaixo, o pátio da Estação de Casimiro de Abreu em 2025, quando parte dos trilhos estavam sendo aterrados. Não sabemos qual era o projeto, nem se foi em frente, mas... contrastando com a beleza do Museu que funciona na Estação, sem dúvida foi uma proposta incompatível com a história da ferrovia.





Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021, onde vemos a Estação de Casimiro de Abreu antes da última reforma.Linda Estação feita de tijolinhos maciços construída pela Leopoldina Railway.




Visual nos fundos da Estação.

Na sequência abaixo, o pátio da Estação de Casimiro de Abreu em 2025, onde dois vagões estavam estacionados à espera de um projeto de revitalização.




Na sequência abaixo, a Casa de Cultura Casimiro de Abreu e seu Museu Ferroviário com belíssimo acervo. Registros de Weltter Manhães feitos em 2025.