Acima, próximo àquela árvore estão as ruínas da Parada
Ferroviária Macaco.
Abaixo, parte do alicerce da Parada Macaco, já demolida.
Próximo àquela árvore podemos ver parte das ruínas da Parada Ferroviária Macaco.
Ruínas da Parada Macaco. Note um trilho cortado perto da
Parada que pode ter sido usado como suporte de sua cobertura.
Acima e abaixo, a Linha do Litoral já saqueada de forma implacável aproveitando seu afastamento e a falta de fiscalização adequada. Restaram somente seu
lastreamento de pedras e dormentes podres. 
Próximo à Parada Macaco, o pontilhão de concreto sobre o Rio Macabu. Obras de
melhoramentos na Linha do Litoral feitas já pela RFFSA.
Paulo Neiva Pinheiro diante do que sobrou da Parada Ferroviária Macaco.
Estação PARADA MACACO
Município: Campos dos Goitacazes–RJ
Linha do Litoral – Km 269,797
Altitude: 12m
Estação inaugurada em: ?
Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.
Uso atual: Demolida.
Situação Atual – Tráfego suspenso. Trilhos roubados.
E. F. Macaé a Campos ( ?-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1996)
FCA (1996 - ...)
HISTÓRICO DA LINHA:
Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”
A ESTAÇÃO:
O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação PARADA MACACO em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...
“A Parada Macaco existia para embarque e
desembarque de pessoas, de gado e de cargas, geralmente produtos agrícolas
produzidos pelas fazendas da região, em especial por uma delas conhecida como
Macaco, onde a Parada ficava localizada. Não consegui informações sobre a data
de sua abertura, demolição e nem de qual a Companhia Ferroviária a construiu,
se a Cia. E.F. Macahé a Campos, se a E.F Leopoldina ou se a RFFSA. A região
onde está localizada a Parada fica entre Conde de Araruama - que pertence a
Quissamã - e Dores de Macabu - que pertence á Campos dos Goytacazes - tendo o
Rio Macabu como divisor. Hoje em dia é um local extremamente isolado e afastado
de tudo e de todos, um verdadeiro deserto verde. Não consegui descobrir se
existe alguma fazenda ali com esse nome e fotografar a sua sede, ou se o nome
da Parada era o nome da localidade mesmo, o que me pareceu mais provável. O
acesso se deu de carro por uma porteira beirando a Estrada do Macaco. Depois
dessa porteira veio mais duas fazendas adentro, até o carro chegar num ponto
onde foi preciso deixá-lo e caminhar a pé pela Linha do Litoral para chegar nas
ruínas da antiga Parada, quase já imperceptíveis por conta da vegetação. Aparentemente
a Parada Macaco era feita de
alvenaria e tinha sua Plataforma de pedras. Não sei se havia cobertura, mas me
pareceu que sim, pois vi trilhos fincados e cortados com maçarico no local que
poderia ter servido como estrutura de um pequeno telhado. A Parada fica no
distrito de Dores de Macabú - Campos dos Goytacazes e pode ser acessada
seguindo pela estrada do Macaco, uma estrada de chão, até uma porteira que fica
relativamente próxima da antiga Parada e dali seguir de carro até onde der,
deixar o carro e seguir caminhando em direção á linha do Trem. Quando o Trem
saia de Conde de Araruama com direção a Campos dos Goytacazes, atravessava o
Rio Macabú através de um pontilhão de concreto provavelmente construído pela
RFFSA e, logo mais a frente, ficava a Parada do Macaco. A região é pantanosa e sua
localização foi conseguida seguindo quilometragem fornecida pelo Guia Geral das
Estradas de Ferro do Brasil de 1960. Com as informações fornecidas pelo Guia
Geral das Estradas de Ferro, fiz a medição usando o Google Maps e ambas batem
nessa localização, tanto saindo da Estação Ferroviária Conde de Araruama, como
da PE Panorama. O local é uma zona rural de pouco movimento e pouquíssimas
casas. Tomar cuidado com os bois das fazendas próximas, que são ‘brabos’ e
costumam atacar. Para nossa sorte no dia de nossa visita estavam todos presos num
cercado. Infelizmente não consegui fotografias antigas dessa Parada. No Livro
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 podemos vê-la listada no Km
269.797.”

Aqui, já há alguns metros da Parada, outra pedra que fazia parte da Plataforma. Muito provavelmente foi arrastada até aí.
Construção antiga do período que a ferrovia funcionava, seria
a fazenda com o nome Macaco? Fica na entrada do caminho que leva até a Parada
onde se passam 3 porteiras.
























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