sábado, 28 de março de 2020

ESTAÇÃO ESPERA FELIZ - De lá partia o Ramal para o Sul do Espírito Santo.

Matéria atualizada em 02 de julho de 2023.



Acima e nas quatro fotos abaixo, a antiga Estação Ferroviária de Espera Feliz, hoje rodoviária municipal, fotos de junho de 2023.





 Belíssimo e romântico registro da Estação de Espera Feliz, do acervo de Eliel Ferreira Xavier.


Movimentadíssimo pátio ferroviário de Espera Feliz nos bons tempos da Estrada de Ferro Leopoldina.


Abaixo, mais algumas fotos da antiga Estação Ferroviária de Espera Feliz, hoje rodoviária municipal, fotos de junho de 2023.





 Neste antigo registro, uma foto aérea de Espera Feliz vendo-se o complexo ferroviário, com o "Triângulo de Manobras" ao lado esquerdo da estação. Pouco mais a frente, ainda à esquerda, a saída para o Ramal do Sul do Espírito Santo passando atrás da Igreja Matriz.


Registro mais recente da antiga Estação aparentemente ainda não usada como rodoviária, onde já não vemos mais os trilhos da ferrovia.









Estação ESPERA FELIZ


caiana



Saída para o Ramal Sul do Espírito Santo:

divisa


Linha de Manhuaçu: Km 495,192 (1960).
Altitude: 748m.
Estação inaugurada em: 15 de outubro de 1911.
Visitei a Estação em: Em junho de 2023.
Uso atual: Estação Rodoviária. 
Situação Atual – Trecho declarado erradicado, sem trilhos.

E. F. Leopoldina (1911-1975)







HISTÓRICO:

 

Em março de 2019 fiz uma grande viagem de pesquisas pela Linha de Manhuaçu. Em três dias percorri mais de 20 estações e paradas terminando esta maratona em Carangola, de onde retornei para Bicas. 

Ou seja, estive bem perto de Espera Feliz, mas preferi deixar para uma próxima “grande viagem” onde o objetivo seria visitar as estações que estavam faltando.

Então chegamos a junho de 2023 e lá fui eu para mais uma gratificante viagem pelos caminhos da Estrada de Ferro Leopoldina e assim poder finalmente fazer a atualização desta matéria sobre a Estação Espera Feliz trazendo meus registros fotográficos.

Queria realizar mais fotos da Estação em outros ângulos, bem como de alguns pontos de destaque da cidade, mas no dia de minha visita estava acontecendo um belo encontro de motociclistas bem na Praça ao lado da Estação, o que naturalmente dificultou encontrar vaga para estacionamento. Mas valeu a minha visita para trazer os registros aqui apresentados.

Vale ressaltar que a Estação de Espera Feliz só estava contemplada por nossa página desde 2020 graças à valiosíssima contribuição do amigo Eliel Ferreira Xavier - que conheci nas páginas ferroviárias - e também ao grupo do Facebook “Espera Feliz antigamente”, também com belíssimas contribuições. Sem dúvida, um acervo maravilhoso!


 Acima e abaixo, mais dois belos e antigos registros da Estação de Espera Feliz. Vagões e o Trem estacionado ao lado da estação Ferroviária.


A ESTAÇÃO:

Segundo aponta Ralph Mennucci Giesbrecht em sua página Estações Ferroviárias...
“A estação de Espera Feliz foi inaugurada em 1911.
Uns dizem - ao contrário do que o nome pode sugerir - que o nome nada tem a ver com o fato de ali ser um ponto de espera de trens, por existir ali saída de ramal; a vila já existia desde 1883 com esse nome, por ser um ponto muito tranquilo para caça e pesca.
Outros dizem que tem a ver com a chegada das obras da estrada de ferro, em 1910, e era o local onde se esperavam os trabalhadores.
A estação teria sido chamada entre 1911 e 1915 de Ligação, por ser um entroncamento. Dessa estação saía o ramal Sul do Espírito Santo, ligando a cidade a Cachoeiro do Itapemirim, naquele Estado.

Em 1970, o trem de passageiros que partia da estação de Recreio todos os dias às 6 da manhã chegava em Espera Feliz às 16:20, e, para seguir pelo ramal Sul do Espírito Santo, nessa época já reduzido a um pequeno trecho entre Espera Feliz e Guaçuí, o passageiro tinha de esperar até às 7 da manhã do dia seguinte. 
Até Guaçuí era uma viagem de mais 2h20.

O ramal foi fechado em 05/11/1971. Por sua vez, o trecho da linha de Manhuaçu entre Manhuaçu e Carangola foi suprimido pela RFFSA em 23/07/1975, fechando definitivamente a estação. Os trens de passageiros, então fazendo a linha Rio de Janeiro-Três Rios-Recreio-Manhuaçu, ainda passavam por ali em 1970, e foram extintos com a supressão do trecho de Espera Feliz em 1975.
Em 2023 o prédio servia como estação rodoviária da cidade, que é município desde 1938.”

Texto extraído da página Estações Ferroviárias, de Ralph Mennucci Giesbrecht, que pode ser visitado no link abaixo:
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_manhuacu/esperafeliz.htm




Na foto acima vemos a saída do Ramal para o Sul do Espírito Santo na rampa à esquerda. Na parte de baixo, a linha seguia para Caiana e Carangola.


Abaixo, mais alguns registros da antiga Estação Ferroviária de Espera Feliz que fiz em junho de 2023.





Abaixo, olhando pelo lado oposto a antiga Estação perde seu encanto. O acréscimo feito desfigurou o prédio histórico. Talvez por isso mesmo seja bem difícil encontrar fotos neste ângulo.



Abaixo, o "Portal de Entrada" da cidade.


Abaixo, o primeiro registro fotográfico da Estação de Espera Feliz que recebi do amigo Paulo Henrique Thiengo há alguns anos atrás.


Na sequência abaixo, valiosas contribuições dos amigos da página do facebook "Espera Feliz antigamente".








 Desfile de 7 de setembro na beira-linha.


 A estação retratada em tela de Paloma Simiquel.


 Tempo do Jeep, da Rural e da linha férrea.


 Acima e abaixo, a ponte ferroviária entre Espera Feliz e Caiana em dois tempos, antes e após a retirada dos trilhos.


Na belíssima sequência abaixo, todo o romantismo de Espera Feliz exposto nas fotos do acervo de Eliel Ferreira Xavier.














22 comentários:

Anônimo disse...

Estive aí esse final de semana! Cidade maravilhosa, minha cidade natal, amo este lugar...
Célia Silva

Anônimo disse...

Exatamente atrás da estação tinha a linha que o trem deslizava ao subir em direção ao Espírito Santo, nesse tempo ainda era a Maria fumaça.
Vespa Machado

Anônimo disse...

Vespa Machado, quando acontecia o deslize na subida da serra o maquinista puxava a corda onde ficava o depósito de areia que era liberado na frente das rodas e só assim era possível proseguir a viagem.
Azael Donadio

Anônimo disse...

Azael Donadio, verdade! Da cidade a gente ouvia o barulho do deslize.
Essa da areia eu nunca tive a curiosidade de ver não, mas gostei.
Que dá saudade dá né, conterrâneo!
Vespa Machado

Anônimo disse...

Vespa Machado, quem me contou essa história do areieiro foi um maquinista chamado Joaquim Soares.
Azael Donadio

Anônimo disse...

Azael Donadio, foi muito bom saber, a gente iria morrer sem saber dessa história.
Vespa Machado

Anônimo disse...

Vespa Machado, gosto muito de contar história do passado.
Azael Donadio

Anônimo disse...

Tenho muitas saudades daqueles tempos que essa estação servia de embarque ferroviário.
Azael Donadio

Anônimo disse...

Recordar é viver...
Nadir Almeida Ferreira

Anônimo disse...

Quantas lembranças boas...! ESPETACULAR!!
Sandra Biteti

Anônimo disse...

Morei aí quando era criança. Tenho parentes aí!
Claudio Omero

Anônimo disse...

Bons tempos!
Luiz Fernando Viana

Anônimo disse...

O tempo é uma viagem sem volta.Que bom se pudéssemos voltar pra fazer uma grande festa comemorativa.
Azael Donadio

Anônimo disse...

Fico imaginando se houvesse alguma linha saindo da linha principal da Vale, na altura de Caeté, João Monlevade ou Rio Piracicaba, se encontrasse com a linha da antiga Leopoldina e chegasse ao Espírito Santo pelo Sul do estado. Sonho da Mineirada : partiu BH /Guarapari de trem. Uns três trens por dia seria pouco.
Wander Cesar

Anônimo disse...

Wander Cesar, estejam bem! Se morássemos em um país sério, principalmente com respeito às memórias de seu desenvolvimento, jamais seríamos essa imensidão de área sem ferrovias! Infelizmente, muitas das que hoje poderiam estar sendo um diferencial em algumas regiões, nem os trilhos têm mais...
Clebinho Agostini

Anônimo disse...

Clebinho Agostini, desde o início das ferrovias no Brasil, os trilhos sempre convergiram sentido interior/portos.
Mas como muitas capitais estão no litoral, isso até que não foi problema. Mas com a expansão do rodoviarismo e a falta de investimento em ferrovias, muitas ferrovias caíram no desuso e foram desativadas. Há um projeto de uma nova linha ligando Vitória ao Sul do Espírito Santo e durante o processo de renovação da concessão da Vale, durante o governo passado, os deputados e o governo capixaba pediram que parte do dinheiro pago pela Vale fosse usado para construção dessa ferrovia, (e alguns deputados mineiros como João Leite e outros ligados a comissão de transporte pediram que a outra parte do pagamento da renovação da Vale fosse usado na expansão do Metrô de BH até Betim) Mas não foram atendidos. Mas o projeto permanece vivo, e se a própria Vale construir essa linha para o Sul capixaba, uma variante entre alguma cidade mineira e a nova linha seria uma possibilidade. (Mas essa variante não existe nem discussão a respeito).
Wander Cesar

Anônimo disse...

Meu amigo, mestre e orientador final na faculdade nasceu ai nessa cidade.
Lucas Lieggio

Anônimo disse...

Tempos de ouro... quanto mais passam os dias mais longe o nosso tesouro fica.
José Orestes

Anônimo disse...

Eu nasci em Espera Feliz, meu pai era ferroviário!
Ronaldison Almeida

Anônimo disse...

Que linda a Estação, está bem conservada.
Vera Cardozzo

Anônimo disse...

Eu aqui lembrando que estava presente na incorporação de estradas que deixaram de existir! Comecei minha carreira na RMV que foi absorvendo as linhas e o pessoal da EFG, parte da EFCB, Bahia Minas, tempos complicados para os que foram transferidos... até me aposentar na SR.2
De Vasconcellos

Anônimo disse...

Fantástica a ilustração!
De Vasconcellos