sábado, 2 de junho de 2012

ESTAÇÃO JUIZ DE FORA - Hoje, um belíssimo Museu Ferroviário.

Fachada da Estação da EFL em Juiz de Fora, hoje Museu Ferroviário.



Belíssimo modelo exposto no Museu de Juiz de Fora.





Agência da Estação Ferroviária. Toda sua originalidade e seu romantismo foi preservado no Museu.














O ramal de Juiz de Fora partia de Furtado de Campos e foi suprimido pela RFFSA em 08 de setembro de 1974. Segundo Hugo Caramuru, o último trem de passageiros no ramal saiu em 31 de janeiro de 1972, dois anos e meio antes da supressão.
Hoje, no antigo prédio da Estação da Leopoldina em Juiz de Fora funciona o belíssimo Museu Ferroviário Estação Arte, inaugurado em agosto de 2003, depois de um processo de revitalização e modernização daquele espaço, coordenado pela Prefeitura de Juiz de Fora/Funalfa e pela Rede Ferroviária Federal S.A. através de um convênio onde a Funalfa se compromete a utilizar o prédio em caráter exclusivamente cultural, educacional ou turístico. O seu acervo e a edificação são tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA, sendo a edificação preservada também pela municipalidade, o que representa uma alternativa eficiente para garantir o resgate da história do município, fortemente marcada pela ferrovia.
O acervo do Museu Ferroviário, disposto de forma didática em vitrines, painéis e ambientes cenográficos, é constituído por 400 peças, incluindo mobiliário, instrumentos de trabalho e de comunicação, livros técnicos, fotografias, equipamentos científicos, louças, miniaturas. Possui, na área externa, duas locomotivas a vapor originais. A de n° 07 permaneceu exposta em Bicas após ser reconstruída nas oficinas da RFFSA pelos ferroviários biquenses, reconhecidos com "os artistas da ferrovia".
Este patrimônio cultural aborda as origens e a evolução da ferrovia, bem como seu impacto nos aspectos sociais e econômicos a partir do século XIX, no Brasil e em Juiz de Fora. As peças são dispostas em cinco salas temáticas: História da Ferrovia, Agência de Estação, Sinalização e Via Permanente, Escritórios Ferroviários e Material Rodante e Aspectos Tecnológicos.
O Museu Ferroviário oferece Programa de Educação Patrimonial com visitas guiadas ao acervo. As visitas são dinâmicas, seguindo um roteiro didático com a finalidade de instigar a curiosidade do visitante. Percorrer as salas do Museu Ferroviário é a oportunidade de “viajar” pela história do trem.
No prédio da antiga Estação da Leopoldina funcionam também a Estação Arte, um Anfiteatro e uma Sala de Multimeios.
O Museu Ferroviário de Juiz de Fora funciona de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h no Prédio da antiga Estação de Trem que fica na Av. Brasil, 2001. .
Para maiores informações, o telefone é (32) 3690-7055 ou através do site do Museu: www.amujf.blogspot.com.br/

Fotos: Amarildo Mayrink


Em 31 de janeiro de 1972, partia o último trem de Juiz de Fora para Furtado de Campos.





Locomotiva n° 7 "Duquesa", fabricada pela Decauville Ainé, Nowawe em 1913 e reconstruída pelos ferroviários biquenses - reconhecidos como "os artistas da ferrovia" - em 1984.


















Telégrafo. Aparelho de recepção e transmissão, em alfabeto morse.





Locomotivan° 1, classe 0-4-0, fabricada pela Orensteln & Koppel - Arthur Koppel AC, Berlim Drewitz, em 1913.







Pequeno vagão de cargas, também exposto no Museu Ferroviário.









Muitos que transitam por esta ponte, próximo ao terreirão do samba, nem imaginam que por aqui passaram os trens da Estrada de Ferro Leopoldina com destino a Furtado de Campos.











Um comentário:

  1. Meus pais eram naturais de Juiz de Fora Meu pai,militar,vivia mudando de Cidades e de Estados,mas sempre estávamos visitando nossos avós que continuavam morando lá De São Paulo vinha em trem com cabine onde tínhamos duas camas beliche e viajávamos a noite inteira chegando pela manhã em Juiz de Fora No período 1960 a 1964 morei em Juiz de Fora e após este período mudamos para o Rio de Janeiro viajando alguma vezes de Liturina entre as duas cidades Ainda tenho parentes em Juiz de Fora aonde não vou há 20 anos Rever a Estação me emocionou Obrigado
    Marcio Brandão

    ResponderExcluir