
E. F. Leopoldina (1917-1975)
RFFSA (1975-1977)
HISTÓRICO:
Fazendo parte de um dos mais belos cenários encontrados ao longo da Linha de Manhuaçu - a serra percorrida entre as Estações de Carangola e Caiana, passando também pelo município de Faria Lemos - tinha duas paradas de belíssimo visual: Parada General e Ernestina.
Este trecho traz uma peculiaridade interessante,
pois o Trem saía do município de Faria
Lemos e parava em três Estações na área territorial do município de
Carangola – Carangola, Lacerdina e Parada General – retornando
a Faria Lemos ao parar em Ernestina, área rural daquela cidade, para de lá seguir para Caiana.
A Estação de Ernestina esteve completamente abandonada por longos anos, sobrando apenas as paredes de seu entorno já sem a cobertura de telhado. Numa das paredes ainda estava escrito em relevo o ano de 1917, o provável ano de sua fundação.
Mas graças a um maravilhoso trabalho de recuperação do Prédio Histórico, a Estação de Ernestina renasceu fazendo parte de um belíssimo Circuito Turístico que, além de Faria Lemos, envolve também os municípios de Caiana e Carangola.
E foi com o intuito de fomentar o turismo, especialmente através do cicloturismo e principalmente de aquecer a economia dos municípios que a belíssima reforma da Estação Ernestina aconteceu envolvendo as três prefeituras: Faria Lemos, Caiana e Carangola.
Ernestina também faz parte de um trecho bastante visitado por aventureiros que percorrem o “Caminho da Luz” passando também pela Parada General, caminho que inclusive já faz parte do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.
A ESTAÇÃO:
Além dos belos registros dos amigos da Secretaria de Turismo de Faria Lemos, que promovem passeios ciclísticos e caminhadas turísticas explorando o belíssimo cenário da serra - além de ser trajeto do “Caminho da Luz” - para a realização desta matéria contamos também com os belos registros fotográficos dos amigos do grupo MTB CARANGOLA, que percorre a região em grandes trilhas ciclísticas e do amigo e grande colaborador de nossa página Paulo Neiva Pinheiro, que esteve lá em 2025 trazendo belas fotos.
Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO ERNESTINA em 2025, quando fez as fotos aqui apresentadas...
“A Estação de Ernestina foi inaugurada em 1917. O prédio estava totalmente abandonado em 2019, restando apenas suas paredes, período em que era visitada pelos aventureiros que faziam o Caminho da Luz. Numa de suas paredes estava grafado em relevo o ano da inauguração - 1917. Através de um acordo feito entre as três prefeituras da região (Faria Lemos, Caiana e Carangola) a Estação foi totalmente restaurada em 2022. Estive no local em 2025, que por sinal é de difícil acesso. Errei o caminho indo e errei voltando, só para se ter uma ideia. Consegui localizá-la já com o sol se pondo. Difícil acreditar como fizeram uma Estação Ferroviária num lugar tão isolado. Coisas da Leopoldina... Com certeza era para escoar o café produzido naquela região. Por falar em café, existem várias plantações de café nos arredores. Para chegar à Estação precisei passar por dentro de algumas. A Estação foi totalmente reformada, mas em minha opinião ficou um pouco descaracterizada. Sem dúvida teria ficado mais bonita se tivessem mantido suas linhas originais, mas o importante é que ela está lá, mantendo viva a história da ferrovia naquele belíssimo cenário. Chegou a funcionar como lanchonete por um tempo para atender os trilheiros que fazem a trilha “Caminho da Luz” e ciclistas da região. Segundo Josmar Souza, morador de Caiana-MG, filho de um dos feitores das turmas de manutenção da linha, que viajou diversas vezes pelo trecho quando criança, o nome da Estação se deu por conta do nome da esposa do Agente da Estação, chamada Dona Ernestina. Consta que era uma mulher muito bonita e que sempre recebia o trem no local com muita elegância.”
Na sequência abaixo, belíssimos registros da antiga Estação feitos pelo grupo de caminhada “Caminho da Luz”.







































3 comentários:
Já algumas vezes apanhei o trem aí para o Rio de Janeiro, pois morei aí perto. Muita saudade! Parabéns para as Prefeituras que tiveram essa magnífica idéia.
André de Sousa
Muito bom!!! Você está mandando bem demais! É um deleite ver uma obra reformada e tão bonita.
Marco Antônio Francisco
Está região atualmente não apresenta casas de morada. Seria interessante alguma pesquisa sobre como eram estabelecidas as pessoas e a economia em torno da Ernestina, para justificar a construção de uma parada neste local. Parabéns pelo blog.
Fabrício Resende.
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