domingo, 16 de agosto de 2026

Estação ALCÂNTARA - Ela ainda está la, descaracterizada servindo de moradia.

Acima e abaixo, a Estação de Alcântara em dois tempos. Acima, a Estação em 2009, quando ainda era possível identificá-la com clareza, bem como ver dos trilhos da Linha do Litoral - Foto Cleiton Pieruccini.

Abaixo, a Estação pouco tempo depois, em 2010, já com o mato começando a tomar conta de tudo - Foto de Carlos Latuff.


Paulo Neiva esteve na Estação de Alcântara em 2022: "Esta é a parte de trás da Estação. Não tive acesso ao outro lado para que pudesse ver a plataforma."

O dístico escrito “Lampadosa” está ali, mas não consegui o ângulo ideal para fotografar.

Prédio construído em 1927, a Estação estava servindo de moradia em 2022.

Fizeram um puxadinho na antiga Estação.


A Estação de Alcântara, em 09/2004. Foto Carlos Latuff.


A foto de Carlos Latuff em 2010 já mostrava a situação precária da Estação.


A Estação em 1934. O prédio era diferente do atual. Ou teria sido reformado e diminuído? Revista da Semana, 14/4/1934.


Ao lado tem uma oficina mecânica. Como era domingo, não consegui entrar para umas fotos mais nítidas do dístico com o nome “Lampadosa”. Gostaria muito de ter acessado o outro lado, onde fica a plataforma e sua cobertura.




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Estação ALCÂNTARA

Antiga Pedro de Alcântara e Lampadosa


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Município: São Gonçalo–RJ

Linha do Litoral – Km 92,843

Altitude: ?

Estação inaugurada em: 09 de julho de 1927

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro; Cleiton Pieruccini e Carlos Latuff.

Uso atual: Servido de moradia.

Situação Atual – Sem os trilhos, tráfego suspenso. 

 

E. F. Leopoldina (1927-1975)

RFFSA (1975-1984)

CBTU (1984-1994)

Flumitrens (1994-1998)

CENTRAL (1998-2007)




HISTÓRICO:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia consttuído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 1980 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. Em 2007 desapareceram os trens que ainda ligavam Niterói a Visconde de Itaboraí.”

 

A ESTAÇÃO:

Ainda não visitei a Estação de Alcântara, mas os amigos e grandes colaboradores de nossa página Paulo Neiva Pinheiro; Cleiton Pieruccini e Carlos Latuff enriqueceram esta matéria com belas fotos

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO ALCÂNTARA em 2022, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Pedro de Alcântara foi inaugurada em 1927. Depois se tornou somente “Alcântara”. Também chegou a se chamar “Lampadosa”. Em 2022 visitei o local da Estação que serve hoje como moradia. Só se consegue acessar a parte de trás da Estação; a parte onde tem a plataforma e a cobertura de um lado muraram e do outro lado está completamente tomada pelo mato. Eu cheguei ir bem próximo a ela, mas chegou um ponto que era impossível prosseguir, pois o mato estava muito alto e havia lama em um ponto. Foi o que me fez voltar de onde tinha vindo, um pontilhão sobre o Rio Alcântara no qual tive de passar e ainda passar por cercas de arame farpado. É isso mesmo, cercaram o antigo leito ferroviário com arame de um lado e fizeram um muro do outro! Eu consegui visualizar o antigo nome “Lampadosa” no dístico, mas infelizmente não tive como fotografar pois o ângulo não permitia.”



Prédio histórico, que já poderia ter sido tombado pelo IPHAN, segue recebendo descaracterizações.

Quando cheguei à Estação já era fim da tarde.

As luzes já estão acendendo, o dia está terminando e essa missão foi cumprida.


Aqui, um pontilhão sobre Rio Alcântara, tomado de esgoto.

Restos de dormentes do antigo leito ferroviário. Os trilhos já foram todos arrancados.

Na sequência abaixo, seguindo pelo antigo leito ferroviário já sem os trilhos.



Fim da linha - Daqui para frente foi impossível prosseguir, pois a região aqui é pantanosa e eu teria de andar por dentro da lama. Daí, decidi retornar.

Por essas ruas passavam os trilhos, já arrancados.



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