sábado, 10 de janeiro de 2026

Estação PARADA MACACO - Mais uma Parada Ferroviária destruída na Linha do Litoral.

Acima, próximo àquela árvore estão as ruínas da Parada Ferroviária Macaco.

Abaixo, parte do alicerce da Parada Macaco, já demolida.

Próximo àquela árvore podemos ver parte das ruínas da Parada Ferroviária Macaco.

Ruínas da Parada Macaco. Note um trilho cortado perto da Parada que pode ter sido usado como suporte de sua cobertura.


Acima e abaixo, a Linha do Litoral já saqueada de forma implacável aproveitando seu afastamento e a falta de fiscalização adequada. Restaram somente seu lastreamento de pedras e dormentes podres. 

Próximo à Parada Macaco, o pontilhão de concreto sobre o Rio Macabu. Obras de melhoramentos na Linha do Litoral feitas já pela RFFSA.

Paulo Neiva Pinheiro diante do que sobrou da Parada Ferroviária Macaco.



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Estação PARADA MACACO


conde-de-araruama


   

Município: Campos dos Goitacazes–RJ

Linha do Litoral – Km 269,797

Altitude:  12m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Demolida.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Trilhos roubados. 

 

E. F. Macaé a Campos ( ?-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996 - ...)



HISTÓRICO DA LINHA:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação PARADA MACACO em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“A Parada Macaco existia para embarque e desembarque de pessoas, de gado e de cargas, geralmente produtos agrícolas produzidos pelas fazendas da região, em especial por uma delas conhecida como Macaco, onde a Parada ficava localizada. Não consegui informações sobre a data de sua abertura, demolição e nem de qual a Companhia Ferroviária a construiu, se a Cia. E.F. Macahé a Campos, se a E.F Leopoldina ou se a RFFSA. A região onde está localizada a Parada fica entre Conde de Araruama - que pertence a Quissamã - e Dores de Macabu - que pertence á Campos dos Goytacazes - tendo o Rio Macabu como divisor. Hoje em dia é um local extremamente isolado e afastado de tudo e de todos, um verdadeiro deserto verde. Não consegui descobrir se existe alguma fazenda ali com esse nome e fotografar a sua sede, ou se o nome da Parada era o nome da localidade mesmo, o que me pareceu mais provável. O acesso se deu de carro por uma porteira beirando a Estrada do Macaco. Depois dessa porteira veio mais duas fazendas adentro, até o carro chegar num ponto onde foi preciso deixá-lo e caminhar a pé pela Linha do Litoral para chegar nas ruínas da antiga Parada, quase já imperceptíveis por conta da vegetação. Aparentemente a Parada Macaco era feita de alvenaria e tinha sua Plataforma de pedras. Não sei se havia cobertura, mas me pareceu que sim, pois vi trilhos fincados e cortados com maçarico no local que poderia ter servido como estrutura de um pequeno telhado. A Parada fica no distrito de Dores de Macabú - Campos dos Goytacazes e pode ser acessada seguindo pela estrada do Macaco, uma estrada de chão, até uma porteira que fica relativamente próxima da antiga Parada e dali seguir de carro até onde der, deixar o carro e seguir caminhando em direção á linha do Trem. Quando o Trem saia de Conde de Araruama com direção a Campos dos Goytacazes, atravessava o Rio Macabú através de um pontilhão de concreto provavelmente construído pela RFFSA e, logo mais a frente, ficava a Parada do Macaco. A região é pantanosa e sua localização foi conseguida seguindo quilometragem fornecida pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960. Com as informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro, fiz a medição usando o Google Maps e ambas batem nessa localização, tanto saindo da Estação Ferroviária Conde de Araruama, como da PE Panorama. O local é uma zona rural de pouco movimento e pouquíssimas casas. Tomar cuidado com os bois das fazendas próximas, que são ‘brabos’ e costumam atacar. Para nossa sorte no dia de nossa visita estavam todos presos num cercado. Infelizmente não consegui fotografias antigas dessa Parada. No Livro Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 podemos vê-la listada no Km 269.797.”


A página do Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960, onde vemos a Parada Macaco e sua quilometragem grifada por Paulo Neiva.

Alicerce e parte da alvenaria da Parada já demolida.

Aqui, já há alguns metros da Parada, outra pedra que fazia parte da Plataforma. Muito provavelmente foi arrastada até aí.

 Na sequência abaixo, pedras e pedaços de tijolo foi o que sobrou da Parada Macaco. 








Drenos na Linha do Litoral próximo à Parada Macaco, obras de melhoramentos feitas já pela RFFSA.



A Linha do Litoral já saqueada, restando somente seu lastreamento de pedras e dormentes podres.




O pontilhão de concreto sobre o Rio Macabu. Obras de melhoramentos feitas já pela RFFSA.




O Rio Macabu, que vai desaguar na Lagoa Feia em Quissamã.

A área alagadiça que é cortada pela Linha do Litoral.

Construção antiga do período que a ferrovia funcionava, seria a fazenda com o nome Macaco? Fica na entrada do caminho que leva até a Parada onde se passam 3 porteiras.


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