Matéria
atualizada em 14 de novembro de 2025.
Acima, com um dos poucos registros da Estação de Goianá, realizei esta composição fotográfica com o objetivo de resgatar e manter viva a história da Ferrovia naquela cidade.
Acima e abaixo, um "ontem & hoje" da Estação Goianá. Acima, antiga, bela e romântica foto original da Estação de Goianá ainda com os trilhos da Ferrovia. Do acervo de José Campos Matosinhos.
Abaixo, num ângulo aproximado, o mesmo local nos dias de hoje. Novo prédio onde funciona a Unidade de Saúde de Goianá. Foto de setembro de 2025.
No histórico registro abaixo, a pequena comunidade de Goianá e seus prédios próximos à Estação.
A bela foto de José Campos Matosinhos foi inspiração para a artista Amandha Moraes. Pintura em parede na varanda da Granja Casa Azul.
Na sequência abaixo, mais dois "ontem & hoje" que realizei utilizando como base um dos poucos registros da Estação de Goianá. Composições fotográficas sempre com o objetivo de resgatar e manter viva a história da Ferrovia naquela cidade.
Acima e abaixo, "ontem & hoje" em ângulo aproximado.
Acima e abaixo, "ontem & hoje" em ângulo aproximado.
Usando o histórico registro já apresentado acima, destaquei os prédios históricos que ainda continuam lá.
Abaixo, a antiga Farmácia de João Loures Vale ainda está lá.
Abaixo, outro prédio histórico que ainda está lá, com algumas alterações em suas características originais. Destaque para a escadaria logo em frente.
Abaixo, o triste registro da Estação após a queda de seu telhado. Em seguida, viria a sua demolição. Hoje, pouco restou da ferrovia em Goianá.
almeida
ferreira-lage
Estação GOIANÁ
Antiga Limoeiro e Desembargador Lemos
espíndola
Ramal de Juiz de Fora: Km 257,206 (1960)
Altitude: 400m.
Estação inaugurada em: 31 de julho de 1883.
Estive no local em: julho de 2012; junho de 2016 e setembro de 2025.
Uso atual: Demolida. Hoje não existem sinais da passagem da Ferrovia por Goianá. Apenas algumas peças ferroviárias que estão no Museu do Centro Cultural da cidade.
Situação Atual – Ramal erradicado, sem trilhos.
Cia. União Mineira (1883-1884)
E. F. Leopoldina (1884-1974)
HISTÓRICO:
A Estação de Goianá teve sua origem na E. F. Juiz de Fora-Piau em 1883, ano de sua inauguração.
Em 1884 passou para o controle da E. F. Leopoldina. Na época de sua inauguração
Goianá era um Arraial pertencente a Rio Novo e a Estação recebeu o nome de
Limoeiro devido ao nome do ainda Arraial – Santo Antonio do Limoeiro. Posteriormente
ela recebeu o nome de Desembargador Lemos para, só em 1927 ser oficialmente chamada Goianá, formando o Ramal Juiz
de Fora.
O Ramal encerrou suas
atividades para o transporte de passageiros em 1972.
A Estação já não existe
mais. Foi demolida, restando poucos vestígios da ferrovia em Goianá.
Abaixo, belo registro do trecho entre Juiz de Fora e Furtado de Campos, Ramal que passava por Goianá.
A ESTAÇÃO:
Visitei Goianá pela terceira vez em setembro
de 2025, oportunidade em que finalmente encontrei o lugar exato onde ficava a
antiga Estação Ferroviária de Goianá,
local onde foi construído um Posto de
Saúde da cidade.
Bem em frente, encontrei o Casarão de bela arquitetura que aparece
com detalhes na antiga foto em que a Estação, bem como a ferrovia, ainda estava
ativa. Este belo Casarão pertenceu a João
Loures Vale, farmacêutico, proprietário
da farmácia que ali funcionava. Ao lado do casarão reside hoje Eduardo Loures de Oliveira, neto de João Loures Vale.
Segundo Eduardo, após o
desabamento de seu telhado, a antiga Estação ficou abandonada em ruínas. Com o
passar do tempo, suas paredes também ruíram.
Sua casa, bem como o prédio de
seu avô, fica bem em frente ao Posto de Saúde, local onde ficava a Estação. Ou
seja, o Trem passava bem em frente à sua casa.
Segundo Eduardo, o Trem seguia dali
para Juiz de Fora atravessando a rodovia para o outro lado. Antes de atravessar
a rodovia, existia o desvio e a duplicação da linha.
Infelizmente Eduardo não possuía
fotos da Estação, mas me indicou uma visita à Granja Casa Azul, que pertence a Flávio Casali, localizada próxima dali, à beira da rodovia. Em sua
varanda, duas belas pinturas - entre
elas, a da Estação – feitas pela artista local Amandha de Moraes.
Nas duas fotos abaixo, o antigo leito ferroviário sentido a Rio Novo. A Estação ficava à esquerda.
Na foto abaixo, o antigo leito ferroviário sentido a Coronel Pacheco. A Estação ficava à direita.
Abaixo, detalhes das escadarias de acesso aos prédios históricos próximos ao local onde ficava a antiga Estação, escadarias que remontam aos tempos da ferrovia.
A Casa Azul, com destaque para as belas telas pintadas na parede da varanda.
MUSEU FERROVIÁRIO:
Em minha primeira visita à cidade tive a oportunidade de conhecer o Centro Cultural e Histórico de Goianá, que abriga também um espaço dedicado à memória ferroviária. Apesar de ser um pequeno "Museu Ferroviário", o espaço apresenta belíssimas peças, que podem ser vistas nas fotos apresentadas abaixo, únicas lembranças da passagem dos Trens da Leopoldina por lá. Em minhas visitas a Goianá, foi sempre gratificante encontrar Ana Cristina Fracetti à frente do Museu e Centro Cultural de Goianá.
Por fim, a verdade é que deste antigo Ramal, além da Estação de Juiz de Fora - que também virou um belíssimo Museu Ferroviário - apenas as Estações de Rio Novo e Furtado de Campos ainda estão de pé.
Você pode conhecer um pouco mais sobre Goianá e histórias sobre as demais Estações do Ramal de Juiz de Fora lendo a matéria sobre a exposição fotográfica lá realizada em julho de 2012 acessando o link abaixo:
Na seqüência abaixo,
peças do Museu Ferroviário que ocupa uma parte do Centro Cultural e Histórico
de Goianá.
Na sequência abaixo, mais detalhes dos prédios históricos próximos ao local onde ficava a antiga Estação.
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