Acima e nas duas fotos abaixo, segundo
Paulo Neiva, o Sr. Brambilla - morador da casa vista ao fundo na foto - afirmou que era ali, exatamente
embaixo dessa Mangueira, a Parada Pimentel, uma daquelas tradicionais Paradas
Ferroviárias – plataforma com telhadinho de cobertura. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro em dezembro de 2021.
O
Sr. Brambilla, morador da casa da foto abaixo que fica logo atrás da Mangueira, foi quem deu esta informação a Paulo Neiva.
Além dele, uma senhora que mora próximo ao Cruzeiro/marco do acidente também afirmou
que a Parada Pimentel era neste local; que era ali onde o Trem que vinha de São
Romão (Guaçuí-ES) fazia uma parada antes de ir para a para a Estação de Divisa,
em Dores do Rio Preto-ES.
Abaixo, o Cruzeiro, monumento/marco de um grande acidente ferroviário ocorrido em 13 de
Janeiro de 1912 que matou dezenas de operários que trabalhavam na construção da
Estrada de Ferro. Fotos de Paulo Neiva feitas em dezembro de 2021.
Abaixo, a Capela à esquerda vendo-se o pequeno Cruzeiro à direita, ao fundo. Para muitos, ali ficava a antiga Parada Pimentel. Foto de agosto de 2023 extraída do Google Maps. 
Abaixo, o pequeno Cruzeiro em destaque, localizado próximo à Capela. Foto de agosto de 2023 extraída do Google Maps. 
Nesta
vista aérea extraída do Google Maps podemos ver grifado no alto, a localização
da Capela e do Cruzeiro. Em baixo, a localização da Parada Ferroviária que,
segundo moradores, era onde ficava a Parada Pimentel.
Paulo Neiva Pinheiro e a Capela erguida no local onde, para muitos, ficava a antiga Parada Pimentel. 
HISTÓRICO:
Segundo o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O Ramal Sul do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E. F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas adquiridas pela Leopoldina em 1908. A E. F. Caravelas partia de Vitória para Castelo, de um lado; e para Rive, do outro; bifurcando na Estação de Matosinhos (Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas Gerais, na Linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26 de outubro de 1972. O outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua erradicação, em 05 de novembro de 1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro até próximo à Estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das diversas serrarias dessas pedras que existem na região.”
A
ESTAÇÃO:
A Parada
de Pimentel não tem data de inauguração conhecida. Trens de
passageiros circularam por ali até novembro de 1971, quando o trecho Espera
Feliz-Guaçuí teve o tráfego suspenso.
Segundo Marcos A. Farias,
que visitou a localidade em dezembro de 2005...
“Não sobrou nada da antiga
Parada, apenas uma ou duas casas de ferroviários próximas ao local onde ela
ficava. No local da Parada há hoje um pequeno povoado e uma Capela. Também
existe ali uma cruz – um pequeno cruzeiro - com a anotação de
algum acidente que teria acontecido em 1912, nos primórdios da linha (que, na
verdade, foi aberta em 1913. Pode ter sido algo ocorrido durante a construção
da linha, o que é mais provável).”
Segundo Paulo Neiva Pinheiro, que visitou a localidade em dezembro de 2021...
“Muitos afirmam que aqui no local dessa igreja era a Parada Ferroviária do Ramal Sul do Espírito Santo, chamada Parada Pimentel, igreja que fica localizada bem próxima do Cruzeiro. Porém, segundo informações de moradores da localidade, a Parada não era aqui. Ela ficava localizada algumas centenas de metros da igreja, seguindo em direção a São Romão. Para se chegar a essa localidade vindo de São Romão (Guaçui-ES) tem que passar por uma estrada de chão com subidas íngremes que, dependendo se o solo estiver enlameado, só se consegue chegar com um carro 4x4.”
Pelo Google Maps, podemos
observar também que grande parte do antigo leito ferroviário foi transformado
em estrada rural.
Além das fotos de Marcos
A. Farias, a matéria também está ilustrada com as importantes
fotos de Paulo Neiva Pinheiro e do Google
Maps.
Cruzeiro
da Parada Pimentel.
Relato de Paulo Neiva Pinheiro...
“Aqui nesse local onde está esse Cruzeiro
ocorreu em 13 de Janeiro de 1912 um grande acidente ferroviário que matou
dezenas de operários que trabalhavam na construção da Estrada de Ferro Ramal
Sul do Espírito Santo, que passava pela localidade ligando as Estações de São
Romão-ES a Dores do Rio Preto-ES, fazendo aqui uma Parada Ferroviária (Por isso
o nome Parada Pimentel). A Locomotiva da companhia inglesa Leopoldina Railway,
que tinha a concessão do serviço de construção, descarrilhou sobre o Rio, que
na época era bem maior, levando alguns vagões cheios de trabalhadores consigo
para o fundo. Em homenagem aos que perderam a vida nesse trágico dia, foi
construído este Cruzeiro na localidade que existe até hoje. Moradores
entrevistados relataram que à noite evitam passar pelo local, pois ouvem gritos
de pessoas vindo da direção do Riacho.”
A
Locomotiva da companhia inglesa Leopoldina Railway descarrilhou sobre este rio - que na época era bem maior - levando alguns vagões cheios de trabalhadores
consigo para o fundo.
Abaixo, a Capela vista em foto Marcos A. Farias feita em dezembro de 2005.















