sábado, 1 de junho de 2019

ESTAÇÃO ERNESTINA - Na Serra da Caiana, Linha de Manhuaçu, prédio histórico renasce graças ao belíssimo trabalho das Prefeituras de Faria Lemos, Caiana e Carangola.


Matéria atualizada em 18 de agosto de 2026.

Acima, a Estação Ernestina após a grande reforma, fazendo parte do "Circuito Ernestina", circuito turístico envolvendo os municípios de Carangola, Faria Lemos e Caiana.

Abaixo, a Estação vista pelo lado oposto. Fotos de 2025.

A Estação Ernestina após a grande reforma.

No belíssimo cenário da Serra da Caiana, o Trem vinha lá da Estação de Ernestina, ao fundo, e ia sentido Caiana-MG.

Na sequência abaixo, detalhes da Estação Ernestina após a grande reforma.






Acima e abaixo, o famoso Túnel de Pedra visto nos dois sentidos, outro destaque da história ferroviária na Serra da Caiana, que será tema principal de nossa próxima postagem.


Abaixo, como estava a antiga Estação Ernestina antes das obras de recuperação do Prédio Histórico realizado pelas Prefeituras de Faria Lemos, Caiana e Carangola - foto do grupo Caminho da Luz.


Paulo Neiva Pinheiro com seu filho Hector em visita à Estação Ernestina em 2025, após a reforma.


 




Estação ERNESTINA




Município: Faria Lemos-MG
Linha de Manhuaçu – Km 479,743.
Altitude: 689 m
Estação inaugurada em: 10 de outubro de 1917.
Estive no local em: não estive no local.
Uso atual: Faz parte do Circuito Turístico de Faria Lemos com passeios ciclísticos e caminhadas, fazendo parte também do percurso do “Caminho da Luz”.

Situação Atual – Trecho declarado erradicado e sem trilhos.

E. F. Leopoldina (1917-1975)

RFFSA (1975-1977)






HISTÓRICO: 

Fazendo parte de um dos mais belos cenários encontrados ao longo da Linha de Manhuaçu - a serra percorrida entre as Estações de Carangola e Caiana, passando também pelo município de Faria Lemos - tinha duas paradas de belíssimo visual: Parada General e Ernestina.

Este trecho traz uma peculiaridade interessante, pois o Trem saía do município de Faria Lemos e parava em três Estações na área territorial do município de Carangola – Carangola, Lacerdina e Parada General – retornando a Faria Lemos ao parar em Ernestina, área rural daquela cidade, para de lá seguir para Caiana.

A Estação de Ernestina esteve completamente abandonada por longos anos, sobrando apenas as paredes de seu entorno já sem a cobertura de telhado. Numa das paredes ainda estava escrito em relevo o ano de 1917, o provável ano de sua fundação.

Mas graças a um maravilhoso trabalho de recuperação do Prédio Histórico, a Estação de Ernestina renasceu fazendo parte de um belíssimo Circuito Turístico que, além de Faria Lemos, envolve também os municípios de Caiana e Carangola. 

E foi com o intuito de fomentar o turismo, especialmente através do cicloturismo e principalmente de aquecer a economia dos municípios que a belíssima reforma da Estação Ernestina aconteceu envolvendo as três prefeituras: Faria Lemos, Caiana e Carangola. 

Ernestina também faz parte de um trecho bastante visitado por aventureiros que percorrem o “Caminho da Luz” passando também pela Parada General, caminho que inclusive já faz parte do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.


A ESTAÇÃO:

Além dos belos registros dos amigos da Secretaria de Turismo de Faria Lemos, que promovem passeios ciclísticos e caminhadas turísticas explorando o belíssimo cenário da serra - além de ser trajeto do “Caminho da Luz” - para a realização desta matéria contamos também com os belos registros fotográficos dos amigos do grupo MTB CARANGOLA, que percorre a região em grandes trilhas ciclísticas e do amigo e grande colaborador de nossa página Paulo Neiva Pinheiro, que esteve lá em 2025 trazendo belas fotos.

 

Segue abaixo o relato de Paulo Neiva Pinheiro sobre sua visita à ESTAÇÃO ERNESTINA em 2025, quando fez as fotos aqui apresentadas...

“A Estação de Ernestina foi inaugurada em 1917. O prédio estava totalmente abandonado em 2019, restando apenas suas paredes, período em que era visitada pelos aventureiros que faziam o Caminho da Luz. Numa de suas paredes estava grafado em relevo o ano da inauguração - 1917. Através de um acordo feito entre as três prefeituras da região (Faria Lemos, Caiana e Carangola) a Estação foi totalmente restaurada em 2022. Estive no local em 2025, que por sinal é de difícil acesso. Errei o caminho indo e errei voltando, só para se ter uma ideia. Consegui localizá-la já com o sol se pondo. Difícil acreditar como fizeram uma Estação Ferroviária num lugar tão isolado. Coisas da Leopoldina... Com certeza era para escoar o café produzido naquela região. Por falar em café, existem várias plantações de café nos arredores. Para chegar à Estação precisei passar por dentro de algumas. A Estação foi totalmente reformada, mas em minha opinião ficou um pouco descaracterizada. Sem dúvida teria ficado mais bonita se tivessem mantido suas linhas originais, mas o importante é que ela está lá, mantendo viva a história da ferrovia naquele belíssimo cenário. Chegou a funcionar como lanchonete por um tempo para atender os trilheiros que fazem a trilha “Caminho da Luz” e ciclistas da região. Segundo Josmar Souza, morador de Caiana-MG, filho de um dos feitores das turmas de manutenção da linha, que viajou diversas vezes pelo trecho quando criança, o nome da Estação se deu por conta do nome da esposa do Agente da Estação, chamada Dona Ernestina. Consta que era uma mulher muito bonita e que sempre recebia o trem no local com muita elegância.” 


Na sequência abaixo, mais detalhes da Estação Ernestina após a grande reforma.










Vista do antigo leito ferroviário do Ramal do Manhuaçu, coisa linda demais.

Antigo leito ferroviário entre as Estações de Ernestina e Caiana.

Pode acreditar, por aqui passava o Trem do Ramal do Manhuaçu.

Antigo leito ferroviário, trecho entre as Estações de Ernestina e Caiana.


Como descrito num outdoor de divulgação do “Caminho da Luz”... “Apesar da beleza de todo o Caminho da Luz, muitos chegam a dizer que um dos mais belos trechos do caminho é o que vai da Parada General até Ernestina, atravessando os Municípios de Carangola, Faria Lemos e Caiana, com seus extensos paredões, ora adornados por bromélias, ora por samambaias ou avencas. Isso sem falar das nascentes ao longo deste trajeto, da mina de cristais, da fonte de Santa Clara, das antigas construções da Estrada de Ferro Leopoldina, do túnel de pedra, das matas, dos mono-carvoeiros, das histórias da extinta linha férrea e dos seres elementais, que muitos afirmam ver ao longo do trajeto. São três ou quatro horas de caminhada por um lugar mágico, impregnados de energias que fascinam o Caminhante da Luz.”

Na sequência abaixo, belíssimos registros da antiga Estação feitos pelo grupo de caminhada “Caminho da Luz”.   









Abaixo, três belos registros feitos pelo grupo MTB CARANGOLA antes da grande reforma da Estação.




Na sequência abaixo, a "nova" Estação Ernestina no alto da serra após o belíssimo trabalho de restauração do Prédio Histórico realizado pelas Prefeituras de Faria Lemos, Caiana e Carangola. 





3 comentários:

Anônimo disse...

Já algumas vezes apanhei o trem aí para o Rio de Janeiro, pois morei aí perto. Muita saudade! Parabéns para as Prefeituras que tiveram essa magnífica idéia.
André de Sousa

Anônimo disse...

Muito bom!!! Você está mandando bem demais! É um deleite ver uma obra reformada e tão bonita.
Marco Antônio Francisco

Fabricio disse...

Está região atualmente não apresenta casas de morada. Seria interessante alguma pesquisa sobre como eram estabelecidas as pessoas e a economia em torno da Ernestina, para justificar a construção de uma parada neste local. Parabéns pelo blog.
Fabrício Resende.