sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ESTAÇÃO GOIANÁ - A Estação já não existe mais, mas faz parte da história da cidade.


Matéria atualizada em 14 de novembro de 2025.



Acima, com um dos poucos registros da Estação de Goianá, realizei esta composição fotográfica com o objetivo de resgatar e manter viva a história da Ferrovia naquela cidade. 


Acima e abaixo, um "ontem & hoje" da Estação Goianá. Acima, antiga, bela e romântica foto original da Estação de Goianá ainda com os trilhos da Ferrovia. Do acervo de José Campos Matosinhos.

Abaixo, num ângulo aproximado, o mesmo local nos dias de hoje. Novo prédio onde funciona a Unidade de Saúde de Goianá. Foto de setembro de 2025.


No histórico registro abaixo, a pequena comunidade de Goianá e seus prédios próximos à Estação.


A bela foto de José Campos Matosinhos foi inspiração para a artista Amandha Moraes. Pintura em parede na varanda da Granja Casa Azul.


Na sequência abaixo, mais dois "ontem & hoje" que realizei utilizando como base um dos poucos registros da Estação de Goianá. Composições fotográficas sempre com o objetivo de resgatar e manter viva a história da Ferrovia naquela cidade. 
Acima e abaixo, "ontem & hoje" em ângulo aproximado.


Acima e abaixo, "ontem & hoje" em ângulo aproximado.

Usando o histórico registro já apresentado acima, destaquei os prédios históricos que ainda continuam lá.


Abaixo, a antiga Farmácia de João Loures Vale ainda está lá.



Abaixo, outro prédio histórico que ainda está lá, com algumas alterações em suas características originais. Destaque para a escadaria logo em frente.



Abaixo, o triste registro da Estação após a queda de seu telhado. Em seguida, viria a sua demolição. Hoje, pouco restou da ferrovia em Goianá.




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ferreira-lage

Estação GOIANÁ
Antiga Limoeiro e Desembargador Lemos

espíndola


Ramal de Juiz de Fora: Km 257,206 (1960)
Altitude: 400m.
Estação inaugurada em: 31 de julho de 1883.
Estive no local em: julho de 2012; junho de 2016 e setembro de 2025.
Uso atual: Demolida. Hoje não existem sinais da passagem da Ferrovia por Goianá. Apenas algumas peças ferroviárias que estão no Museu do Centro Cultural da cidade.
Situação Atual – Ramal erradicado, sem trilhos.

Cia. União Mineira (1883-1884)
E. F. Leopoldina (1884-1974)



HISTÓRICO:

A Estação de Goianá teve sua origem na E. F. Juiz de Fora-Piau em 1883, ano de sua inauguração. Em 1884 passou para o controle da E. F. Leopoldina. Na época de sua inauguração Goianá era um Arraial pertencente a Rio Novo e a Estação recebeu o nome de Limoeiro devido ao nome do ainda Arraial – Santo Antonio do Limoeiro. Posteriormente ela recebeu o nome de Desembargador Lemos para, só em 1927 ser oficialmente chamada Goianá, formando o Ramal Juiz de Fora.
O Ramal encerrou suas atividades para o transporte de passageiros em 1972. 
A Estação já não existe mais. Foi demolida, restando poucos vestígios da ferrovia em Goianá. 



Abaixo, belo registro do trecho entre Juiz de Fora e Furtado de Campos, Ramal que passava por Goianá.



A ESTAÇÃO:

Visitei Goianá pela terceira vez em setembro de 2025, oportunidade em que finalmente encontrei o lugar exato onde ficava a antiga Estação Ferroviária de Goianá, local onde foi construído um Posto de Saúde da cidade.

Bem em frente, encontrei o Casarão de bela arquitetura que aparece com detalhes na antiga foto em que a Estação, bem como a ferrovia, ainda estava ativa. Este belo Casarão pertenceu a João Loures Vale, farmacêutico, proprietário da farmácia que ali funcionava. Ao lado do casarão reside hoje Eduardo Loures de Oliveira, neto de João Loures Vale.

Segundo Eduardo, após o desabamento de seu telhado, a antiga Estação ficou abandonada em ruínas. Com o passar do tempo, suas paredes também ruíram.

Sua casa, bem como o prédio de seu avô, fica bem em frente ao Posto de Saúde, local onde ficava a Estação. Ou seja, o Trem passava bem em frente à sua casa.

Segundo Eduardo, o Trem seguia dali para Juiz de Fora atravessando a rodovia para o outro lado. Antes de atravessar a rodovia, existia o desvio e a duplicação da linha.

Infelizmente Eduardo não possuía fotos da Estação, mas me indicou uma visita à Granja Casa Azul, que pertence a Flávio Casali, localizada próxima dali, à beira da rodovia. Em sua varanda, duas belas pinturas - entre elas, a da Estação – feitas pela artista local Amandha de Moraes.



Nas duas fotos abaixo, o antigo leito ferroviário sentido a Rio Novo. A Estação ficava à esquerda.


Na foto abaixo, o antigo leito ferroviário sentido a Coronel Pacheco. A Estação ficava à direita.


Abaixo, detalhes das escadarias de acesso aos prédios históricos próximos ao local onde ficava a antiga Estação, escadarias que remontam aos tempos da ferrovia. 



A Casa Azul, com destaque para as belas telas pintadas na parede da varanda.



MUSEU FERROVIÁRIO:

Em minha primeira visita à cidade tive a oportunidade de conhecer o Centro Cultural e Histórico de Goianá, que abriga também um espaço dedicado à memória ferroviária. Apesar de ser um pequeno "Museu Ferroviário", o espaço apresenta belíssimas peças, que podem ser vistas nas fotos apresentadas abaixoúnicas lembranças da passagem dos Trens da Leopoldina por lá. Em minhas visitas a Goianá, foi sempre gratificante encontrar Ana Cristina Fracetti à frente do Museu e Centro Cultural de Goianá.

Por fim, a verdade é que deste antigo Ramal, além da Estação de Juiz de Fora - que também virou um belíssimo Museu Ferroviário - apenas as Estações de Rio Novo e Furtado de Campos ainda estão de pé.

Você pode conhecer um pouco mais sobre Goianá e histórias sobre as demais Estações do Ramal de Juiz de Fora lendo a matéria sobre a exposição fotográfica lá realizada em julho de 2012 acessando o link abaixo:


Na seqüência abaixo, peças do Museu Ferroviário que ocupa uma parte do Centro Cultural e Histórico de Goianá










Na sequência abaixo, mais detalhes dos prédios históricos próximos ao local onde ficava a antiga Estação. 






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