Acima e abaixo, o local da Parada Batalha e o antigo Leito Ferroviário já completamente saqueado, tanto num sentido quanto no outro.
Base da coluna feita com trilho que sustentava a placa com o nome da Parada Batalha, ou a própria cobertura da Paradinha Ferroviária.
A PN sobre a Linha do Litoral. À direita vai pra Dores de Macabu; à esquerda vai para Quissamã.
A PN fica localizada próximo à Parada
Batalha.
Paulo Neiva Pinheiro no local onde ficava a Parada Batalha, visitada por ele em 2021.
Estação PARADA BATALHA
Município: Campos dos Goitacazes–RJ
Linha do Litoral – Km 277,226
Altitude: 9m
Estação inaugurada em: ?
Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.
Uso atual: Demolida.
Situação Atual – Tráfego suspenso. Trilhos roubados.
E. F. Macaé a Campos ( ?-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1996)
FCA (1996 - ...)
HISTÓRICO DA LINHA:
Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”
A ESTAÇÃO:
O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação PARADA BATALHA em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...
“A Parada Ferroviária Batalha era usada
para embarque e desembarque de pessoas, de gado e de cargas, geralmente
produtos agrícolas produzidos pela fazenda Batalha que fica de frente ao local
da Parada, assim denominada por ter sido local de uma batalha com índios. A
fazenda ficou muito tempo abandonada e foi comprada recentemente por um novo
proprietário que provavelmente mudou o seu nome para Santa Izabel. A Capelinha
da fazenda já foi reformada e pintada de amarelo. O nome original desta fazenda
era Fazenda Batalha. Existe inclusive um pequeno sítio próximo com o nome Sítio
Batalinha. A Parada fica no distrito de Dores de Macabu - Campos dos Goytacazes
e pode ser acessada andando pela Linha do Litoral, pois existe uma PN próxima a
ela, ou pela entrada da fazenda Santa Izabel - a antiga fazenda Batalha - na
Estrada do Macaco. Consegui localizá-la seguindo quilometragem fornecida pelo
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 e usando o Google Maps. No
livro ‘A Ferrovia Agrícola de Quissaman e suas conexões regionais’, de Nylson
Macedo e Leonardo de Vasconcelos Silva, conta que a comitiva do imperador D.
Pedro II, indo para Campos inaugurar a já demolida Estação do Sacco em 1875,
pertencente à Linha Ferroviária Macahe - Campos, a comitiva apeou-se do Trem
para participar de um pavilhão de refrescos oferecido pelo Conselheiro do
Império, João de Almeida na sua fazenda Batalha. Será que esta Parada vem desde
os tempos da Estrada de Ferro Macahe - Campos? Depois dessa Parada, o imperador
e sua comitiva seguiu para Campos dos Goytacazes para inauguração da Estação do
Sacco, atual Estação da Leopoldina. As Informações fornecidas pelo Guia Geral
das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 tiveram a medição feita por mim usando
o Google Maps e ambas batem nessa localização, tanto saindo da PE Panorama,
como do PT de Guriri. O local é uma zona rural de pouco movimento e
pouquíssimas casas. Não temos a data da construção dessa Parada Ferroviária,
nem fotografias antigas dela, mas ela está descrita no livro Guia Geral das
Estradas de 1960 listada no KM 277.226.”
A Fazenda, que se chamava Batalha na época que a Ferrovia
passava por aqui. Dores de Macabu – distrito de Campos dos Goitacazes.
A entrada da Fazenda Batalha, agora com novo dono que a rebatizou como Fazenda Santa Izabel.
Sítio Batalinha, na PN próximo à Parada Batalha. O nome faz
alusão à antiga Fazenda Batalha que ficava próxima.
Existem muitas pedras próximas ao local da antiga Parada que
pode ter sido restos de uma plataforma de embarque, que já teria sido demolida.
Inúmeros bueiros existentes na linha da litoral. O
local é uma área pantanosa. E o antigo Leito Ferroviário já completamente saqueado.








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