Edson Vander encontrou esta pintura relembrando os bons tempos da ferrovia em uma parede próxima à Estação.

O dístico da Estação em auto relevo.
Edson Vander e a Estação de Tanguá em fevereiro de 2025. 
rio-dos-indios
TANGUÁ
bandeirantes
Município: Tanguá–RJ
Linha do Litoral – Km 94,464
Altitude: 27m
Estação inaugurada em: 17 de março de 1878
Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro e Edson Vander.
Uso atual: Centro Cultural.
Situação Atual – Com trilhos, tráfego suspenso.
C.F.C. Niteroiense (1878-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1996)
FCA (1996...)
HISTÓRICO:
Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”
A ESTAÇÃO:
Ainda não visitei a Estação de
Tanguá, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo
Neiva Pinheiro e Edson Vander estiveram lá trazendo
seus registros fotográficos.
Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO TANGUÁ em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas...
“A Estação de Tanguá foi entregue em 1878
pela Cia. Ferro Carril Niteroiense; comprada depois pela E. F. Cantagalo; esta
pela E. F. Macaé a Campos e finalmente absorvida pela E. F. Leopoldina em
1887. A Estação atendia à usina do mesmo nome, se não me engano essa Usina é hoje
onde estão as instalações da CIBRAN, atualmente em ruínas. Bem próxima do lugar
do acidente ocorrido em 1950. Havia uma ferrovia particular na usina, não sei
se com ligação direta com a Leopoldina ou não. Em 6 de Abril de 1950, ocorreu
por ali um grave acidente ferroviário de grandes proporções, com mais de cem
vítimas fatais. O 4º pior acidente com números de vítimas fatais da história do
Brasil e o 3° do Estado do Rio de Janeiro. A causa apontada para tal evento foi
a seguinte: as águas do rio foram desviadas do seu leito natural, ficando muito
próximas da cabeceira da ponte, provocando assim a erosão da mesma. O trem
conhecido como "Noturno Campista", com cinco vagões e uma locomotiva,
caiu no Rio Tanguá, após o aterro da cabeceira da ponte ferroviária ter ruído
pela força da correnteza das águas do rio após forte chuva no local. O
acontecimento fatídico, de forte apelo visual, ainda foi exibido pelas telas de
cinema na época. A Estação passou por reforma recebendo nova pintura por volta
de 2015/16. Quando estive lá em 2021 ela seguia na cor branca e azul, estando
relativamente bem conservada.”
Na sequência abaixo, mais alguns registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em 2021 mostrando a Estação de Tanguá nas cores azul e branca.
Estação, Plataforma e Trilhos ainda no lugar. Embora um pouco descaracterizada, ela ainda está lá resistindo
ao tempo.
























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