terça-feira, 23 de junho de 2026

ESTAÇÃO PORTO DAS CAIXAS - Outra importante e histórica Estação Ferroviária demolida.

Acima, a Estação de Porto das Caixas em belíssimo registro do acervo do Arquivo Nacional. Nele vemos a Casa de Turma e a Caixa d'água.

Nesta foto de 2010 de Daddo Moreira, a Casa de Turma e a Caixa d´água ainda com os trilhos passando em frente.

Nesta foto de 2022 de Paulo Neiva Pinheiro, a Casa de Turma e a Caixa d'água em ângulo aproximado. Os trilhos já haviam sido removidos.


Neste belíssimo registro do acervo do IBGE podemos ver a antiga Estação de Porto das Caixas; a plataforma principal ao lado da Estação e a antiga bifurcação: à esquerda, acesso a Linha do Cantagalo para a próxima Estação - Escurial. Nele vemos outra pequena plataforma com cobertura; à direita, acesso a Linha do Litoral para próxima Estação - Venda das Pedras.


Localização da Estação de Porto das Caixas através de imagem do Google Maps, mostrando também a bifurcação da Linha.


Antigo e histórico registro fotográfico da Estação de Porto das Caixas ainda em atividade.



Os trilhos já foram arrancados, mas após passar pela Casa do Agente Ferroviário e pela Caixa e d'água, o Trem seguia em frente rumo a Visconde de Itaboraí.


Paulo Neiva Pinheiro e a Casa do Agente Ferroviário, tendo ao lado a Caixa d'água.




venda-das-pedras


Estação PORTO DAS CAIXAS

Antiga Itaboraí


visconde-de-itaborai

   


Saída para a Linha do Cantagalo


escurial



Município: Itaboraí–RJ

Linha do Litoral – Km 75,577

Altitude: 7m

Estação inaugurada em: 23 de abril de 1860

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; Daddo Moreira e Carlos Latuff.

Uso atual: Demolida. Só restaram a Casa de Turma e a Caixa d'água.

Situação Atual – Sem os trilhos, tráfego suspenso. 

 

E.F. Cantagalo (1860-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Porto das Caixas, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro; Daddo Moreira e Carlos Latuff estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO PORTO DAS CAIXAS em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Porto das Caixas foi construída em 1860 originalmente para ser a saída da Linha do Cantagalo. Somente mais tarde, em 1874, passou a ser também entroncamento com a que viria a ser posteriormente a Linha do Litoral, construída na época pela Cia. Ferro Carril Niteroiense. A antiga Linha do Cantagalo começava mesmo em Porto das Caixas, localidade situada às margens do rio Macacu, no "fundo" da baía da Guanabara. Dali, barcaças transportavam as mercadorias até a cidade do Rio de Janeiro. No início dos anos 1950, ainda se podia ver algumas delas afundadas ao lado da ponte ferroviária, então de madeira. Foi um ponto de baldeação muito movimentado e rico, tendo entrado em decadência com a inauguração do trecho de linha até Niterói, ainda no século XIX. Com a extinção da Linha do Cantagalo, Porto das Caixas deixou de ser entroncamento. Segundo os moradores locais, a Estação foi demolida já em 1980 e dela nada sobrou, a não ser a Casa do Agente Ferroviário, a Caixa d’água de concreto e as ruínas de dois pontilhões sobre o Rio da Aldeia, assim como duas escadas (Plataformas) feitas com dormentes que serviam para os raros passageiros do Trem suburbano que ligava a Itaboraí. Em 2010, mesmo isso já havia desaparecido e a plataforma de embarque original estava escondida debaixo de muito mato, também sendo demolida posteriormente. A região é cortada por outros rios como o Casseribu e o Rio da Aldeia, que é o que fica próximo da Estação. Um filme Nacional chamado “Porto das Caixas” foi rodado no local em 1962, filmado na localidade quando tudo ainda estava de pé, onde também aparecem as Linhas do Cantagalo e do Litoral; o Túnel de 1860 e a Estação ainda de pé. Bem próximo do local da Estação existe uma usina que nunca chegou a ser inaugurada que extraía álcool da mandioca e também está em estado de ruínas, já completamente invadida. Na localidade - no sentido Ramal do Cantagalo - ainda existe parte do 1º túnel ferroviário do Rio de Janeiro e um dos primeiros do Brasil, pois existe um outro feito no mesmo ano localizado no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife-PE, também inaugurado em 1860.”


Após a Estação ser demolida em 1980, os poucos passageiros que utilizaram os últimos trens da Linha do Litoral embarcavam nestas escadarias/plataforma improvisada, foto de Carlos Latuff, em 2002. Elas também não existem mais...


A Casa do Agente Ferroviário. Junto com a Caixa e d'água, foi o que sobrou do outrora importantíssimo Complexo Ferroviário de Porto das Caixas.

Nas duas fotos abaixo, a Casa do Agente Ferroviário e a Caixa d'água em ângulos opostos.


Aqui ficava a antiga plataforma da Estação. Primeiro demoliram a Estação, depois retiraram a linha e depois demoliram a Plataforma de Embarque/Desembarque, ela ficava aqui nessa direção.


Em destaque, a Caixa d'água ao lado da Casa do Agente Ferroviário.

Pequena e antiga construção ao lado da Caixa d'água. Gostaria de saber do que se trata, mas não consegui identificar o que é.


Seria uma casa da Ferrovia? Paulo Neiva acha que tem boas chances de ser. Além do estilo arquitetônico, ela está bem próxima da Estação.

Não parece, mas por aqui passavam os Trens da Linha do Litoral. Hoje só mato, nem os trilhos ficaram para contar a história.


Grandes pedras achadas próximo ao local. Seriam da antiga plataforma de Embarque e Desembarque da Estação?


Na sequência abaixo, o pontilhão mais moderno da Linha do Litoral, já sem trilhos e totalmente coberto por mato.





Na sequência abaixo, o que sobrou do pontilhão mais antigo construído pela Leopoldina Railway sobre o Rio da Aldeia (Rio Cabuçu no Google Maps). O mato está tomando conta, mas é possível ver as cabeceiras da ponte feita de pedras sobrepostas construída pela Leopoldina Railway com mais de 100 anos de existência.




Tiraram os trilhos e abandonaram dormentes pelo caminho por não ter valor de venda.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Estação PARADA SANTA TERESINHA - Sua Plataforma resiste ao abandono.

Parada Santa Teresinha. Aqui o Trem da Linha do Litoral parava eventualmente.

A antiga Plataforma foi o que restou da Parada Santa Teresinha.

Mesmo coberta por muito mato, a Plataforma da Parada ainda está inteira e permanece no local.

Parada Ferroviária Santa Teresinha.

Paulo Neiva Pinheiro nas ruínas da antiga Parada Santa Teresinha.





cesario-alvim


Parada SANTA TERESINHA


sambe


rio-bonito



Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 116,700

Altitude: 41m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga plataforma.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Com trilhos.

 

E. F. Cantagalo (1882-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à Parada Santa Teresinha em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Parada Ferroviária Santa Teresinha era usada para embarque não só de pessoas, mas também de produtos agrícolas produzidos na localidade, em especial, pela fazenda de mesmo nome. Ela fica às margens da BR-101 entre os KM 250 e 251, no Município de Rio Bonito-RJ. Uma das poucas PE’s com a sua Plataforma ainda intacta. Em geral foram todas demolidas. A Linha do Litoral também ainda está preservada no trecho. Ela fica próxima da localidade de Caixito, entre as ruínas das antigas Estações de Sambê e Cesário Alvim, ambas já demolidas. Não se tem a data da construção dessa Parada Ferroviária, nem a informação de qual das companhias que operaram o trecho a construiu. Ela está descrita no livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil 1960 listada no KM 116.700. Também não encontrei fotos antigas da Parada Ferroviária na Internet. Cheguei até ela com as informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 e medição feita por mim usando o Google Maps.”



A Parada listada no livro e sua quilometragem grifada em vermelho por Paulo Neiva.

A Parada Ferroviária às margens da BR-101.

A rampa da antiga Plataforma.

Para Paulo Neiva, foi muito legal ter encontrado esta relíquia ferroviária.

Mesmo desgastada pelo tempo, a antiga Plataforma da Parada está praticamente intacta.

A linha também ainda está preservada no trecho.

Placa com a quilometragem do trecho.



Acima e abaixo, trilhos fincados próximo à antiga parada. Esses trilhos geralmente sinalizavam a proximidade de uma Parada Ferroviária.

A PN que leva até a Parada Ferroviária de Santa Teresinha.


domingo, 14 de junho de 2026

ESTAÇÃO CESÁRIO ALVIM - A Plataforma é o que sobrou da antiga Estação.

 Era aqui a Estação Cesário Alvim. Dela só restou a Plataforma.

A Plataforma da Estação de Cesário Alvim, construída de 1886.

Tijolo maciço que pertenceu a Estação. Esse foi para o pequeno "museu ferroviário" particular de Paulo Neiva.

Ruínas da Estação Ferroviária de Cesário Alvim. Alguns trilhos fincados ainda estão no local.


A Estação de Cesário Alvim em 1975. Foto Fernando Marques.


Paulo Neiva Pinheiro nas ruínas da Estação de Cesário Alvim em 2022. Dela só restou a Plataforma.




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Estação CESÁRIO ALVIM


santa-teresinha



Município: Rio Bonito–RJ

Linha do Litoral – Km 122,773

Altitude: 31m

Estação inaugurada em: 14 de agosto de 1886

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro, Fernando Marques e Marcelo Cardozo.

Uso atual: Demolida. Só restou a antiga plataforma.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Em 2022 ainda era possível encontrar parte dos trilhos da Linha do Litoral na região.

 

E. F. Cantagalo (1886-1887)

E. F. Macaé a Campos (1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”


A ESTAÇÃO:

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO Cesário Alvim em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Cesário Alvim foi inaugurada em 1886 - ver foto da notícia de jornal. Como era comum na época, seu nome foi uma homenagem a um político que ainda estava vivo. Realmente, a Linha do Litoral foi abandonada pela FCA, atual concessionária, no segundo semestre de 2007. Nas proximidades da Estação ocorreu um grave acidente ferroviário em 1973 com o Trem de passageiros "Expresso Campista" que ligava o Rio a Campos, que deixou doze mortos. Este acidente foi na chamada curva do Caxito, próxima à Estação de Cesário Alvim (VEJA, 7/2/1973). Em uma das fotos antigas podemos ver a linda Estação ainda de pé. Hoje o que sobrou foi muito mato,  as ruínas dela em pedaços de tijolo e sua Plataforma. Nos fundos da Estação existe um “tanque de lavar roupas” centenário, além de um interessante sistema de armazenamento de água que captava água de uma nascente da própria mata Atlântica. Ainda existem construções da época em que a ferrovia ainda cortava a localidade que ficam nas proximidades da antiga Estação, como confirmou um morador ancião do local com quem conversei durante a minha visita ao local no ano de 2022.”


Notícia da inauguração da Estação (A Província de S. Paulo, 14/8/1886).


Como citou Marcelo Cardozo, que visitou a Estação em 19/11/2007.... “Infelizmente a Estação caiu há cerca de dez anos, segundo moradores locais, e só restaram ruínas; é possível notar a ferrugem nos trilhos, pois os últimos Trens de carga que circulavam em nossa região não passam mais por aqui já tem uns três meses". 

Ruínas no local da antiga Estação, em foto de 2007, por Marcelo Cardozo.


Acidente ferroviário em 1973 com o Trem de passageiros "Expresso Campista", que ligava o Rio a Campos e que deixou doze mortos e que ocorreu na chamada curva do Caxito, próxima à Estação de Cesário Alvim (VEJA, 7/2/1973).


Abaixo, muros com placas de cimento e trilhos bem próximos ao local da Estação.


Ruínas da Estação Ferroviária de Cesário Alvim. Pedaços de tijolo foi o que sobrou da antiga Estação.

Pequeno poste de trilho para fixação de placas como as de quilometragem. 


A Cisterna de Água usada para abastecer a Estação de Cesário Alvim e provavelmente a Casa do Agente Ferroviário.

Aqui a Cisterna de Água da Estação que captava água de uma nascente na Mata Atlântica atrás da Estação.


O Centenário tanque de lavar roupas feito de cimento.

O tanque de lavar roupas, igual o existente na Estação de Tanguá. Com certeza centenário.


Aqui, construções da época da ferrovia.


Muitas casas do período áureo da Estação ainda estão lá.


Essa é uma das casas que foi testemunha ocular da passagem dos Trens por Cesário Alvim.