domingo, 19 de fevereiro de 2017

ESTAÇÃO PEDRO DO RIO - Hoje um belo Centro Cultural à serviço da comunidade.






Estação Pedro do Rio
Estive no local em: 06 de janeiro de 2017
Inaugurada em: 1886
Ramal: Linha do Norte – Km 84,200 (1960)
Altitude: 645m

Uso Atual – Centro Cultural.






A Estação:

Inaugurada em 1886, inicialmente a Estação Pedro do Rio fazia parte da Estrada de Ferro Grão Pará, que construiu o prolongamento de Petrópolis a Areal entre 1883 e 1886, indo até São José do Vale do Rio Preto em seguida. 

Posteriormente, a partir de 1900, a estação de Areal foi unida a Três Rios já pela Leopoldina e dali enveredando-se pelo Estado de Minas Gerais.

Em 05 de novembro de 1964 o trecho entre Vila Inhomirim e Três Rios foi suprimido e a Estação de Pedro do Rio fechada.






Minha visita:

Encerrando minha “expedição” na região serrana do Rio de Janeiro pelos caminhos da Grão Pará, cheguei à Estação Pedro do Rio por volta de 17h30.
Diferente de tristes destinos de muitas estações da E. F. Leopoldina marcadas pelo abandono e destruição, a antiga estação de trem de Pedro do Rio foi transformada em belo espaço cultural comunitário - o Centro Cultural Celina de Oliveira Barbosa.
O prédio acabou de passar por grande reforma, mas infelizmente não pude conhecer melhor o Centro Cultural, pois devido ao avançar da hora já estava fechado para visitação. 

Em conversa com moradores das imediações, soube que foi reaberta à comunidade recentemente e nela funcionam uma biblioteca, uma sala de informática e a Sala de Artes Lan - em homenagem ao cartunista Lan – onde acontecem exposições de arte, shows e sessões de cinema. O espaço também está aberto às demais atividades de interesse da comunidade.

O que dizer? Já estava no final do dia quando cheguei ao local e fiquei extremamente feliz ao encontrar a Estação de Pedro do Rio bela, BELÍSSIMA!

Devido estar no horário de verão ainda foi possível fazer belas fotos. 








domingo, 12 de fevereiro de 2017

ESTAÇÃO ITAIPAVA - Ela não existe mais. Relembrando a ferrovia, um belo restaurante temático foi criado.

A primitiva Parada Itaipava nos primeiros tempos da ferrovia, por volta de 1918 - Fonte: Jorge A. Ferreira Jr. 
Restauração: Amarildo Mayrink



O Beer & Food Vagão.



Em mais uma valiosíssima contribuição de Marcio Cardoso, outro raro registro fotográfico da Estação Itaipava. Pouco tempo depois ela foi demolida - foto de Tereza Serpa. 








Um dos poucos registros fotográficos conhecidos da Estação Itaipava em 1936 - Fonte: Jorge A. Ferreira Jr. e site www.estacoesferroviarias.com.br








Estação Itaipava
Estive no local em: 06 de janeiro de 2017
Inaugurada em: 1890
Ramal: Linha do Norte – Km 77,789 (1960)
Altitude: 681m
Situação Atual – Demolida.








A ESTAÇÃO:
Inaugurada ainda pela Estrada de Ferro Príncipe Grão Pará inicialmente como parada em 1890, Itaipava fazia parte do Ramal de São José do Vale do Rio Preto.
Após a Leopoldina resolver suprimir o trecho que vinha do Rio de Janeiro passando por Petrópolis em 05 de novembro de 1964, encerrou-se assim as atividades da ferrovia pelos municípios cortados por ela.
Segundo informações de moradores da localidade, a antiga estação teria sido onde hoje funciona o Shopping Center Itaipava.

Mas o amigo Márcio Cardoso, pesquisador e colaborador de nossa página, informa que na verdade a Estação Itaipava não ficava onde está o shopping e sim no segundo trevo de Itaipava, na BR-040.
O shopping está localizado ao lado da antiga rodovia União Indústria, enquanto a Estação Itaipava ficava do outro lado do rio piabanha, como pode ser observado no antigo mapa abaixo. 




MINHA VISITA:
Após minha gratificante visita ao Centro Cultural Estação Nogueira, parti em busca do local onde teria funcionado a antiga Estação Itaipava
Parti então para mais uma visita. Lá chegando, tomei conhecimento da existência e um bar/restaurante: o Beer & Food Vagão.
Trata-se e um bem idealizado estabelecimento comercial localizado no pátio de estacionamento do próprio Shopping, um autêntico Beer & Food temático, tendo como destaque um belíssimo vagão de trem estático que teve seu interior adaptado e transformado em um aconchegante bar-restaurante.
Confesso que minha frustração inicial por saber que a velha estação não mais existia foi substituída pelo encanto e beleza do local, pela feliz e bem elaborada ideia de um espaço temático de visual aconchegante e descontraído tendo o trem como protagonista.
O que dizer: vale à pena conhecer e visitar!


Outro belo registro da primitiva Parada Itaipava por volta de 1918 - Fonte: Jorge A. Ferreira Jr. 
Restauração: Amarildo Mayrink



Na seqüência abaixo, o bem idealizado Beer & Food Vagão.








Um grande tesouro estacionado ao lado da Prefeitura de CARMO, no Ramal Sumidouro.


A bela e imponente Locomotiva. Valeu ou não valeu a visita?






Prédio da Prefeitura Municipal de Carmo e a Locomotiva estacionada na praça ao lado.




Estação de Carmo, às margens da RJ-148.




Ainda em Carmo, podemos ver às margens da rodovia partes de uma ponte ferroviária.




A LOCOMOTIVA:

Após minha visita “inesperada” à Estação de Carmo em fevereiro de 2016 - motivo de outra postagem aqui no blog – me vi obrigado a um agradável retorno àquela cidade.

Razão - Recebi informações da existência de uma Locomotiva estacionada ao lado da Prefeitura, bem no centro da cidade.

A estação de Carmo encontra-se afastada do centro urbano, situada à beira da RJ-148 e por desconhecer a existência da Locomotiva anteriormente, a mesma não havia sido mencionada em minha primeira postagem sobre a Estação de Carmo.

Como a cidade estava no caminho da “Expedição Sumidouro” que realizei em 25 de janeiro de 2017, aproveitei para fazer uma breve visita quando ainda amanhecia o dia. O resultado foi esta “beleza” que pode ser apreciada nas fotos!

Na Locomotiva encontramos uma placa com a identificação do construtor: H. K. Porter Company Pittsburgh U.S.A. N° 6921 – ano 1924.


Não vou aqui entrar no mérito do local onde a Locomotiva foi estacionada – ao lado da Prefeitura e não próxima à Estação – mas quero aproveitar a oportunidade para pedir ao novo governante daquela cidade que dispense uma atenção especial a este belíssimo patrimônio histórico que a cidade possui. Sem dúvida ela merece!


Saiba mais sobre a Estação de Carmo visitando o link abaixo:











Procurando registros fotográficos em meus arquivos, encontrei fotos enviadas pelo amigo José Alves de Vasconcelos, grande colaborador de nossa página, onde para minha grande surpresa encontrei a foto de uma Locomotiva idêntica à hoje estacionada na Praça da Prefeitura de Carmo. Segundo José Alves, a foto foi feita na ilha dos pombos, local pertencente à Cia. Ligth de eletricidade, localizado em Paraíba do Sul. Como pode ser observado nas foto abaixo, sem dúvida o modelo da Locomotiva é bem semelhante!  












A PONTE:

Ainda na praça da prefeitura de Carmo conversei com algumas pessoas sobre a Locomotiva e sobre a ferrovia sendo informado da existência da estrutura de uma ponte ao lado esquerdo da rodovia indo em direção a Sumidouro, ainda em Carmo. 

Seguindo viagem indo mais devagar para não perder a oportunidade de mais um registro histórico da Estrada de Ferro Leopoldina pela região.


Poucos km’s à frente e lá estava ela. Segundo informações a ponte não teria resistido à força da correnteza em período de fortes chuvas. Mas parte dela e suas colunas ainda resistem ao tempo, marcas de áureos tempos e do quanto foi importante a ferrovia para o desenvolvimento da região. 






sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Próxima parada ESTAÇÃO PAQUEQUER: Partindo de Melo Barreto - MG, era a primeira parada do Ramal Sumidouro, no Estado do Rio.

Estação Paquequer.



A bela e imponente Ponte Preta, vista pelo lado do Estado do Rio.



A Ponte em Arcos de alvenaria e pedras.



(Registro fotográfico de 1930, por W. Cyril Williams: The Leopoldina Railway, A Narrow Gauge Railroad of Exceptional Interest, 1/1931. Acervo de Luciano Pavloski) do site www.estacoesferroviarias.com.br, de Ralph Mennucci Giesbrecht.





Estação Paquequer
Estive no local da Estação em: 25 de janeiro de 2017
Inaugurada em: 01/08/1885
Ramal: Ramal de Sumidouro - Km 241,818
Situação atual – Moradia.







Na ilustração acima a intenção é facilitar a localização dos prédios e obras ferroviárias aqui apresentadas.





Acima e abaixo, o famoso Túnel que Chora”.





Logo após o túnel, a grande Caixa d’água.


Em minha “expedição” pelos caminhos da Estrada de Ferro Leopoldina no Ramal Sumidouro, iniciei exatamente pela primeira parada no Estado do Rio de Janeiro.
Partindo de Melo Barreto, em Minas Gerais às margens do Rio Paraíba do Sul, o trem atravessava a famosa e bela Ponte Preta para fazer a primeira parada já no Estado do Rio de Janeiro - a Estação Paquequer, localizada às margens da RJ-158 próxima à extremidade das terras que dividem o Rio Paraíba do Sul e o Rio Paquequer, rio este que ali começa e avança pelo interior do Estado do Rio, muitas das vezes tendo às suas margens o antigo leito da ferrovia.
Sendo hoje propriedade particular com residências em seu entorno, cheguei aos portões da propriedade - às margem da RJ-158 – e ao entrar já encontrei a bela ponte em arcos de alvenaria e pedras sobre o início do Rio Paquequer para em seguida ser bem recebido pelo atual proprietário, que não só autorizou as fotos da estação e de todo o antigo complexo ferroviário aqui apresentadas como também trouxe importantes informações sobre a existência e distância para o famoso “Túnel que Chora” e uma caixa d’água existente logo depois do túnel, há uns 500 metros dali, atravessando a rodovia em direção à cidade de Carmo.

Iniciando a seção de fotos encontrei a Estação Paquequer ainda conservando suas principais características. 
Caminhando uns 200 metros em direção ao Rio Paraíba do Sul, chegamos à cabeceira da imponente Ponte Preta.
Visitar estes lugares nos faz voltar no tempo e imaginar o grande movimento que existiu ali - especialmente no transporte de produtos e mercadorias por ser a divisa de estados – como também de passageiros que iam e vinham de Nova Friburgo e região.

Estação Paquequer, sentido Melo Barreto.






Na seqüência abaixo a Estação Paquequer, sentido Carmo – RJ.














 Na seqüência abaixo, a imponente "Ponte Preta" compondo o belíssimo cenário de Paquequer.








 E a não menos bela "Ponte em Arcos".






Após a bem sucedida visita a estação de Paquequer, segui o antigo leito da ferrovia em busca do famoso “Túnel que Chora”. E as informações que recebi foram corretas. Ele está localizado bem próximo da estação de Paquequer seguindo aproximadamente 500 metros em direção a cidade de Carmo pelos caminhos do trem que margeiam o rio Paquequer. 
E logo após o túnel, encontrei também a grande caixa d’água.
O que dizer: Um excelente início de expedição pelo Ramal de Sumidouro!