domingo, 28 de fevereiro de 2016

ESTAÇÃO CARMO - Desbravando e encontrando tesouros no Ramal Sumidouro, nas linhas da EFL pelo estado do Rio de Janeiro.

Matéria atualizada em 16 de dezembro de 2021.


Acima e abaixo, a Estação de Carmo vista nos dois sentidos. Cabe ressaltar que a plataforma de embarque ficava no lado oposto ao das fotos. Não tive acesso a ela.

Abaixo, vemos a Estação no lado direito e o antigo Armazém no lado esquerdo, mais ao fundo.


Abaixo, em sentido contrário, vemos o antigo Armazém no lado direito e a Estação no lado esquerdo, mais ao fundo.


Nas duas fotos abaixo, o antigo Armazém em destaque. Hoje este prédio e a antiga Estação são utilizados pela Cooperativa de Produtores de Leite do município.


Na sequência abaixo, a Estação de Carmo, localizada às margens da RJ-148 e afastada do centro da cidade.







Acima, estacionada na praça da Prefeitura de Carmo no centro da cidade, o "grande tesouro" - a bela e imponente Locomotiva H.K. PORTER 6921 após uma belíssima reforma.

Abaixo, como ela estava em minha primeira visita. 


Abaixo, a restauração de uma antiga foto da Estação de Carmo. 
Hoje a rodovia passa pelo outro lado da Estação, à direita na foto.

Saindo de Carmo em direção a Sumidouro, da rodovia RJ-148 é possível ver partes de uma ponte ferroviária. 








Estação CARMO
Antiga Bacelar



Município: Carmo-RJ
Ramal de Sumidouro: Km 238,777 (1960).
Altitude: 221m.
Estação inaugurada em:  1° de agosto de 1885.
Estive no local em:  26 de fevereiro de 2016 e em 25 de janeiro de 2017.
Uso atual: Cooperativa de Produtores de Leite.
Situação Atual – Ramal declarado erradicado, sem trilhos.

C. E. F. Sumidouro (1885)
E. F. Leopoldina (1885-1967)





HISTÓRICO:

A página otremexpresso tem me proporcionado grandes surpresas e novos desafios.
Ao visitar Estações, Paradas e Pontes Ferroviárias nas imediações de Além Paraíba, cheguei à Estação de Melo Barreto, ponto de partida para o antigo Ramal Sumidouro, no Estado da Rio de Janeiro. 
Ver aquela maravilhosa ponte sobre o Rio Paraíba era um belo convite a descobrir toda a história sobre a Estrada de Ferro Leopoldina que "continuava" do outro lado.
O tempo passou e surgiu a necessidade de viajar até Nova Friburgo a serviço.
Pronto! 
Estava ali a oportunidade de seguir minhas pesquisas pelo estado do Rio conhecendo um pouco do Ramal Sumidouro - suprimido em maio de 1967 - que se estendia até Conselheiro Paulino na Linha de Cantagalo, dali chegando à Nova Friburgo.
Trago hoje a “primeira parada” para fotos que fiz nesta viagem - a Estação de Carmo - e também, fotos do "grande tesouro" encontrado em praça pública da cidade.  


A ESTAÇÃO:  

Originalmente chamada Bacelar até a década de 1930, a antiga Estação de Carmo fica nos arredores da cidade, margeando a rodovia RJ-148. Pouco mais à frente, do outro lado da rodovia, fica outro prédio ferroviário, possivelmente um Armazém, sendo as duas edificações utilizadas hoje pela Cooperativa de Produtores de Leite do município.
Um pequeno comerciante estabelecido bem próximo à Estação explicou que na verdade o Trem passava no lado oposto da Estação em relação à rodovia, hoje ocupada por moradias geminadas ao prédio original. A antiga plataforma de embarque já não existe mais, mas a Estação segue imponente e bela, mantendo viva a memória da Estrada de Ferro Leopoldina naquela cidade.
Em frente à Estação, uma pracinha denominada Praça da Luz e nela um pequeno monumento composto de peças mecânicas que não consegui identificar.



Abaixo, peça exposta na praça em frente à Estação de Carmo.



A SEGUNDA VISITA:

Numa segunda visita à Carmo, estive no centro da cidade em busca de uma Locomotiva que segundo me informaram na antiga Estação, estaria estacionada na praça ao lado da prefeitura. 
Trata-se da bela Locomotiva H.K. Porter 6921.
Posso garantir que valeu a pena o retorno, como o leitor poderá conferir abaixo.

Prédio da Prefeitura Municipal de Carmo e a Locomotiva estacionada na praça ao lado.



O GRANDE TESOURO - A LOCOMOTIVA H. K. PORTER COMPANY PITTSBURGH U.S.A. N° 6921: 

Após minha visita “inesperada” à Estação de Carmo em fevereiro de 2016, me vi obrigado a um agradável retorno àquela cidade.

Razão: Recebi informações da existência de uma Locomotiva estacionada ao lado da Prefeitura, bem no centro da cidade.

A Estação de Carmo encontra-se afastada do centro urbano, situada à beira da RJ-148 e por desconhecer a existência da Locomotiva, a mesma não havia sido mencionada inicialmente nesta postagem sobre a Estação.

Como a cidade estava no caminho da “Expedição Sumidouro” que realizei em 25 de janeiro de 2017, aproveitei para fazer uma breve visita em busca da Locomotiva quando ainda amanhecia o dia. O resultado foi esta “beleza” que pode ser apreciada nas fotos!

Na Locomotiva encontramos uma placa com a identificação do construtor: H. K. Porter Company Pittsburgh U.S.A. N° 6921 – ano 1924.

O fato da Locomotiva estar estacionada ao lado da Prefeitura e não próxima à Estação favorece a que muitos turistas e pesquisadores percam a oportunidade de conhecê-la.

Na visita que fiz em janeiro de 2017 encontrei-a com vários sinais de desgaste por estar exposta ao tempo, o que me levou a pedir ao governante do Município que dispensasse uma atenção especial ao belíssimo patrimônio histórico ferroviário que a cidade possui. 

Para minha grande surpresa e alegria, posteriormente recebi novas fotos do amigo Jorge Plácido, grande colaborador da página otremexpresso, onde vemos o resultado da belíssima reforma que deixou a Locomotiva H. K. Porter novamente espetacular. PARABÉNS!!!


Nas quatro fotos abaixo, como estava a Locomotiva em minha primeira visita.




Na seqüência abaixo, como ficou a Locomotiva após bela reforma. Fotos do amigo Jorge Plácido.










Procurando registros fotográficos em meus arquivos, encontrei fotos enviadas pelo amigo José Alves de Vasconcelos, outro grande colaborador de nossa página, onde para minha grande surpresa encontrei a foto de uma Locomotiva idêntica à hoje estacionada na Praça da Prefeitura de Carmo. Segundo José Alves, a foto foi feita na ilha dos pombos, local pertencente à Cia. Ligth de eletricidade, localizado em Paraíba do Sul. Como pode ser observado nas fotos abaixo, sem dúvida o modelo da Locomotiva é bem semelhante!  





A PONTE:

Em minha segunda visita, ainda na praça da prefeitura de Carmo, conversei com alguns moradores sobre a Locomotiva e sobre a história da ferrovia na cidade, sendo informado da existência da estrutura de uma ponte ao lado esquerdo da rodovia indo em direção a Sumidouro, ainda em Carmo.
Segui viagem indo mais devagar para não perder a oportunidade de mais um registro histórico da Estrada de Ferro Leopoldina. Poucos km’s à frente e lá estava a ponte, ou parte dela, já que a mesma não teria resistido à força da correnteza num dos grandes temporais acontecidos em Carmo. 
Mas parte dela e suas colunas ainda resistem ao tempo, marcas de áureos tempos e do quanto foi importante a ferrovia para o desenvolvimento da região.








sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Belíssimo e histórico acervo fotográfico de Mara Bertelli Machado com grandes atuações da EQUIPE DE SOCORRO DE BICAS.





Recebi da grande amiga Mara Bertelli Machado, aqui de Bicas, este espetacular acervo fotográfico da época em que seu pai José Leopoldo Machado trabalhou na Equipe de Socorro sediada nas Oficinas de Bicas, uma das mais reconhecidas na EFL pela alta capacidade de trabalho e grande sucesso nas atuações. 

São registros feitos em vários trechos da Leopoldina, especialmente na Serra de Bicas para Rochedo de Minas e na Serra de Pequeri para Santana do Deserto. 

Fotos que precisavam de uma bela restauração e como os amigos leitores já sabem, restaurar fotos é minha grande paixão, especialmente quando se tratam de fotos que resgatam a belíssima história da passagem da Estrada de Ferro Leopoldina pela Zona da Mata mineira. 

Espero que gostem do resultado e se deleitem com mais uma viagem no tempo.

Renovo meus agradecimentos a Mara Bertelli Machado e Família pela valiosíssima contribuição.














terça-feira, 3 de novembro de 2015

Registros fotográficos do Monumento "MARCO ZERO" da Ferrovia do Aço, verdadeira obra de arte construída pelas mãos dos ferroviários biquenses.



Na foto cedida por Magela Ferreira, ferroviários de Bicas que trabalharam na construção, montagem e instalação do Monumento "MARCO ZERO" da Ferrovia do Aço.
Em cima, em pé: Sebastião Gomes, Norival Ramos, Aloizio Barros, Paulinho Rossi e Dr. Ruy Meireles.
Em baixo, sentados: Zenoni Guingo, Tadeu, Edemir Cremonezzi, Magela Ferreira, Leonardo com capacete (de São João Nepomuceno), Valdo Maia e Moca.









Novamente fui surpreendido pelo amigo Aloizio Barros, aqui de Bicas, com belos registros fotográficos que resgatam a dimensão da importância e qualidade da mão de obra dos ferroviários lotados nas oficinas de Bicas. Trata-se da fabricação e montagem do monumento que é o marco inaugural da Ferrovia do Aço, fixado no km “0”, localizado em Jeceaba-MG. As fotos vieram acompanhadas de breve histórico:


"Em anexo, as fotos do P1-07, marco inaugural da Ferrovia do Aço. O Monumento está fixado no km "0" da Ferrovia do Aço, em Jeceaba-MG.

Ele foi todo elaborado pelo pessoal da Oficina de Bicas em 1989, baseado numa planta de uma arquiteta do Rio de Janeiro. Foi montado aqui, cortado o perfil da ferrovia nos trilhos TR 57 e transportado para Jeceaba no nosso caminhão.

Lá foi montado pelo nosso pessoal e inclusive no dia da inauguração, com as autoridades já presentes, viu-se que a placa de granito que foi feita em Juiz de Fora não tinha sido furada para fixação dos parafusos. A solução foi colocar 3 chapas dobradas para apoiá-la "provisoriamente" até ser furada e o que era para ser provisório está do mesmo jeito até hoje."




Palco de inauguração da Ferrovia do Aço - 1989.














Novas recordações das Oficinas de BICAS.




Recebi do amigo Aloizio Barros, aqui de Bicas, estes belos registros fotográficos que fazem parte da história da ferrovia em Bicas no interior das oficinas. As fotos vieram acompanhadas de breve histórico:

“Amarildo,

Achei aqui algumas fotos que eu mesmo fiz por ocasião de uma reunião semestral da Via Permanente em Bicas.

As oficinas de Bicas tinham importância enorme dentro da SR-3 e eram olhadas com carinho por todos. Não só na questão da qualidade do que aqui era produzido, mas também pelo fato de ser um local acolhedor e escolhido pela superintendência para muitas reuniões.

Essa reunião provavelmente foi uma das últimas com o Dr. Ruy ainda no comando da Oficina, realizada provavelmente entre 1989 e 1992.

Elas eram feitas no prédio do antigo SENAI e vinha toda a chefia de todas as unidades da SR-3.

Escolhiam nossa cidade pelo fato de ser isolada e fora do movimento e assim poderem ter condições de conversar e resolver as demandas sem serem interrompidos. Vale lembrar, que eram tempos que ainda não existia celular. Ficávamos no escritório atendendo as ligações, anotando recados e passávamos para os engenheiros quando terminava a reunião.

Havia um linha telefônica interna e um ramal dentro do SENAI, mas por ordem do Dr. Ruy era desligada para não atrapalhar.

Quando acabava a reunião, quase sempre havia uma confraternização e o Canjica era o responsável pelo fornecimento da comida.

Bons tempos!”