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quinta-feira, 30 de abril de 2026

ESTAÇÃO TANGUÁ - Hoje, um belo Centro Cultural.

Acima e na sequência abaixo, a Estação de Tanguá em registros de Edson Vander feitos em fevereiro de 2025, já com as novas cores alaranjada e bege.

A Bela Estação Ferroviária de 1878.



Edson Vander encontrou esta pintura relembrando os bons tempos da ferrovia em uma parede próxima à Estação.



 Na sequência abaixo, a Estação de Tanguá em registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021, quando ela ainda tinha as cores azul e branca. 

O dístico da Estação em auto relevo.


Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Tanguá em 2021. 

Edson Vander e a Estação de Tanguá em fevereiro de  2025. 



rio-dos-indios


Estação TANGUÁ


bandeirantes

   


Município: Tanguá–RJ

Linha do Litoral – Km 94,464

Altitude: 27m

Estação inaugurada em: 17 de março de 1878

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander.

Uso atual: Centro Cultural.

Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso. 

 

C.F.C. Niteroiense (1878-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996...)



HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.” 


A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Tanguá, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander estiveram lá trazendo seus registros fotográficos.


Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO TANGUÁ em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Tanguá foi entregue em 1878 pela Cia. Ferro Carril Niteroiense; comprada depois pela E. F. Cantagalo; esta pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina em 1887. A Estação atendia à usina do mesmo nome, se não me engano essa Usina é hoje onde estão as instalações da CIBRAN, atualmente em ruínas. Bem próxima do lugar do acidente ocorrido em 1950. Havia uma ferrovia particular na usina, não sei se com ligação direta com a Leopoldina ou não. Em 6 de Abril de 1950, ocorreu por ali um grave acidente ferroviário de grandes proporções, com mais de cem vítimas fatais. O 4º pior acidente com números de vítimas fatais da história do Brasil e o 3° do Estado do Rio de Janeiro. A causa apontada para tal evento foi a seguinte: as águas do rio foram desviadas do seu leito natural, ficando muito próximas da cabeceira da ponte, provocando assim a erosão da mesma. O trem conhecido como "Noturno Campista", com cinco vagões e uma locomotiva, caiu no Rio Tanguá, após o aterro da cabeceira da ponte ferroviária ter ruído pela força da correnteza das águas do rio após forte chuva no local. O acontecimento fatídico, de forte apelo visual, ainda foi exibido pelas telas de cinema na época. A Estação passou por reforma recebendo nova pintura por volta de 2015/16. Quando estive lá em 2021 ela seguia na cor branca e azul, estando relativamente bem conservada.”


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021 mostrando a Estação de Tanguá nas cores azul e branca.

Estação, Plataforma e Trilhos ainda no lugar. Embora um pouco descaracterizada, ela ainda está lá resistindo ao tempo.

Infelizmente a cobertura da plataforma não é mais a original. As telhas foram trocadas.


Portão de Cargas da Estação, seria original?

O antigo tanque de lavar roupas. Seria original da Estação, de 1878? 


Na sequência abaixo, mais alguns registros de Edson Vander feitos em 2025 mostrando a Estação de Tanguá já com as novas cores alaranjada e bege.












terça-feira, 27 de janeiro de 2026

ESTAÇÃO MACAÉ - Outra importante Estação da Linha do Litoral, de onde saíam mais três Ramais.

Acima, mais um Histórico e Belíssimo registro fotográfico enviado pelos amigos do IPHAN - desta vez a primitiva Estação de Macahé, onde podemos ver dois prédios. Um seria a Estação de 1873 construída pela E.F. Macahé a Campos e o outro de 1891 construído pela E.F. Central de Macaé, podendo ser uma Estação de cargas e outra de passageiros.

Abaixo, o prédio atual da Estação de Macaé, construído já pela RFFSA no governo Juscelino Kubitschek. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro em 2022.

A Linha do Litoral passando rente à plataforma de embarque.

Na Estação hoje funciona a secretaria municipal de mobilidade urbana.


Prédio de Cargas da Estação de Macaé ainda com seu dístico.

Na oficina ao lado da Estação encontrei este Auto de Linha abandonado, no tempo.


O amigo Edson Vander Teixeira também passou pela Estação de Macaé em janeiro de 2026 e fez seus registros.



Abaixo, o pátio e Estação de Macaé, possivelmente anos 1960. Autor desconhecido - cessão João Silva. 


Acima e abaixo, Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Macaé em 2022. 




cabiunas


Estação MACAÉ 


imboassica

   


Saída para o Ramal de Glicério:

mundeus

glicerio


Saída para o Ramal de Imbetiba:

imbetiba


Saída para o Ramal de Macaé (E. F. Maricá):

rio-das-ostras


Município: Macaé–RJ

Linha do Litoral – Km 222,162

Altitude:  5m

Estação inaugurada em: 13 de junho de 1873.

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander Teixeira.

Uso atual: Órgãos da prefeitura local.

Situação Atual – Tráfego suspenso, com trilhos.

 

E. F. Macaé a Campos (1873/77-c.1890)

E. F. Leopoldina (c.1890-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996 - ...)



HISTÓRICO DA LINHA:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação MACAÉ em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“A Estação de Macaé foi inaugurada em 1873 pela E. F. Macaé a Campos. Levava o nome nessa época de 'Estação Central', pois a Estação existente em Imbetiba, que era o ‘Km 0’ da linha, ficava afastada do centro da cidade e servia muito mais para transporte de cargas do que de passageiros. Sendo a Central a mais usada para embarque de passageiros. A data de abertura citada pelo ‘Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, de 1960’ é a de 5 de abril de 1891, mesma data da inauguração do ‘Ramal e da Estação de Glicério’ construído pela Estrada de Ferro Central de Macaé. Portanto creio que já existia uma Estação ali para atender os passageiros da E.F. Macahé a Campos. Em 1888, a E. F. Cantagalo - na época já adquirida pela mesma E. F. Macaé a Campos - ligou a cidade de Rio Bonito, onde a linha havia chegado oito anos antes, ao porto de Imbetiba, um dos mais importantes do País na época, ligando Niterói ao porto para escoar toda a produção agrícola da região. Em 1890, a Leopoldina já era dona das duas linhas e logo providenciou a ligação delas, haja vista que o porto de Imbetiba já apresentava sinais de decadência, pois as linhas a essa época já estavam ligadas ao porto do Rio de Janeiro. 

Até o início dos anos 1980 ainda passavam por ali Trens de passageiros procedentes do Rio de Janeiro e de Niterói. Depois, somente alguns cargueiros permaneciam no pátio da Estação, cujo prédio atual foi inaugurado pelo Presidente Juscelino Kubitscheck em agosto de 1957. Da Estação saíam três Ramais: um da E. F. Maricá no sentido de Rio das Ostras, outro para Imbetiba e outro para Glicério com um desvio à esquerda na linha que ia para Vitória-ES - Linha do Litoral. 

Em 2011, a Estação, conservada, anunciava 'o metrô de Macaé' - que nunca saiu do papel e em 2017 os dois carros comprados eram postos à venda pela Prefeitura. Na verdade, seriam VLTs - Veículos Leves sobre Trilhos que seriam usados nas linhas já existentes e concessionadas à FCA - e atualmente sem uso. 

Ao lado da Estação Ferroviária existe o pátio da oficina para pequenos e grandes reparos com vários galpões e 1 caixa d’água importada da Inglaterra logo na entrada. Ainda existem mais duas caixas d’água ainda da época na Estação, uma de ferro também importada da Inglaterra com as inscrições da RFFSA ainda visíveis e uma de cimento e concreto. Atualmente a Estação vem sendo usada pela Secretaria de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Macaé. 

Quando visitei a Estação em 2022, por estarem lá “escondidos” os dois VLT's 'encalhados', eles proibiram visitá-la e fotografar os dois "fantasmas", só liberando a entrada em casos específicos como pesquisa, por exemplo, e assim mesmo através de um pedido formal através de um ofício. Visita essa sempre acompanhada por algum funcionário que pedia para não fazer fotos dos VLT´s citados. Existia pelo antigo pátio também alguns vagões da época da RFFSA abandonados, assim como as duas composições do VLT  que estavam apodrecendo no local. 

É em Macaé, na altura do bairro Cancela Preta que a Linha do Litoral se aproxima mais do mar durante todo seu trajeto.”


Acima e abaixo, a Estação e o pátio ferroviário em 2008 em fotos de Luiz Cláudio Bittencourt - Dunga.


Na sequência abaixo, o prédio atual da Estação de Macaé em detalhes. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro em 2022.





Hoje funciona como secretaria municipal de mobilidade urbana.




Na sequência abaixo, as antigas oficinas da Estação de Macaé.

Peça que muito provavelmente serviu a algum guindaste da empresa.

Entrada de uma das antigas oficinas. Repare um rodeiro ornamentando a parede.


Acima e abaixo, na entrada das antigas oficinas rodas de Locomotivas ornamentam as paredes.


Muitas engrenagens espalhadas decorativamente nas paredes da antiga oficina.



Na oficina tem esse Auto de Linha abandonado.



Acima e abaixo, vagões da RFFSA abandonados no antigo pátio da Estação.


Ainda existem três Caixas d'água próximas à Estação.





A linha da antiga E. F. Leopoldina passa entre as várias pistas da avenida próxima à praia em Macaé. Foto Carlos R. Almeida em 26 de julho de 2011.