Matéria atualizada em 09 de dezembro de 2024.
Abrimos a matéria apresentando quatro registros em tempos distintos mostrando a evolução do triste abandono da Estação de Baltazar.
Primeiro
registro fotográfico da Estação de Baltazar feito por Laura Mansur em sua visita para fotos na localidade em 2013.
A Estação de Baltazar sob o olhar de Laura Mansur em julho de 2018. A
cor já havia mudado, mas a Estação ainda estava de pé.
Laura Mansur não escondeu seu desapontamento ao visitar Baltazar nos últimos dias de dezembro de 2022 e encontrar a antiga Estação com parte de sua parede lateral e do telhado desabados: "Uma
pena que, por falta de manutenção, uma parte importante da história vire ruína."
Acima e nas seis fotos abaixo, registros de Paulo Neiva Pinheiro mostrando o completo abandono da Estação de Baltazar em 2024.
Abaixo, no triste cenário do abandono da ferrovia em Baltazar, a sensibilidade de Laura Mansur neste romântico e belo registro.
A Caixa d’água, que ficava localizada próxima à Estação, em foto de Laura Mansur feita em julho de 2018. Hoje ela não está mais lá...
santo-antonio-de-padua
Estação BALTAZAR
aperibe
Linha
de Campos a Miracema – Km
427,292.
Município: Santo Antônio de Pádua - RJ
Altitude: 76m.
Estação
inaugurada em: 1883.
Estive
no local em: Ainda
não visitei a Estação. Fotos cedidas por Laura Mansur e Paulo Neiva Pinheiro.
Uso
atual: Abandonada,
em ruínas.
Situação
Atual – Com trilhos. Tráfego suspenso.
E.
F. Santo Antônio de Pádua (1880-1884)
E.
F. Macaé a Campos (1884-1887)
E.
F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA
(1975-1996)
FCA (1996...)
HISTÓRICO DA LINHA:
A história da Linha de Campos a Miracema teve início com duas ferrovias: uma ligando Campos a São Fidélis, aberta em 1° de agosto de 1891 e outra; a E. F. Santo Antônio de Pádua, com uma concessão de 1879, que unia a Estação de Luca (São Fidélis) a Santo Antônio dos Brotos, como era chamada inicialmente a Estação de Miracema, ferrovia esta aberta em 1880, inicialmente de São Fidelis até Santo Antônio de Pádua, chegando finalmente até Miracema em 1883. Em 1891, as duas ferrovias já estavam unidas ligando Miracema a Campos, ambas já pertencendo à Leopoldina.
Antes de chegar a Miracema, o Trem passava pela Estação de Paraoquena, de onde partia o Ramal de Paraoquena - que interligava a Linha de Campos a Miracema à Linha do Manhuaçu pela Estação de Cisneiros.
O trecho Paraoquena-Miracema foi o primeiro a ser desativado.
No ano de 1980, Trens mistos ainda carregavam passageiros de Recreio a Campos, mas nos anos seguintes, o transporte de passageiros teve fim. A linha permaneceu ativa para cargueiros da FCA por mais algum tempo, transporte este que também foi suspenso.
Nos últimos tempos do transporte de passageiros, os Trens – passageiros ou cargueiros - já sem passar por Miracema, seguiam direto de Cisneiros, na Linha do Manhuaçu, pelo Ramal de Paraoquena até Campos passando pela Estação de Baltazar.
(Fonte: site Estações
Ferroviárias)
Acima e abaixo, a antiga Estação com parte da parede lateral e do telhado desabados, registros de Laura Mansur feitos nos últimos dias de dezembro de 2022. 
A ESTAÇÃO:
Graças mais uma vez à
contribuição dos amigos da página: da fotógrafa Laura Mansur, de Santo Antônio de Pádua – que visitou a
localidade em tempos distintos: 2013, 2018 e 2022 – e do desbravador ferroviário Paulo Neiva Pinheiro - que visitou a localidade em 2024 - trazemos
mais uma Estação da E. F. Leopoldina: a Estação de Baltazar, que
fica em distrito de mesmo nome no Município de Santo Antônio de Pádua.
A Estação de Baltazar foi
inaugurada em 1883.
A descrição do local em 1884 era:
"Na Estação do Balthazar, freguezia
de Santo Antonio de Pádua: um edifício no km 58, construído de pau a pique,
coberto de telha" (Estradas de Ferro do Brasil, Cyro Pessoa Jr., 1886).
Posteriormente foi construído um
novo prédio (o atual).
A Estação de Baltazar foi fechada após a
suspensão dos trens de passageiros no início da década de 1980, sendo totalmente abandonada após o
encerramento do transporte de cargas pela FCA.
Segundo Paulo Neiva Pinheiro... “A Estação começou a ser destruída em 2021,
não se sabe se para reuso do material ou se pela ação do tempo (ventos, sol e
chuva).
Em 2024
ainda estava com partes ruídas, como as paredes das cabeceiras e grande parte
do telhado. A caixa d’água metálica parece que foi roubada e vendida como
sucata, pois não a achei lá… sabemos que até 2018 ela ainda estava no local.”
Apesar do completo abandono, a
maior parte da Estação ainda resiste, à espera de que os órgãos competentes
reconheçam sua importância Histórica e Cultural para a
comunidade e para o Município de Santo Antônio de Pádua, realizando uma
necessária obra de restauração que resgate aquele belo prédio colocando-o à
serviço da comunidade de Baltazar.
Abaixo, um espetacular e detalhado levantamento fotográfico de Paulo Neiva Pinheiro mostrando o estado de completo abandono deste prédio histórico.

Abaixo, a Caixa d’água de Baltazar fotografada em tempos distintos: 2013, 2017, 2018 e 2019. Hoje ela não está mais lá...

Abaixo, o pátio da Estação de Baltazar em 2013.
Outro belo registro feito por Laura Mansur em 2019, onde vemos parte da Estação e uma bela e antiga construção com parte de seu telhado desabado.
Mais três belos registros da Estação de Baltazar.
Próximo
à Estação, a sensibilidade de Laura Mansur em mais um belo registro.
Em 2024, Paulo Neiva Pinheiro também se encantou com a beleza do prédio acima, mas ficou triste ao também vê-lo em ruínas. Veja nas fotos abaixo.
Abaixo, mais alguns românticos e belos registros de Laura Mansur em contraste com o triste cenário do abandono da ferrovia em Baltazar.
Abaixo, registros de Paulo Neiva Pinheiro mostrando outros prédios que remontam ao início dos tempos da ferrovia em Baltazar.