quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Estação PARADA PANORAMA - Mais uma Estação da Linha do Litoral abandonada.
Acima e abaixo, a Parada Panorama feita em alvenaria. Uma das poucas desse
tipo na Linha do Litoral.
Abandonada sim, mas ainda de pé. Infelizmente os trilhos da Linha do Litoral já foram saqueados por ladrões no trecho.
Acima e abaixo, a cobertura da plataforma feita de concreto nos leva a crer que seja uma construção possivelmente feita nos anos 70.
A Parada com sua Caixa d’água e seu suporte feito de trilhos.
Estação PARADA PANORAMA
Município: Campos dos Goitacazes–RJ
Linha do Litoral – Km 273,741
Altitude: 9m
Estação inaugurada em: ?
Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.
Uso atual: Abandonada.
Situação Atual – Tráfego suspenso. Trilhos roubados.
E. F. Macaé a Campos ( ?-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1996)
FCA (1996 - ...)
HISTÓRICO DA LINHA:
Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”
A ESTAÇÃO:
O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação PARADA PANORAMA em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...
“A Parada Ferroviária Panorama era usada
principalmente para o embarque e desembarque de pessoas, de cargas, de gado e
produtos agrícolas produzidos pela fazenda Panorama, onde a parada fica
localizada. Não consegui fotografar a sede da fazenda. O acesso se deu por uma
porteira que estava fechada, próximo a um amontoado de casas, onde tem até uma
igrejinha pintada de verde. Foi preciso fazer uma boa caminhada fazenda à
dentro para chegar ao local dessa bela Parada feita em alvenaria (uma das
poucas existentes nesse estilo). Para o bem da nossa história ferroviária ela ainda
está lá. Abandonada mas ainda de pé! Valeu a pena a penosa caminhada até ela. A
Parada fica no distrito de Dores de Macabu - Campos dos Goytacazes e pode ser
acessada seguindo pela estrada do Macaco - que é uma estrada de chão - até uma
porteira que fica próxima da igrejinha verde. Dali, é seguir caminhando em
direção à antiga linha de Trem, que infelizmente já teve seus trilhos roubados. Consegui sua localização seguindo a quilometragem
fornecida pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 e usando o
Google Maps. As Informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro tiveram a medição feita por mim usando o Google Maps e ambas batem nessa
localização, tanto saindo da PE Batalha como da PE Macaco. O local é uma zona rural de pouco movimento e
pouquíssimas casas. Tomar cuidado com os bois da fazenda que são 'brabos' e
costumam atacar. Para nossa sorte estavam todos presos num cercado. Não se tem
a data da construção dessa Parada Ferroviária, nem fotografias antigas, mas ela
está descrita no livro Guia Geral das Estradas de 1960. Pela arquitetura já
vista em outras Estações que usaram o mesmo projeto, é uma construção da E.F.
Leopoldina ou da RFFSA. No Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil podemos vê-la listada no KM 273.741.”
A igrejinha, localizada próxima à porteira de entrada que dá acesso
à Parada Panorama.
Aqui existia uma placa segura por dois trilhos que tinha o
nome da Parada.
sábado, 27 de dezembro de 2025
ESTAÇÃO ALEGRE - Prédio de belíssima arquitetura, hoje Centro Cultural.
Abrindo esta matéria, acima e abaixo, dois belos registros da Estação de Alegre feitos em 2020 por Paulo Neiva Pinheiro e Da Silva Junior.
Na sequência abaixo, a Estação de Alegre em belos registros feitos em 2020 por Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro. 
Da Silva Junior e a Estação de Alegre.
Paulo Neiva Pinheiro e a Estação de Alegre.
Estação ALEGRE
HISTÓRICO:
Segundo o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O Ramal Sul do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E. F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas adquiridas pela Leopoldina em 1908. A E. F. Caravelas partia de Vitória para Castelo, de um lado; e para Rive, do outro; bifurcando na Estação de Matosinhos (Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas Gerais, na Linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26 de outubro de 1972. O outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua erradicação, em 05 de novembro de 1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro até próximo à Estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das diversas serrarias dessas pedras que existem na região.”
A ESTAÇÃO:
Da Silva Junior e Paulo Neiva Pinheiro visitaram a Estação de Alegre em 2020, quando fizeram os belos registros apresentados nesta matéria.
A Estação de Alegre foi inaugurada em 1912, como ponta do
prolongamento do Ramal aberto entre Reeve
e Alegre. A Estação anterior – Reeve - terminal da Linha entre 1887 e
1912, também foi chamada de Alegre, pois era até então a Estação Ferroviária
mais próxima da cidade - cerca de 9 km. Trens de passageiros circularam por
Alegre até o final dos anos 1960. A Estação permaneceu abandonada por cerca de
20 anos, mas recentemente foi restaurada e hoje abriga o Departamento de Cultura, Biblioteca
e Museu Municipal. Abriga também a
sede o Instituto Histórico e Geográfico de
Alegre. Em 2006, a antiga Estação teve de ser cercada com grades devido ao
vandalismo, mas a ela continua lá, bela e imponente, mantendo viva a
história da ferrovia na cidade.
Na sequência abaixo, mais alguns registros da Estação de Alegre feitos por Da Silva Junior.




































