terça-feira, 29 de outubro de 2013

ESTAÇÃO ALBERTO TORRES, entre as montanhas e as curvas do rio Piabanha.







A idéia inicial deste trabalho era focar todas as pesquisas na Zona da Mata mineira, mas na medida em que o projeto ia avançando, percebi que não tinha como contar a história da Estrada de Ferro Leopoldina sem falar ferrovia Grão Pará e de sua importante passagem pela região de Petrópolis, primeiro traçado da ferrovia até chegar a Três Rios. Partindo de Petrópolis para o interior, tínhamos as estações de Cascatinha, Corrêas, Nogueira, Itaipava, Dr. Nilo, Pedro do Rio, Granja, Cedro, Areal, Alberto Torres, Hermogênio Silva, Dr. Moura, Moura Brasil e Triângulo até chegar a Três Rios, de onde se partia para Piracema em direção a Bicas.
Sem obedecer à seqüência das estações citadas acima, visitei recentemente a localidade de Alberto Torres, que se encontra entre as montanhas e as curvas do rio Piabanha, no Município de Areal, comunidade tranqüila que cresceu em função da Usina Hidrelétrica e que tem como seu cartão de visita mais representativo a Ponte de Alberto Torres. Construída em 1860, trata-se de belíssimo exemplar da chamada arquitetura do ferro, guarnecida por uma trama de ferro fundido importada da Inglaterra e ali colocada quando da construção da rodovia União Indústria em meados do século XIX. Bem próxima a ela está situada outra ponte de concreto por onde passava a ferrovia.
E é nesta comunidade tranqüila que encontramos a bela Estação de Alberto Torres, externamente preservada em seu estilo original. Entrando na área da estação, foi gratificante encontrar um vagão estacionado ao lado da plataforma. Fui muito bem recebido na comunidade e pelas funcionárias da Escola, que permitiram entrar na estação para uma seção de fotos. Dentro dela funciona hoje uma biblioteca que atende à escola municipal local.
Como o leitor pode observar nas fotos, o local é realmente aprazível e nos convida a uma viajem no tempo, imaginado a composição chegando e partindo da estação.
É esta sensação que me motiva a continuar e a avançar também pelo interior do Estado do Rio de Janeiro em direção à Petrópolis.
Em breve, mais novidades!



























segunda-feira, 21 de outubro de 2013

EDIÇÃO FOTOS HISTÓRICAS - 05. Mais um registro da ferrovia em Bicas.


Uma das fotos mais conhecidas em Bicas, onde vemos grande número de ferroviários perfilados junto à bela Locomotiva 310.



Ferroviários identificados nesta foto:


Em pé, em baixo, da esquerda para a direita:


01- Adão, 02- Ildebrando, 03- Frank Alves (chefe da oficina), 04- Nico Cândido, 05- não identificado, 06- Catulino Benedicto Dore, 07- Sr. Nogueira (eng. Chefe), 08- não identificado, 09- Juquinha Benedicto, 10- Pedro Lanini, 11- Manoel Roque, 12- Heráclito Godinho, 13- Jorge Carlos, 14- Nilson Ventureli, 15- não identificado, 16- Sebastião Grassano, 17- Geraldo Nunes, 18- Maurício ?, 19- Juca Meleca, 20- Antônio Corrêa.


No alto, na Locomotiva, da esquerda para a direita:

21- não identificado, 22- Walter Guarnieri ?, 23- Jaci Barbosa, 24- Ratinho, 25- não identificado, 26- Wilson de Oliveira (Mandioquinha), 27- Jorge Carlos, 28- não identificado, 29- Geraldo (Pião).

O site otremexpresso agradece ao casal Paulo Nunes e Edith Dias de Oliveira Nunes pela importante contribuição na identificação dos ferroviários.




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A BELA HISTÓRIA DE LUIZ FERRARI. Um grande ferroviário biquense.


Há alguns dias atrás, recebi a visita do grande amigo Vavá Ferrari. Trazia consigo um livreto e uma foto que marcaram para sempre a vida da família Ferrari em Bicas. Tratava-se da belíssima história de seu Avô, Luiz Ferrari, digna de uma marcante postagem aqui no site otremexpresso.
 No início da década de 50, a Standard Oil Company of Brazil criou o programa radiofônio “Honra ao Mérito”, que ia ao ar pela Rádio Nacional, do Rio, às 21h35, às quartas-feiras e pela Rádio Tupi, de São Paulo, às 21h00, às segundas-feiras.
Entre ilustres brasileiros homenageados estava o biquense de coração Luiz Ferrari. Ele foi um dos 76 brasileiros que receberam esta singela homenagem e fez parte do segundo livreto “Honra ao Mérito”, que em seu prefácio exaltava “Aqueles que pela sua vida, se tornaram exemplos para outras vidas”, cujas biografias foram focalizadas nas transmissões da Rádio Nacional do Rio de Janeiro até 21 de março de 1951 e da Rádio Tupi de São Paulo até 19 de março de 1951.
Luiz Ferrari recebera esta homenagem pela destacada atuação comandando uma turma de salvamento quando, numa noite de temporal, uma locomotiva havia se precipitado no fundo do rio com toda a composição de carga num acidente sem vítimas. Todos davam como perdida a bela locomotiva a vapor 303. Aí Luiz Ferrari surge com voz firme: “Abandonar a 303? Não senhor! Não temos o direito de abandoná-la, ela que correu por esses trilhos milhares de vezes, e que foi sempre uma poderosa máquina! Não senhor!”
A conclusão desta história pode ser lida na biografia de Luiz Ferrari, página de “Honra ao Mérito” logo abaixo.


Nascido em Mantua, na Itália, Luiz Ferrari veio cedo para o Brasil vindo a se estabelecer em Bicas, terra que escolheu como sua segunda Pátria.
Para receber a homenagem, no dia 10 de janeiro de 1951 Luiz Ferrari viajou ao Rio de Janeiro sendo recebido na Rádio Nacional junto às demais personalidades brasileiras destacadas pela Standard Oil Company of Brazil. Ao retornar a sua cidade natal, encontrou a plataforma da Estação de Bicas em festa, repleta de amigos que foram receber o grande homenageado.



Em seu retorno à Bicas no dia 12 de janeiro, Luiz Ferrari foi recebido com grande festa pelos amigo na Estação Ferroviária de Bicas. Da esquerda para a direita na foto, vemos  Castelar – genro do Sr. Luiz Ferrari, Pai da Maria Luiza, menina na foto com Luiz Ferrari; Bóia – Francisco Ferrari, atrás do Castelar; Pião – José FerreiraCatulino Benedito DoreSr. Barreto – atrás do Catulino; José Arezo – de boné; Xisto Cortat – entre Sr. Catulino e José Arezo; Aroldo Mendes – pai do Ailton Mendes; Luiz Ferrari – o homenageado com sua neta Maria LuizaEauston SilvaJuquinha TavaresSeverino Mazoco – um pouco mais atrás; Francisco GazineuSr. Nilson BatistaSebastião de Matos – Limpa TrilhoCarlito de Oliveira e Walkir Pimentel – menino - seu pai era agente de estação em Bicas.




Entre tantos ”grandes” cidadãos brasileiros que foram destacados neste livreto, encontramos também Irmã Dulce Lopes Pontes, com um belíssimo relato de seu belo trabalho junto ao Círculo Operário da Bahia, religiosa que tratava a todos com uma senha de bondade – “paizinho” – aquecendo o coração de milhares de criaturas.
Irmã Dulce notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, sendo também conhecida como “anjo bom da Bahia”. Irmã Dulce veio a ser beatificada em Salvador em 2011, passando a ser reconhecida como Bem Aventurada Dulce dos Pobres.


Outras grandes personalidades brasileiras foram homenageadas com Luiz Ferrari nesta oportunidade, como pode ser visto no índice dos homenageados da revista “Honra ao Mérito”. Além de tornar público a todo o Brasil através das rádios a capacidade, a dedicação e o amor de Luiz Ferrari por sua profissão, tal fato contribuiu para ratificar a fama de que as oficinas de Bicas possuíam grandes operários, uma das melhores oficinas da RFFSA até os últimos dias de seu funcionamento. 











quinta-feira, 10 de outubro de 2013

EDIÇÃO FOTOS HISTÓRICAS - 03. Curso para maquinistas em Locomotiva Diesel.

Registro fotográfico do Curso de locomotivas diesel para maquinistas da EFL - Estrada de Ferro Leopoldina, realizado em Três Rios - RJ em outubro de 1961.  Na foto identificamos os seguintes ferroviários:

01- Lincon Pinheiro, 02- Maquinista Geraldo Corrêa.



O site O Trem Expresso agradece a Rosália Mayrink Corrêa pelo importante registro fotográfico e ao casal Paulo Nunes e Edith Dias de Oliveira Nunes, pela importante contribuição na identificação dos ferroviários.



Recomposição fotográfica - Amarildo Mayrink.