sábado, 22 de fevereiro de 2020

ESTAÇÃO TRÊS RIOS - A "Casa de Pedra", Patrimônio Histórico, hoje um belíssimo Espaço Cultural Ferroviário da cidade.


Matéria atualizada em 29 de junho de 2026.

Acima e na sequência abaixo, a Casa de Pedra - Patrimônio Histórico - em belíssimos registros de Raí Buzatto Vago feitos em 2026.





Raí Buzatto e a bela Estação Três Rios da E. F. Leopoldina.


Abaixo, três históricos registros do belíssimo acervo de Marcelo Lordeiro/Guido Motta, onde vemos a Estação e o pátio de manobras ainda com vagões RFFSA/Leopoldina estacionados.




Abaixo, duas belíssimas fotos de Leandro d'Ornellas. A Casa de Pedra, Patrimônio Histórico Municipal - em 27 de abril de 2020.



Na foto abaixo, vemos em destaque à direita da foto, a Estação Três Rios da Central do Brasil e seu movimentado pátio.
À esquerda da foto, lá no canto, vemos a Casa de Pedra, a Estação Três Rios da E. F. Leopoldina e seu pátio de manobras com duas composições estacionadas, uma delas com a Locomotiva à Vapor na frente.





Estação TRÊS RIOS-EFL


Municipio: Três Rios-RJ
Linha de Caratinga: Km 125,095 (1960).
Altitude: 268m.
Estação inaugurada em: 24 de maio de 1900.
Estive no local em: fevereiro de 2020. Além dos meus registros, apresentamos fotos de Raí Buzatto Vago; Leandro Dornellas; Marcelo Lordeiro e Guido Motta. 
Uso atual: Após bela reestruturação, tornou-se “A Casa do Ferroviário”, sendo transformada em Centro Histórico e ponto de encontro dos ferroviários. 
Situação Atual – O trecho entre Três Rios e Cataguases segue aguardando liberação para ser utilizado pelo “Trem Turístico Rio-Minas”. O Ramal de Caratinga foi declarado erradicado, sem trilhos.

E. F. Leopoldina (1900-1975)
RFFSA (1975-1994)


                         

A ESTAÇÃO:

Estação de Três Rios da E. F. Leopoldina – a Casa de Pedra - fica a uns dois quarteirões da Estação da Central do Brasil, no centro da cidade. Por muitos anos, dela partiam os Trens da E. F. Leopoldina para as Linhas de Caratinga e Manhuaçú. Após acordo entre as empresas ferroviárias, os Trens da Leopoldina também passaram a sair da Estação da Central do Brasil. A partir de então, a bela Casa de Pedra passou a ser utilizada como Estação de carga e descarga, além de principal acesso às oficinas da Leopoldina em Três Rios, que ficava bem ao lado da Estação.

Graças à valiosa contribuição de Marcelo Lordeiro/Guido Motta, apresentamos nesta matéria três históricas e inéditas fotos, onde podemos ver vagões estacionados ao lado da Estação no Pátio Ferroviário.

Além delas, também visitei a belíssima e histórica “Casa de Pedra”, a famosa Estação Três Rios da E. F. Leopoldina em fevereiro de 2020.

Finalmente, atualizamos esta matéria com os belíssimos registros de Raí Buzatto Vago feitos em 2026.



HISTÓRICO:

Quem vinha no Trem de passageiros do Rio de Janeiro pela Leopoldina, sairia da Estação de Barão de Mauá, passaria por Caxias, subiria a cremalheira de Petrópolis e atingiria Três Rios, quase na divisa RJ/MG, chegando à Casa de Pedra, onde o Trem era partido em dois. Uma parte ia para a Linha de Manhuaçu, à direita, e a outra para a Linha de Caratinga, à esquerda.
Para que os Trens pudessem chegar à Casa de Pedra, em 1º de janeiro de 1901 a Central autorizou a Leopoldina a se utilizar da linha métrica desde onde desembocava o Ramal de Petrópolis até a Estação de Três Rios.

Segundo relato de José A. de Vasconcelos para a página Estações Ferroviárias em 2012: "A primeira estação da antiga The Leopoldina Railway, em Três Rios, também chamada de "casa de pedra" devido à utilização de pedras "marruadas" na sua aparência externa. Os trens, naquela época procediam do Rio de Janeiro, depois Petrópolis, e quando entrava em Triângulo, uma estação num bairro próximo ao centro de Três Rios, geralmente entravam na perna de uma linha em forma de triângulo, em direção ao interior, e retornava de ré, atravessava uma P.N., dessa forma e dessa mesma forma entrava na plataforma da Casa de Pedra. Após o embarque/ desembarque do pessoal/mercadorias, seguia de frente para Caratinga e/ou Manhuaçú.
A estação, durante muito tempo, foi considerada uma obra de arquitetura ferroviária. Depois, com acordos entre dirigentes da Central do Brasil e da Leopoldina, os trens da Leopoldina passaram a sair da antiga estação da Central localizada no centro "nervoso" da cidade. A "Estação de Pedra" ficou apenas com os despachos e recepção de mercadorias, durante algum tempo. Mais tarde, seu movimento se prendeu apenas ao movimento das oficinas de manutenção e conservação de carros de passageiros e vagões de carga. Essas oficinas ainda existiam na década de 1990 a título precário. Não sei se ainda existem, pois, já naquela época se versava muito sobre o encerramento das atividades". (http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_mg_tresrios_caratinga/tresrios-efl.htm)

Hoje as oficinas não existem mais. O grande espaço é utilizado por uma rede de supermercados como central de distribuição de mercadorias.

A Casa de Pedra, antiga Estação de passageiros da Leopoldina - depois Estação de carga e descarga - após seu tombamento como Patrimônio Histórico Municipal chegou a abrigar a “Casa de Ciência”, programa municipal de apoio à ciência e tecnologia.
Na data de minha visita, a equipe da prefeitura de Três Rios visitava o local para avaliar as obras necessárias para transformá-la num belo Espaço Cultural Temático Ferroviário, abrigando um Memorial com antigas peças ferroviárias, transformando-a também num espaço de convivência dos Ferroviários da cidade e visitantes. 
Já naquela época, pude atestar que o prédio se encontrava em excelentes condições, quando conversei com o então prefeito municipal Josimar Salles e o mesmo trouxe a notícia da inauguração da nova Estação Três Rios que iria atender ao Trem Turístico Rio-Minas, que aguarda autorização para funcionamento até os dias de hoje. 

Saiba mais sobre Três Rios através de fotos e relatos de José Alves Vasconcelos visitando o link abaixo:
https://otremexpresso.blogspot.com/2016/06/estacao-tres-rios-rj-escolhida-como.html


Abaixo, a Estação de Três Rios da Leopoldina, ainda funcionando, aparece nesta fotografia de 1968. Reparem no pátio cheio. O prédio da Estação, hoje isolado, é o quarto telhado no centro, com duas águas e entre a rua e as composições. Hoje esse pátio e a linha não mais existem (Autor desconhecido) - Fonte: site Estações Ferroviárias.



A BOA NOTÍCIA:

Confirmando a informação que tive na visita que realizei em fevereiro de 2020, recebi a boa notícia do amigo Leandro d’Ornellas, que esteve na antiga Estação em 27 de abril de 2020, encontrando o prédio aberto com a equipe da prefeitura realizando os acertos finais para a abertura do Espaço Cultural Temático Ferroviário, local de convivência para os Ferroviários da cidade e visitantes, abrigando também um memorial de antigas peças ferroviárias.


Abaixo, a Casa de Pedra, Patrimônio Histórico Municipal em mais três belos registros de Leandro d'Ornellas.




Na sequência baixo, a "Casa de Pedra" em todos os ângulos em fotos feitas por mim na manhã de 17 de fevereiro de 2020.



























quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

ESTAÇÃO BENJAMIN CONSTANT - Outro belo prédio abandonado no primitivo Ramal de Porto Novo.


Matéria atualizada em 17 de abril de 2020.

Acima e nas três fotos abaixo, o que sobrou da Estação Benjamin Constant sob o olhar de Ricardo Raipp.




Nas duas fotos abaixo, o que sobrou da Estação Benjamin Constant sob o olhar de Marco Antônio Francisco.



Abaixo, a Estação Benjamin Constant sob o olhar de Claudio Gil Rocha da cabine da Locomotiva da FCA.







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Estação BENJAMIN CONSTANT
Antiga Ouro Fino





Município: Além Paraíba - MG
Linha Auxiliar: Km 219,464 (1960).
Altitude: 183m.
Estação inaugurada em: 06 de agosto de 1871.
Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Registros fotográficos realizados por Ricardo Raipp, Marco Antônio Francisco e Claudio Gil Rocha.
Uso Atual: Prédio abandonado, em ruínas.
Situação Atual – A linha era utilizada pela FCA no transporte de bauxita. Aguardando autorização para o funcionamento do Trem Turístico Rio-Minas.

E. F. Dom Pedro II – Ramal de Porto Novo (1869-1890)
E. F. Central do Brasil – Ramal de Porto Novo (1890-1911)
E. F. Central do Brasil – Linha Auxiliar (1911-1965)
E. F. Leopoldina (1965-1975)
RFFSA – (1975-1997)





HISTÓRICO:

Contando mais uma vez com a valiosa contribuição dos amigos Ricardo Raipp, Marco Antônio Francisco e Claudio Gil Rocha trazemos hoje belos registros da Estação Benjamin Constant - ou o que sobrou dela, infelizmente.
Prédio de belíssima e imponente arquitetura, a Estação Benjamin Constant nasceu sob o nome de Ouro Fino, sendo mais tarde renomeada. 


A ESTAÇÃO:

A Estação foi inaugurada em 1871 pela E. F. Dom Pedro II, ainda no Ramal de Porto Novo. Em 1890 o Ramal de Porto Novo passou para a E. F. Central do Brasil, que em 1911 reduziu a linha do trecho para bitola métrica. A partir de 1965, com a erradicação do trecho que passava pela serra de Petrópolis, passou a ser utilizada pela E. F. Leopoldina para atender as Linhas de Manhuaçú e a de Caratinga; com os Trens da Linha de Manhuaçú seguindo até Recreio e, de lá, para Manhuaçú, enquanto os Trens da Linha de Caratinga seguiam até Ubá passando por Cataguases.
Uma pena vermos em completo abandono uma obra com detalhes de acabamento bem interessantes em comparação com as Estações tradicionais. Trata-se de uma construção em belíssimo estilo, com molduras de alvenaria nas portas e janelas, além de beirais sobre elas, possuindo também um beiral mais acentuado em alvenaria em todo o entorno do prédio. 

Abaixo, mais dois registros de Ricardo Raipp.



Abaixo, mais dois registros de Marco Antônio Francisco.