quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ESTAÇÃO LEOPOLDINA - A origem de tudo.

O belíssimo trabalho em óleo sobre tela de Luciano Bahia Meneghite na foto acima abre a matéria sobre a histórica Estação de Leopoldina. 



Foto belíssima do acervo de Hugo Caramuru, com a imponente Locomotiva 220X conduzindo a composição.


Na foto acima, uma composição ao lado da Estação de Leopoldina. 
Abaixo, a mesma foto em óleo sobre tela de Luciano Bahia Meneghite.
Acervo Memória Leopoldinense, site  www.leopoldinense.com.br




Na manhã de 07 de janeiro, parti para minha primeira viajem de pesquisas no ano de 2014. Destino: Leopoldina e Santana de Cataguases.
Primeira parada, Município de Leopoldina. Chegando ao centro da cidade fiquei perdido, já que a Estação de Leopoldina já não existe mais, nem qualquer “trilhozinho, dormente ou brita” como lembrança de que um dia a ferrovia passou por ali. Estacionei próximo ao ponto de taxis em frente à agência da Caixa. Quando se está “perdido” nada melhor do que perguntar a um taxista, certo? O melhor foi a resposta: você está exatamente onde era a antiga estação ferroviária de Leopoldina!
Dali em diante foi um bom e descontraído bate-papo, informações valiosas e aproveitar a ocasião para fazer algumas fotos do local, marco importante daquele que um dia foi o destino final da Leopoldina Railway, nome concedido não em homenagem à Imperatriz Leopoldina como muitos pensam, mas ao próprio Município.
Retornando ao ponto de taxi, recebi a valiosíssima recomendação de que procurasse Luiz Otávio Meneghite, Diretor e Editor do Jornal Leopoldinense, grande conhecedor da história da cidade e possuidor de um belo acervo fotográfico digitalizado.
Como historiador (ferroviário) em início de caminhada confesso que foi um daqueles grandes e importantes encontros. Muito atencioso Luiz Otavio não só contou algumas passagens da história da ferrovia no Município como me apresentou as fotos maravilhosas que compartilho com os amigos leitores nesta matéria. Além delas, um grande e importante e bem organizado arquivo histórico fotográfico da cidade Leopoldina criado por ele graças à contribuição de inúmeros cidadãos leopoldinenses e exposto publicamente no quadro “Memória Leopoldinense” no site www.leopoldinense.com.br do Jornal Leopoldinense.
Após conhecer este trabalho, Luiz Otávio me apresentou seu filho Luciano Bahia Meneghite, que apresentou belíssimas pinturas em óleo sobre tela retratando a importância histórica da Estrada de Ferro Leopoldina para a vida da cidade, também expostas nesta matéria.
Se nada encontrei em termos materiais como prédios ou outras referências ferroviárias, tenho que confessar que esta foi a mais gratificante visita a cidade que um dia foi contemplada e atendida pelos trens da Leopoldina.



O triângulo situado na localidade de Vista Alegre era o início do pequeno ramal para Leopoldina.







Estação Leopoldina

Estive no local da antiga Estação em: janeiro de 2014

Inaugurada em: julho de 1877

Linha do Centro - km 341,950 (1960)












Acima, a estação ferroviária de Leopoldina, vista na década de 1950. Construída em 1877, foi demolida em 1965 - Acervo Aldo Pace.

Abaixo, a mesma foto em óleo sobre tela, de Luciano Bahia Meneghite.

Abaixo, o mesmo local em foto recente no mesmo ângulo - Foto Memorial Leopoldinense.





Na foto acima de 07 de janeiro de 2014, vemos no centro ao fundo, a praça e o prédio onde funciona a agência da Caixa no mesmo local onde um dia existiu a estação ferroviária de Leopoldina - foto de Amarildo Mayrink.




Acima a Estação de Leopoldina, em 1952 - acervo Memória Leopoldinense.  

Abaixo, o mesmo local em 07 de janeiro de 2014 - foto Amarildo Mayrink.




A Estação de Leopoldina, vendo-se ao fundo o Banco Ribeiro Junqueira. 

Foto cedida por Rodrigo Gesualdi ao Memoria Leopoldinense.



Foto de 1961, uma das mais bonitas e reproduzidas fotos da Estação - Acervo de Horst Wolff.




Estação de Leopoldina - Acervo Memória Leopoldinense.




Estação, vendo-se ao fundo o Hospital - Acervo Memória Leopoldinense.




Villa Arminda, cinco casas que ficavam ao lado da estação ferroviária - hoje Praça João XXIII - originalmente eram armazens para estocagem de café, transformadas em residências pelo portugues Raphael Domingues após a crise do café, recebeu o nome de Villa Arminda - Arminda Gomes Domingues, filha de Raphael. Acervo Memória Leopoldinense.




Jogadores e torcedores do Ribeiro Junqueira na Estação de Leopoldina - Acervo Memória Leopoldinense.




1958 - Propagandas políticas nas praças próximas à estação ferroviária -Acervo Memoria Leopoldinense.




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