segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ESTAÇÃO RIVE - Ela já foi o ponto final da Linha original em 1887.

Acima, a Estação de Rive no final da década de 1980, em belo registro de Paulo Henrique Thiengo.


Acima e abaixo, a Estação de Rive nos dois sentidos. Registros de Marcos A. Farias feitos em 1986.



Acima, uma antiga, mas importante fotografia onde vemos a praça da Estação de Rive já sem os trilhos e as construções ao seu redor. 

Abaixo, registro em ângulo aproximado nos dias de hoje através do Google Maps.


Acima, um recorte da antiga fotografia, onde vemos uma edificação em destaque no lado esquerdo da foto e a Estação de Rive à direita. 

Abaixo, o registro do Google Maps em ângulo aproximado, onde vemos o que sobrou da edificação no lado esquerdo. À direita, a antiga Estação - já demolida - no local onde ela se situava, através desta nostálgica composição fotográfica que realizei.  


Abaixo, o local onde se situava a Estação de Rive, em outro importante registro de Marcos A. Farias feito em novembro de 2005.


Da Silva Junior na praça localizada próxima ao local onde se situava a Estação de Rive.






Estação RIVE

Antiga Pombal e Alegre


vala-do-souza




Município - Alegre-ES
Ramal Sul do Espírito Santo: Km 528,030 (1960).
Altitude:  ?
Estação inaugurada em: 16 de setembro de 1887.
Visitei a Estação em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Da Silva Junior.
Uso atual: Demolida em 1990.
Situação Atual – Trecho declarado erradicado, sem trilhos.


Cia. Lloyd Brasileiro (1887-1898)
Espírito Santo and Caravellas Ry. Co. Lmtd. (1898-1907)
E. F. Leopoldina (1907-1972)


HISTÓRICO:

Segundo o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht... “O Ramal Sul do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E. F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas adquiridas pela Leopoldina em 1908. A E. F. Caravelas partia de Vitória para Castelo, de um lado; e para Rive, do outro; bifurcando na Estação de Matosinhos (Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas Gerais, na Linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26 de outubro de 1972. O outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua erradicação, em 05 de novembro de 1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro até próximo à Estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das diversas serrarias dessas pedras que existem na região.”

 

A ESTAÇÃO:

Da Silva Junior visitou a Estação de Rive em 2020, quando fez os registros apresentados nesta matéria. Segue seu relato:


“A Estação de Pombal era o ponto final da linha original em 1887, na sua inauguração pela Cia. Lloyd Brasileiro. No entanto, o Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 cita a inauguração da ‘Estação de Reeve’ em 28 de abril de 1910. Porém, Pombal já existia nessa época e era a ponta de linha do Ramal. A compra e prolongamento do Ramal feita pela Leopoldina em 1907 levou a Estrada de Ferro até Espera Feliz nos anos seguintes. Para isso, muito provavelmente foi construída uma nova Estação ali, com condições melhores para a continuação dos trilhos. Essa nova Estação, já com arquitetura típica da Leopoldina, é que foi inaugurada em 1910. O nome do Engenheiro Reeve veio para homenagear o inglês morto numa emboscada em Matilde. O nome anterior, Alegre - já que era essa a Estação mais próxima da sede do município - foi transferido para a Estação que estava sendo construída lá no alto, ao lado do rio Alegre. Por isso é que existiu um anúncio de 1888 da empresa Lloyd, publicado em revista da época, mostrando a Estação com o nome de “Alegre”. Outra dúvida é sobre o primeiro nome da Estação: inicialmente era ‘Pombal’ mesmo! Trens de passageiros circularam pela Estação de Rive até o final dos anos 1960. Infelizmente a Estação foi demolida em 1990.”



Acima, belíssimo registro do pátio ferroviário da Estação de Rive. 
Abaixo, a Estação já sem os trilho ao seu lado. 


Nas três fotos abaixo, Da Silva Junior destacou antigas edificações que ficavam próximas à Estação e que ainda estão lá.





Abaixo, um monumento localizado na praça localizada próxima ao local onde se situava a Estação relembrando os tempos da ferrovia em Rive.



Abaixo, mais um antigo registro da Estação de Rive já em seus últimos tempos de existência.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Estação PARADA BATALHA - Praticamente nada sobrou da Pequena Parada Ferroviária.

Acima e abaixo, o local da Parada Batalha e o antigo Leito Ferroviário já completamente saqueado, tanto num sentido quanto no outro.

Base da coluna feita com trilho que sustentava a placa com o nome da Parada Batalha, ou a própria cobertura da Paradinha Ferroviária.

A PN sobre a Linha do Litoral. À direita vai pra Dores de Macabu; à esquerda vai para Quissamã.

A PN fica localizada próximo à Parada Batalha.

Paulo Neiva Pinheiro no local onde ficava a Parada Batalha, visitada por ele em 2021.



dores-de-macabu


Estação PARADA BATALHA


parada-panorama



Município: Campos dos Goitacazes–RJ

Linha do Litoral – Km 277,226

Altitude:  9m

Estação inaugurada em:  ?

Estive no local em: Ainda não visitei a Estação. Fotos de Paulo Neiva Pinheiro.

Uso atual: Demolida.

Situação Atual – Tráfego suspenso. Trilhos roubados. 

 

E. F. Macaé a Campos ( ?-1887)

E. F. Leopoldina (1887-1975)

RFFSA (1975-1996)

FCA (1996 - ...)



HISTÓRICO DA LINHA:

Conforme cita o site estacoesferroviarias, de Ralph Mennucci Giesbrecht...  “O que mais tarde foi chamada "Linha do Litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim, foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.”

 

A ESTAÇÃO:

O amigo Paulo Neiva Pinheiro visitou a Estação PARADA BATALHA em 2021, quando fez as fotos aqui apresentadas. Segue seu relato...

“A Parada Ferroviária Batalha era usada para embarque e desembarque de pessoas, de gado e de cargas, geralmente produtos agrícolas produzidos pela fazenda Batalha que fica de frente ao local da Parada, assim denominada por ter sido local de uma batalha com índios. A fazenda ficou muito tempo abandonada e foi comprada recentemente por um novo proprietário que provavelmente mudou o seu nome para Santa Izabel. A Capelinha da fazenda já foi reformada e pintada de amarelo. O nome original desta fazenda era Fazenda Batalha. Existe inclusive um pequeno sítio próximo com o nome Sítio Batalinha. A Parada fica no distrito de Dores de Macabu - Campos dos Goytacazes e pode ser acessada andando pela Linha do Litoral, pois existe uma PN próxima a ela, ou pela entrada da fazenda Santa Izabel - a antiga fazenda Batalha - na Estrada do Macaco. Consegui localizá-la seguindo quilometragem fornecida pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 e usando o Google Maps. No livro ‘A Ferrovia Agrícola de Quissaman e suas conexões regionais’, de Nylson Macedo e Leonardo de Vasconcelos Silva, conta que a comitiva do imperador D. Pedro II, indo para Campos inaugurar a já demolida Estação do Sacco em 1875, pertencente à Linha Ferroviária Macahe - Campos, a comitiva apeou-se do Trem para participar de um pavilhão de refrescos oferecido pelo Conselheiro do Império, João de Almeida na sua fazenda Batalha. Será que esta Parada vem desde os tempos da Estrada de Ferro Macahe - Campos? Depois dessa Parada, o imperador e sua comitiva seguiu para Campos dos Goytacazes para inauguração da Estação do Sacco, atual Estação da Leopoldina. As Informações fornecidas pelo Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960 tiveram a medição feita por mim usando o Google Maps e ambas batem nessa localização, tanto saindo da PE Panorama, como do PT de Guriri. O local é uma zona rural de pouco movimento e pouquíssimas casas. Não temos a data da construção dessa Parada Ferroviária, nem fotografias antigas dela, mas ela está descrita no livro Guia Geral das Estradas de 1960 listada no KM 277.226.”


A Fazenda, que se chamava Batalha na época que a Ferrovia passava por aqui. Dores de Macabu – distrito de Campos dos Goitacazes.

A entrada da Fazenda Batalha, agora com novo dono que a rebatizou como Fazenda Santa Izabel.

Sítio Batalinha, na PN próximo à Parada Batalha. O nome faz alusão à antiga Fazenda Batalha que ficava próxima.

Em destaque, a pequena Capela da antiga Fazenda Batalha.

Bueiros de escoamento de água na Linha do Litoral.

Existem muitas pedras próximas ao local da antiga Parada que pode ter sido restos de uma plataforma de embarque, que já teria sido demolida.

Inúmeros bueiros existentes na linha da litoral. O local é uma área pantanosa. E o antigo Leito Ferroviário já completamente saqueado.


Mureta de bueiro existente na Linha próximo à Parada.

Um trilho fincado no local - seria um poste remanescente da linha do telégrafo?

Provável casa de colonos da antiga Fazenda Batalha.