terça-feira, 16 de setembro de 2025

ESTAÇÃO TRIQUEDA - Localizada no belíssimo cenário da serra de Coronel Pacheco a Juiz de Fora.

Acima e abaixo, dois belos registros – talvez os últimos da Estação Triqueda ainda de pé – de Carlos Henrique Barbosa feitos em 2007.

Abaixo, histórico registro feito por Carlos Latuff em 2003 onde é possível ver todo o complexo ferroviário da Estação de Triqueda.

Abaixo, a Estação de Triqueda em ângulos distintos, por Carlos Latuff. 


Abaixo, dois registros de Carlos Henrique Barbosa feitos em 2007 onde se vê a Pedra Furada, outro belíssimo marco histórico da ferrovia na Serra de Coronel Pacheco para Juiz de Fora, já próximo à Estação de Triqueda.


Belíssimo registro do antigo Leito Ferroviário feito por Carlos Henrique Barbosa em 2007. A região da Estação de Triqueda na Serra de Coronel Pacheco para Juiz de Fora conserva cenários encantadores que nos faz pensar no sucesso que um Trem Turístico faria nos dias de hoje.


No deslumbrante cenário da serra, entre Coronel Pacheco e a Estação de Triqueda, encontramos este pontilhão sobre uma belíssima cachoeira que faz sucesso em caminhadas ecológicas e em passeios diversos, por Carlos Henrique Barbosa.


Ainda na belíssima serra entre Coronel Pacheco e a Estação de Triqueda, próximo desta, encontramos mais um pontilhão.




Acima, em 2007 a Caixa d’água da Estação Triqueda ainda estava lá, mas podemos observar que alguns prédios da foto abaixo, de 2003, já não existiam mais.



 

Estação TRIQUEDA

Antiga Água Limpa

 

miranda-lima


coronel-pacheco



 

Município: Coronel Pacheco-MG

Ramal de Juiz de Fora: Km 277,007 (1960).

Altitude: 641 m.

Estação inaugurada em: 1884. Segundo prédio em 1915.

Estive no local em: Ainda não visitei o local. Registros dos amigos Carlos Henrique Barbosa e Carlos Latuff.

Uso atual: Demolida.  

Situação Atual – Ramal declarado erradicado, sem trilhos.

 

Cia. E. F. Juiz de Fora ao Piau (1884-1888)

E. F. Leopoldina (1888-1974)



HISTÓRICO DA LINHA: 

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O ramal de Juiz de Fora teve sua origem em duas ferrovias: a Cia. E. F. Ramal do Rio Novo, constituída em 1882 e arrendada no ano seguinte à Cia. União Mineira, que inaugurou o trecho entre Furtado de Campos, no então ramal de Serraria (Serraria-Guarani, da União Mineira) e a cidade de Rio Novo. Enquanto isto, em Juiz de Fora, constituiu-se em 1881 a Companhia Estrada de Ferro Juiz de Fora a Piau, que em 1884 entregou esse trecho, e, em 1888, o uniu a Rio Novo. Dois meses antes, em agosto, a ferrovia já tinha sido vendida à Leopoldina, que também estava de posse da União Mineira, unindo então o ramal de Rio Novo ao ramal de Piau, formando o ramal de Juiz de Fora. Nesta cidade, o novo ramal se entroncava com a Linha do Centro da E. F. Central do Brasil. A partir de 1896, no entanto, houve uma série de disputas judiciais no antigo ramal do Piau, finalmente só resolvidas em 1913 em favor da Leopoldina. O ramal de Juiz de Fora foi finalmente suprimido pela RFFSA em 8/9/1974. Segundo Hugo Caramuru, o último trem de passageiros no ramal saiu em 31/01/1972, dois anos e meio antes da supressão.”


A ESTAÇÃO:

A Estação de Triqueda era um pequeno complexo ferroviário localizado em posição estratégica no meio da serra de Coronel Pacheco a Juiz de Fora, dotado de Caixa d’água; Casa de Turma e do Chefe da Estação e sua própria Estação Ferroviária. Em seu entorno existiam também pequenas moradias.

A Estação teria sido inaugurada em 1884 pela Cia. E. F. Juiz de Fora ao Piau com o nome de Água Limpa; na verdade, a primeira Estação com este nome. Em 1888 este trecho passou para o controle da E. F. Leopoldina, que mudou o nome da Estação para Triqueda.

Seguindo com a linha, a Leopoldina construiu uma nova Estação mais a frente (na hoje cidade de Coronel Pacheco), transferindo o nome Água Limpa para esta nova Estação, no Ramal que passava a se chamar Ramal de Juiz de Fora, Ramal que passou a ligar Juiz de Fora à Estação de Furtado de Campos, na Linha de Caratinga passando pela Estação de Rio Novo.

O Ramal de Juiz de Fora funcionou até o ano de 1972, quando foi desativado e, em seguida, suprimido. Com ele, a Estação de Triqueda, que ficou abandonada na serra até ser totalmente demolida no final da década de 2000.

Carlos Henrique Barbosa percorreu aquele trecho do antigo leito ferroviário do Ramal de Juiz de Fora numa Caminhada Ecológica em 2007, passando por belos cenários, pontes, cortes de pedra, cachoeiras e pontilhões, chegando à Estação de Triqueda, que naquela data ainda estava de pé. Infelizmente, pouco tempo depois recebeu a notícia de que todo o antigo complexo ferroviária daquela Estação havia sido demolido.


A Pedra Furada, localizada próximo à Estação de Triqueda, registro feito em 2007 por Carlos Henrique Barbosa.


Carlos Latuff visitou a Estação de Triqueda em junho de 2003, quando fez as fotos apresentadas nesta matéria. Segue abaixo seu relato:

“Depois de quase uma hora andando a pé pra cima e pra baixo e comendo poeira, cheguei à Estação de Triqueda, prédio datado de 1915. A julgar pela localização, a Estação permitia a algum fazendeiro para escoar sua produção. Além da Estação, o lugar tinha outras construções: um lugar onde as Locomotivas a Vapor eram abastecidas com água e até uma pequena Igreja. Tudo abandonado, esquecido, como num desses cenários de filme de velho oeste, de cidade-fantasma" 


Abaixo, relato de João Cícero em dezembro de 2009:

"Triqueda (sem plural) foi onde nasci: meu pai era morador da casa da vila retratada na foto abaixo. Ali era um comércio onde se vendia de tudo, e o pessoal da Leopoldina parava para fazer seu lanche no meio da viagem. O pastel era o mais procurado, pela sua qualidade e sabor. Em tempo; As construções das fotos de 2003 lamentavelmente já estavam todas demolidas em 2009, inclusive a pequena Estação de 1915. Um crime" 


O pontilhão sobre uma belíssima cachoeira, registros da caminhada ecológica feitos por Carlos Henrique Barbosa.









Abaixo, mais dois registros da Pedra Furada, localizada próximo à Estação de Triqueda, feitos em 2007 por Carlos Henrique Barbosa, quando realizaram uma caminhada ecológica pelo antigo leito da ferrovia na Serra entre Coronel Pacheco e Juiz de Fora.



O pontilhão que fica próximo à Estação de Triqueda, na belíssima serra de Coronel Pacheco para Juiz de Fora. 






A Caixa d’água da Estação Triqueda ainda estava lá em 2007. 


Pequena edificação que também aparece na foto de Carlos Latuff onde todo o complexo ferroviário é visto.


A Capela que ficava próxima à Estação de Triqueda, também demolida.

Em detalhe, a tubulação da Caixa d'água, usada para abastecer as Locomotivas a Vapor.


Estação PARADA PAULICÉIA - Mais uma Parada Ferroviária até aqui desconhecida. Dela também não sobrou nada.

Acima e nas duas fotos abaixo, registros de Da Silva Junior, que não encontrou nenhum vestígio de plataforma da Parada Paulicéia em sua ao local, em agosto de 2025.



parada-bela-aurora


Parada PAULICÉIA 


inhuma


Município: Mimoso do Sul-ES

Linha Do Litoral - Km 415,036 (1960)

Altitude: 28 m

Estação inaugurada em: ?

Estive no local em:  Ainda não visitei a Estação. Fotos do amigo Da Silva Junior.

Uso atual: Demolida e sem vestígios.

Situação Atual – Tráfego suspenso, com trilhos. 


E. F. Leopoldina ( ? -1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996 - ...)



HISTÓRICO DA LINHA: 

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. A partir de 1996 a linha funcionou para cargueiros por mais alguns anos sendo operada pela FCA. ”


A ESTAÇÃO:

Da Silva Junior esteve na Parada Paulicéia em agosto de 2025 desvendando mais uma antiga Parada que até aqui era desconhecida, trazendo as fotos apresentadas nesta matéria e seu relato sobre a visita...

"Segundo histórico, a Parada foi fundada em 1902. Nela era escoada a produção agrícola e o Café da Fazenda Pratinha. Segundo dizem, seu proprietário dia ser natural de São Paulo, por isso teria homenageado a Parada em alusão a cidade de São Paulo - Pauliceia.

Da Parada infelizmente não encontramos nenhum vestígio. A Parada realmente sumiu, mas este era o local onde ela ficava."


A Parada listada no livro e grifada de vermelho por Paulo Neiva Pinheiro, juntamente com sua quilometragem.


Na sequência abaixo, mais alguns registros da onde teria sido a Parada Paulicéia, de Da Silva Junior.





quarta-feira, 10 de setembro de 2025

ESTAÇÃO MIMOSO DO SUL - Importante Estação no primeiro Município do Estado do Espírito Santo na Linha do Litoral.

Acima e nas três fotos abaixo, a Estação de Mimoso do Sul em registros de Da Silva Junior feitos em maio de 2025 após a grande reforma.




Na sequência abaixo, a Estação de Mimoso do Sul em registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em dezembro de 2021, antes da grande reforma. Os trilhos ainda estavam no pátio.











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Estação MIMOSO DO SUL 


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Município: Mimoso do Sul-ES

Linha Do Litoral - Km 424,262 (1960)

Altitude: 67 m

Estação inaugurada em: 01 de junho de 1895.

Estive no local em:  Ainda não visitei a Estação. Fotos dos amigos Paulo Neiva Pinheiro e Da Silva Junior.

Uso atual: Restaurada em 2024.

Situação Atual – Com tráfego suspenso, após a reforma da Estação, o pátio teve seus trilhos arrancados. 


E. F. Leopoldina ( 1895-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996 - ...)




HISTÓRICO DA LINHA: 

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. A partir de 1996 a linha funcionou para cargueiros por mais alguns anos sendo operada pela FCA. ”


A ESTAÇÃO:

Paulo Neiva Pinheiro e Da Silva Junior estiveram na Estação de Mimoso do Sul em datas distintas - Paulo Neiva em dezembro de 2021 e Da Silva Junior em maio de 2025, após a Estação passar por amplas reformas, trazendo as fotos apresentadas nesta matéria.

A Estação de Mimoso foi inaugurada em 1895. Em 1930, Mimoso tornou-se município, que na década de 1940 passou a se chamar Mimoso do Sul.

Seguindo pela Linha do Litoral do Rio de Janeiro para o Estado do Espírito Santo, a última parada no Estado do RJ era a Estação de Santo Eduardo, no município de Campos. Ao deixar Santo Eduardo o Trem entrava no Estado de ES chegando à Estação de Ponte do Itabapoana, já em território do município de Mimoso do Sul, a primeira cidade do ES na Linha do Litoral; Linha que corta o município de Mimoso do Sul de sul a norte onde, com a ferrovia em atividade, o Trem fazia 7 paradas, entre Estações e pequenas paradas. São elas: Ponte do Itabapoana, Dona América, Inhuma, Parada Paulicéia, Parada Bela Aurora, sua Estação principal - Mimoso do Sul, Parada Aparecida e Parada Santa Rita. 

Paulo Neiva Pinheiro esteve em Mimoso do Sul em dezembro de 2021, antes da grande reforma. Da Silva Junior visitou a Mimoso do Sul em maio de 2025 encontrando a Estação restaurada, bem como a pequena réplica de uma Locomotiva que ornamenta uma de suas cabeceiras. A notícia triste é que ele não encontrou mais os trilhos, que foram totalmente arrancados do pátio da Estação.


Na sequência abaixo, a Estação de Mimoso do Sul em registros de Paulo Neiva Pinheiro feitos em dezembro de 2021, antes da grande reforma.





Acima e abaixo, os sinais do abandono no pátio da Estação em dezembro de 2021. 

Os sinais do abandono no interior da Estação em dezembro de 2021. 

Nas três fotos abaixo, um Vagões abandonados estacionados no pátio da Estação em 2021. 




Nas duas fotos abaixo, os Vagões continuavam abandonados estacionados no pátio da Estação em 2025. 



A Linha do Litoral corta toda a cidade de Mimoso do Sul.